Vacina à vista!


Agora vai. Em dezembro começará a ser distribuída no Brasil a vacina ChAdOx1 contra a Covid-19, desenvolvida pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, e a farmacêutica AstraZeneca. A parceria com o ministério da Saúde foi anunciada ontem e inclui pesquisa e troca de tecnologia com a Fiocruz, que assumirá a produção nacional. De todos os imunizantes pesquisados no mundo, este é o mais adiantado, na terceira e última fase, de testes em humanos. Este mês foram iniciados dois mil testes em São Paulo e mil no Rio.

 Se comprovada sua eficácia, o que deve ocorrer entre outubro e novembro, serão inicialmente 30 milhões de doses entregues em dois lotes: 15 milhões em dezembro e 15 milhões em janeiro de 2021, com prioridade ao grupo de risco e profissionais de saúde. Se a vacina for licenciada, a próxima etapa prevê a produção de mais 70 milhões de doses para distribuição pelo SUS, com valor estimado de US$ 2,30 (cerca de R$12,60) por dose.

A Fiocruz será devidamente preparada para fabricar a imunização, distribuída no país a partir da tecnologia estrangeira. Conforme o ministério, o acordo tem duas etapas: a encomenda de frascos da imunização, com custos de parte da pesquisa assumidos pelo país, mesmo antes do fim dos estudos clínicos. Caso a vacina se mostre segura, a compra será ampliada na segunda etapa. "Nessa fase inicial, de risco assumido, serão 30,4 milhões de doses da vacina, no valor total de U$ 127 milhões, que inclui a transferência da tecnologia e processo produtivo da Fiocruz, estimados em U$ 30 milhões”, disse o comunicado assinado ontem.

 O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, explicou que há um "risco associado" à parceria. "Os estudos preliminares das fases 1 e 2 mostram uma resposta bastante significativa, mas se os estágios clínicos não se mostrarem seguros, teremos aprendido com o avanço tecnológico", diz Medeiros. Ou seja, pagaremos para ver.

 "Nesse primeiro momento, o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) vem pronto (do exterior)", disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto.

O acordo prevê ainda o orçamento de importação de mais IFA para a ampliação da produção nacional. “A compra de mais princípios ativos será feita após uma reavaliação do mercado internacional, também é possível que surjam outras opções concorrentes de vacina”, especulou Angotti.

Por enquanto, a avaliação é de que a vacina terá um ano de validade. Apesar de já ser possível visualizar a produção do imunizante em território nacional ainda este ano levaremos, porém, alguns meses para saber mais detalhes do que vem por aí e, finalmente, apostar no fim do pesadelo.

 

 

 

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