A pedra no sapato de Mendonça
A julgar pelo número de participantes do último ato bolsonarista no 7 de Setembro, a bola de Flávio Bolsonaro continua murcha. É verdade que os 28 mil foram bem mais do que os 9 mil em Copacabana, eram, porém, pouco mais da metade do feriado da Independência de 2025. Efeito explícito da advocacia particular exercida pelo ministro André Mendonça, que na última sexta-feira postou mensagens convocando os “irmãos e irmãs” evangélicos a atacar o ministro Alexandre de Moraes e a apoiar o senador. E ontem deu um passo mais definitivo rumo ao golpe, ao afastar a cúpula da PF que tanto incomoda a direita. No ato, o que mais chamava atenção era a imagem gigante de Donald Trump, demonstração, sem o menor pudor, de que – assim como acontece na Venezuela – o líder republicano é quem vai mandar no Brasil numa eventual eleição do filho 01. Estrategicamente, Flávio evitou mencionar Daniel Vorcaro. Afinal, para quem fez o acordo de receber R$ 134 milhões do ban...