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Teocracia no Brasil, jamais!

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  Michelle Bolsonaro é a Lady Macbeth da franquia Bolsonaro. Ela é a reunião de Lady Macbeth e do Conto da Aia.   É uma ameaça à democracia maior do que o projeto autoritário bolsonarista, do que a ditadura militar que durou 21 anos. Na tragédia  de Shakespeare, o n obre escocês Macbeth precisa assassinar seu primo, o rei Duncan, a quem ele havia sido fiel,  para chegar ao poder . Macbeth atrai o rei para seu castelo para assassiná-lo enquanto ele dorme e assumir o poder. Hesita, porém, pensando no quanto o rei havia sido bom e o agraciado. "Não o farei mais", resolve. Lady Macbeth então diz: “Por que   me escreveste aquela longa carta detalhando o plano e o projeto?   Seja homem, vá adiante!” Macbeth mata Duncan e torna-se rei. Já segundo o ex-faz tudo Mauro Cid, diante do memorando do golpe, peça chave da acusação, Bolsonaro parece recuar e hesitar. Diz Cid: “Quem mais instigou Bolsonaro para levar adiante o golpe foi Lady Macbeth, Michelle Bolson...

Uma convenção patética

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  Teve de tudo na Convenção do PL para oficializar a candidatura de Flávio à presidência. Como se não bastassem todas as crises que antecederam o evento – a mais grave delas, a relação promíscua do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro –, um aliado meteu os pés pelas mãos e a exibição de um vídeo gerado por IA pode até impugnar a candidatura. O aliado é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Impossibilitado de comparecer ao evento no Pacaembu (SP), ele enviou um vídeo projetado no encontro. O mais ativo garoto propaganda do partido, tão zeloso do que diz, não poderia ter sido mais infeliz em sua fala: “ A eleição de Flávio representa fazer justiça com aqueles que estão presos injustamente, como os presos do dia 8 de janeiro, como nosso único líder Jair Bolsonaro que está preso,  não por corrupção, não por rachadinha , não por nada além de uma perseguição que ele está sofrendo”. Quer dizer então que a prática de rachadinhas, useira e vezeira do clã Bolsonaro, não foi...

Tiro de Trump sai pela culatra

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  O acirramento das tarifas contra o Brasil foi o primeiro passo do governo Trump para desestabilizar a gestão de Lula e prejudicar sua reeleição. Pois o segundo entrou em andamento: o envio ao Brasil de altos funcionários para desacreditar as urnas eletrônicas, algo já iniciado por Flávio Bolsonaro em recente reunião com embaixadores em Brasília. O Washington Post revelou que a tal delegação seria integrada por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Samson já viajou por diversos países para promover o conservadorismo. E u ma das autoridades ouvidas pelo Post classificou a iniciativa como um "estratagema completamente incompatível com a democracia brasileira.” Só que o tiro saiu pela culatra. Segundo o UOL,  sexta-feira o governo brasileiro negou o pedido de visto aos dois funcionários do governo americano, cujo objetivo era conversar com autoridades eleitorais brasileiras críticas das urnas eletrônicas. O pedido de ...

O mistério da resiliência

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  Achei que a candidatura de Flávio à presidência eram favas contadas, após esse tsunami de crises. Não mais. Sua resiliência vai além da imaginação, o que só mostra a sede da extrema direita de voltar ao poder. A pesquisa DataFolha divulgada ontem mostra que tudo continua (quase) como antes no quartel de Abrantes. O quartel, por sinal, segue passando ao largo da pré-campanha do PL, pelo menos do que se tem notícias. Nos quatro últimos anos os milicos não deram o ar da sua graça. Nem nos demos conta do alívio que foi não ter nenhum verde oliva palpitando na política nacional... O que se deduz que os eleitores da extrema direita não estão nem aí para o assalto que Flávio Bolsonaro fez ao ladrão mor, Daniel Vorcaro. É verdade que o ministro André Mendonça mandou investigar as tramoias que envolveram “ Dark Horse ”, a cinebiografia de Bolsonaro, e daí ainda pode sair muita coisa...mas será que alguém vai se importar? E mesmo com a obviedade de farsa do armistício entre Flávio e...

Candidatura caótica

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  Talvez agora, diante do caos instalado na candidatura de Flávio Bolsonaro, o papai possa ter se arrependido de ter indicado o filho à sucessão presidencial, ao invés de Tarcísio de Freitas, que poderia até ter chances de enfrentar Lula. Talvez Michelle também se saísse melhor que o filho 01... E, no que depender do entorno do senador, o caos é um fato consumado. O próprio presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, admitiu na terça-feira, em entrevista à CNN Brasil, que Flávio não estava preparado para ser candidato à presidência. “Ele foi escolhido pelo Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes para ser candidato a Presidente da República. Agora é que estamos conseguindo andar com esse assunto (imagine o significa isso diante do que se vê?). Não parou por aí. Após a fala desastrada de Valdemar foi a vez do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, tentar consertar a situação: “Ele não estava preparado para ser o candidato porque o candida...

Bolsonaristas voltam a atacar urnas

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  Na última terça-feira, Flávio Bolsonaro participou de um encontro com diplomatas de 42 países no evento “Debatendo o Brasil”, organizado pelo site  The Brazilian Report  e pela agência Novo Selo Comunicação. A exemplo do que fez o pai em julho de 2022, quando questionou a lisura das urnas a embaixadores convocados no Palácio da Alvorada,  levantou suspeitas sobre nosso sistema eleitoral. Para isso, citou documentos divulgados pelo governo Trump sobre fraude nas eleições venezuelanas e tentou relacionar a empresa Smartmatic usada por eles às urnas brasileiras. O que é falso e já foi desmentido pelo TSE.   “Muitas dessas máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, afirmou. Só que dessa vez a sequência do filme foi diferente do passado, quando Jair Bolsonaro foi condenado à inelegibilidade por 8 anos após disseminar informações falsas a embaixadores no Palácio Alvorada com uso da máquina pública. Situações diversas,...

Relações criminosas

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  Seria mera coincidência que mortes até hoje não explicadas rondem os Bolsonaro? A primeira delas é de Adriano da Nóbrega (foto), ex-policial e chefe do Escritório do Crime de matadores profissionais. Em 2005, Flávio foi à cadeia onde Nóbrega estava preso para condecorá-lo com a Medalha Tiradentes, concedida pela Alerj por serviços prestados. Que serviços seriam esses? A ex-mulher de Nóbrega e sua mãe foram funcionárias fantasma no gabinete de Flávio da Alerj e participavam do esquema de 'rachadinhas' do então deputado estadual. Foragido, o miliciano foi morto por uma operação militar de policiais da Bahia e do Rio de Janeiro em 9 de fevereiro de 2020. Curiosamente, Eduardo Bolsonaro esteve na Bahia em 7 de fevereiro daquele mesmo ano. Era a típica queima de arquivo. A quem poderia interessar? Outro vínculo mal explicado, relação, por sinal, que só veio à tona com o recente vazamento da imagem de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão - conhecido como Sicário, ou, matado...