Fedor pestilento
Fora as patacoadas
de sempre, os ataques às urnas eletrônicas, aos ministros do STF – a vacinação
infantil saiu do radar depois que auxiliares provaram sua relação com a queda de
popularidade -, Bolsonaro agora brinca de esconder.
Sim, ao
contrário do que seria razoável, ele insistiu em viajar à Rússia em meio à mais
grave crise global desde a Segunda Guerra. Declarou solidariedade a Vladimir Putin e estimulou memes de que sua viagem teria evitado a Terceira
Guerra Mundial. Verdadeira palhaçada.
E agora se
cala.
Para não
dizer que não falou nada, desautorizou o vice, Hamilton Mourão, que enfatizou sua discordância quanto à violação da Ucrânia. E reproduzia o pensamento do generalato. Depois, do alto de sua
experiência com a diplomacia internacional, o capitão falou de
futebol ao cercadinho na quinta-feira.
O que se
passa pela sua cabeça todos sabemos. Assim como bajulou Trump - que também apoia o líder russo -, se vê na
obrigação de bajular Putin. E se afina, quem diria, ao pensamento da esquerda representado por Nicolás Maduro na Venezuela. É contra qualquer coisa que cheire a democracia.
A gravata
de fuzis que usou na quarta-feira já poderia ser um recado de quem
cultua a morte. Como o trágico óbito de 800 soldados russos anunciado pelos
ucranianos, que perderam 137 vidas no primeiro dia de ataques.
Cercado de
luminares como o ministro sanfoneiro Gilson Machado – autor do meme de
Bolsonaro na capa da Time como Prêmio Nobel da Paz -, o brutal ataque foi
travestido em “hostilidade” por um Itamaraty que já não sabe o que
fazer.
Como
lembrou Flávia Oliveira, talvez o que esteja por trás de tudo isso tenha a ver
com o objetivo da viagem de Carluxo à Rússia – questionada por Alexandre de Moraes e
investigada por Augusto Aras.
Essa
neutralidade pode ser uma troca de gentilezas do presidente com Putin para
garantir que a guerra suja digital dos russos o salvem da humilhação de perder
as eleições.
Enquanto morre
tanta gente em nome das obsessões territoriais de um autocrata, por aqui fede cada vez mais.
PS: Caros
leitores, vou me esconder no mato durante o carnaval. Quarta-feira estou de
volta.
Bom Carnaval, Celina.
ResponderExcluirBom descanso, Celina! Que volte revigorada!
ResponderExcluirCelina, retempere as energias para o combate contra o Tosco armamentista que nos infelicita! Bom descanso.
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