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Bets voltarão com Flávio

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  Os bolsonaristas que me perdoem, mas é impressionante a onipresença de Flávio Bolsonaro nos maiores escândalos financeiros do Brasil. Além do envolvimento do candidato do PL com Daniel Vorcaro, com a compra superfaturada de vacinas contra a Covid e com as fraudes do INSS, a relação do senador com as bets é umbilical. O que tem a ver com os estreitos vínculos do filho 01 com o empresário Willer Tomaz (foto), pioneiro deste mercado no Brasil, considerado o pai do Tigrinho, um resumo de todas as casas de apostas online. Tomaz fundou a empresa Cathedral , na  região de zona franca da  Ilha da Madeira, no início de 2023. Em maio do mesmo ano ele criou a Rede Loto São Paulo. E no mesmo endereço da Cathedral havia a empresa Alcazar, com conta bancária do Santander, da qual Flávio era “usuário máster”, o que significa que ele podia se beneficiar e mexer nela à vontade. Flávio é bet.   Os influenciadores patrocinados por bets fazem campanha para o candidato do PL, ...

A ditadura vai ferrar todos nós

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  “Quero falar com você que é de direita. Você sabe que a direita foi engolida pelo bolsonarismo. Hoje no Brasil temos três espectros políticos: direita, esquerda e bolsonarismo. E o bolsonarismo é contra a direita e a esquerda. Essa é a última chance que nós temos para tirar o bolsonarismo de cena. O bolsonarismo não tem fôlego para se sustentar por mais quatro anos sem a presidência da república. Caso Flávio ganhe, daqui a 15 dias muito provavelmente nós viveremos um regime ditatorial bolsonarista por mais de 30 anos. Talvez vocês não saibam a dificuldade que é para tirar um governo ditatorial. Todas as falas dele são de um governo que vai se eleger pela democracia e que vai dar um golpe. (...) Você precisa pensar além do seu ódio a Lula e ao PT. Você precisa pensar na sua liberdade de ir e vir, na sua liberdade de expressão. Até você bolsonarista, se não fizer parte do núcleo deles, da seita, está fora em uma ditadura militar. Sei que o eleitor do Renan Santos e de Au...

Churrasco e putas para Flávio da Covaxin

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  Era o dia 17 julho de 2020. Mais de 76 mil pessoas já haviam morrido de Covid-19. Só num dia morreram 1.229. Dois empresários interessados em vender vacina fizeram uma festa para agradar Flávio, o filho do presidente. Voaram com ele para Brasília no mesmo jatinho usada por Daniel Vorcaro. No dia seguinte, fizeram um churrasco no Lago Paranoá, dentro de uma lancha, com três prostitutas. Flávio ainda saiu da suruba com um rolex no pulso. (Durante sua campanha a presidente ele ostenta um relógio de R$ 50).   A reportagem, publicada na Revista Piauí , ouviu pilotos, assessores, testemunhas e consultou relatórios de três CPIs. Meses depois, Flávio abriu as portas do BNDS e defendeu publicamente os empresários que vendiam a Covaxin. O governo de Jair Messias adquiriu 20 milhões doses da Covaxin, contrato que acabou suspenso após insistentes denúncias de irregularidades. Como alguém é capaz de votar num ser abjeto desses?

Plano para matar Lula

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  Eu mesma já publiquei a informação neste blog sobre a operação “Punhal Verde e Amarelo”, que previa o assassinato de Lula e do ministro Alexandre de Moraes no fim de 2022, com a concordância do presidente Jair Messias. A mesma denúncia foi apresentada ontem pelo PGR Paulo Gonet ao STF. Se aceita pelo STF, o ex-presidente se tornará réu e passará a responder a um processo penal no tribunal, conforme o G1 . "Os membros da organização criminosa estruturaram, no âmbito do Palácio do Planalto, plano de ataque às instituições, com vistas à derrocada do sistema de funcionamento dos Poderes e da ordem democrática, que recebeu o sinistro nome de “Punhal Verde Amarelo”, diz a denúncia da PGR. A acusação destaca que o "plano foi arquitetado e levado ao conhecimento do Presidente da República, que a ele anuiu, enquanto um relatório do Ministério da Defesa reconhecia a inexistência de detecção de fraude nas eleições", como planejavam os golpistas. O plano tinha o Supremo co...

Paladino da destruição

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  Quem fez a constatação foi o jornalista Bernardo Mello Franco. Em 30 de abril de 1981, dois militares tentaram explodir uma bomba no Riocentro durante a comemoração pelo Dia do Trabalhador, que reunia centenas de jovens. Só que a bomba explodiu no colo de um deles (foto) e o morticínio – que planejavam atribuir à esquerda – não rolou. Naquele mesmo dia, nascia   em Resende o primeiro filho do militar que acabou expulso do Exército por planejar explodir o reservatório do Guandu por melhores salários. Depois virou deputado – que nada fez pelo povo em 28 anos de gestão -, presidente do Brasil e agora está preso por tentativa de golpe contra a democracia brasileira. Parece até coisa do capirroto...  Em seu livro “Mito ou verdade”, este primogênito que virou deputado, senador e agora concorre à presidência do Brasil, exalta o golpe de 1964 e o regime autoritário que perseguiu, prendeu e matou opositores políticos. “Ao invés de marginalizados, deveriam ser tratados co...

Abre o sigilo Flávio!

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  Ontem, quando o cínico do Flávio se achava vitorioso no debate - à la "O grande ditador", de Charles Chaplin -, eis que desmoronou diante do xeque-mate de Lula, que ofereceu ao TSE a quebra de seu sigilo bancário e telefônico e propôs que o adversário fizesse o mesmo. Algo de que o 01 foge como o diabo da cruz, porque suas mentiras viriam à tona... E se ontem os bolsonaristas não conseguiram lotar a Paulista, como fez o ato pró-Lula no domingo 11, essa turma foi capaz de forjar um míssil inflável que pedia a Donald Trump para lançar uma bomba atômica sobre o Brasil. Desespero antipatriótico de quem tem medo de perder... Já a praia de Copacabana voltou a lotar com o ato musical pela democracia convocado por Caetano Veloso (foto). “Gente é pra brilhar, não para morrer de fome” (referência à fila do osso no governo anterior?), cantava o baiano para a multidão que iluminava a escuridão com seus celulares. Enquanto isso, os golpes baixos não param. Se em 2022, a Polícia R...

Estelionato eleitoral

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  A aprovação do fim da jornada 6 x 1 esta semana foi fiel ao caleidoscópio que virou a política nacional neste momento, com suas várias facetas. Em editorial, o Globo acusou de “oportunista” a votação às vésperas da eleição (demitiu um diretor ligado a Daniel Vorcaro para mostrar sua isenção, bandeirosamente evidente a toda hora). Em 27 de maio a Câmara aprovou o projeto, só votado agora  por obra e graça do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Este, alvo de investigação pelo Banco Master - onde a Amapá Presidência investiu R$ 400 milhões. E que já havia boicotado Lula, por exemplo, quando orquestrou a rejeição por unanimidade ao candidato do presidente no STF. Só que agora a situação virou. Alcolumbre sabe que sua única chance de prosseguir presidente do Senado é se Lula for reeleito. Mudou de lado e se aproximou do líder petista. Se houve oportunismo, foi o do senador macapaense. A aprovação do projeto foi clara demonstração de que Lula nada tem de pato manco, como ...