Gafanhotos chapados
Se alguém ainda duvida de que nossa situação tem tudo a ver com a do Egito dos faraós, quando o país sofreu as 10 pragas até a libertação do povo hebreu, os gafanhotos estão aí para provar. Tudo começou em Wuham, nos mercados de animais silvestres da China. Dai seguiu a sucessão de mortes aos milhares, como um castigo divino à humanidade. Aqueles que dispunham de mais sabedoria, solidariedade e recursos econômicos conseguiram se livrar da tragédia mais rapidamente, outros porém, liderados por incompetentes e insensíveis, como foi o caso dos EUA e do Brasil, estão comendo o pão que o diabo amassou.
Aqui,
porém, a desgraça não para de se alastrar. Se existe alguma similaridade entre
o Egito AC e o que vivemos no Brasil, podemos começar pela destruição da
floresta, pela permissividade com as milícias e, sobretudo, com o total descaso
pela vida humana. O Rio Amazonas, como ocorreu com o Nilo, não se tingiu no
vermelho sangue, metaforicamente, porém, o que se viu foram os óbitos em
progressão geométrica, o solo cavucado em covas rasas para abrigar os mortos, índios contaminados, assim
como o extermínio do meio ambiente legitimado pelo próprio ministério. Sangue
demais da conta.
Agora,
a oitava praga se concretiza, com a aproximação da nuvem de gafanhotos, que
cruzou as fronteiras do Paraguai, Argentina e Uruguai e já se aproxima das
lavouras e pastagens brasileiras predominantes
no trajeto percorrido pelo bando, que avança a uma velocidade até 150 km por dia.
São
40 milhões de gafanhotos por quilômetro quadrado, que se alimentam de qualquer
tipo de vegetal encontrado pela frente. Mais um pesadelo, como se não bastasse
o que já estamos vivendo. Direcionado para atingir em cheio a única coisa que
dá certo em nossa economia nesse momento, a agricultura. Incomuns, essas nuvens são formadas
graças ao clima quente, seco e aos ventos que predominam do Rio Grande do Sul a
Santa Catarina, estados que podem ser as
primeiras vítimas desse mais novo terror.
Por que o Brasil sofre mais do que o resto do planeta e como vai reagir a essa nova ameaça? Além de eleger a pessoa errada, na hora errada, pelo menos dessa vez demos sorte: ao atravessar as lavouras de maconha do Uruguai os gafanhotos ficaram chapados e desistiram de seguir viagem...já o impeachment parece ter se distanciado do horizonte.
Salvos pela "marijuana".
ResponderExcluir