O advogado do diabo
O que
prometia ser o maior trunfo contra o Presidente – o tal ‘pintou um clima’,
associado à pedofilia pela campanha petista -, acabou por murchar, após o
mandatário ler no debate de ontem a ordem de suspensão da notícia por Alexandre de
Morais, que de canalha, foi alçado a aliado...
Pena que a
pior das mentiras, sobre a criação do orçamento secreto, não tenha sido desmentida no
ar. Rodrigo Maia, acusado pelo capitão de tê-lo criado, correu ontem às redes
para desmentir e assegurar que o pai da ideia foi o general Luiz Eduardo
Ramos, com a assinatura do Presidente.
Realmente
deve ser muito difícil para Lula ouvir sequências de mentiras sem poder
revidar. E ter de manter o controle. O ex-presidente liderou o primeiro bloco,
ao trazer um assunto indefensável para o capitão: as mortes na pandemia.
O primeiro
tête-à-tête entre os adversários repetiu o que se viu durante toda a campanha:
sequências de ataques sem que fosse apresentada sequer uma proposta de governo.
Assistimos a um ringue, onde o segundo bloco se equilibrou e no último o
Presidente levou vantagem, pelos longos quatro minutos ganhos de bandeja por
inabilidade do oponente.
Ainda
assim, quem ouviu e analisou o que foi dito saiu com a impressão de que não dá
nem para comparar o conteúdo de ambos. O Presidente só sabia atacar o
adversário, sem ter sequer uma realização para apresentar. Enquanto Lula esbanjou o
passado e tenha perdido o pé no presente.
Para quem,
como eu, torce pelo líder petista - não por ele ser do PT, e sim por ele
representar a certeza de que nossa democracia não correrá riscos -, ficou uma
inegável frustração. Faltou à campanha alertar Lula sobre o timing, que
abriu tempo ao adversário, sem contraditório. Uma agonia.
Lula
mostrou-se muito mais à vontade diante das câmeras, porém,
ainda precisa treinar muito para manter a calma diante da saraivada de
provocações, e para ter a resposta certa, na hora certa, sem perder uma
oportunidade para comprovar as mentiras do inimigo.
O botton
de exploração infantil na lapela foi a provocação possível, que não chegou a
desestabilizar o adversário. No fim, surge na panelinha do Presidente o advogado, agora senador com voz de fuinha, que volta a
afagar o diabo e mostra de que lado ele sempre esteve.
Segundo o Instituto AtlasIntel - o que melhor se saiu nas previsões do 1º turno - para 54% Lula se saiu melhor no debate, enquanto o adversário teve 32%.
A guerra
continua.
Sinceramente? Assisti por poucos muitos o debate. Preferi abastecer de notícias meu blog a ficar me irritando com tanta provocação e mentiras deslavadas do genocida. Acho que os debates com um sujeito mentiroso como o bozo não são debates, não há espaço para discutir programa de governo. #fora Bolsonaro.
ResponderExcluirMentiroso e cara de pau. Mas como sei que o debate era importante pra eleição, não desgrudei o olho
ExcluirArnaldo Moreira
ResponderExcluirAntes foi o patife "padre" Kelmon, agora o juiz marreco que condenou o Lula com base nas suas convicções, ou seja com base no objetivo de o tirar das eleições atrás do genocida.
E ficou escancarada a sua parcialidade qdo mandou Lula pra cadeia. O cínico do presidente ainda fala em retomar a Lava Jato...enqto o marreco está de olho na p´roxima vaga do STF
ExcluirDimas Tadeo Carvalho
ExcluirEle estava "convicto" de que receberia o cargo de ministro.
Chicco Lacerda
ResponderExcluirO cara pode não ganhar, mas conseguiu esvaziar o debate de conteúdo. Fica a pergunta de se vale a pena assistir a mais algum...
Haverá um último debate na TV Globo no dia 28, eu mesma não perco de jeito nenhum, apesar de tudo
ExcluirDenise Milanelli
ResponderExcluirAfffffffff dois ACABADOS!!!!!!
Ricardo José Lopes Clemente
ResponderExcluirA que nível nós chegamos, o genocida sempre foi safado, o ex juiz, venal também, aliás, será que é só ele neste judiciário sem compromisso com o Brasil!!!
Eulália Figueiredo
ResponderExcluirSe merecem...nenhum dos dois tem o menor caráter. É tudo pelo poder.
Realmente, feitos um para o outro
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