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Não existe almoço grátis

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  O jornalista Bob Fernandes descreve a impressionante cronologia de uma das faces do milionário golpe do Banco Master, que envolve, diretamente Tarcísio de Freitas, causador de um prejuízo de quase R$ 4,5 bilhões ao patrimônio da São Paulo por ele governada. E, até agora, o candidato favorito ao governo de SP nas próximas eleições. Aos fatos: Tarcísio recebeu a maior doação de sua campanha de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (não há almoço grátis). Abril de 2024 . Tarcísio privatiza a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE). E, no suporte do negócio, ei-los: o Banco Master e o empresário Nelson Tanure. Ela foi vendida por R$ 1,04 bilhão ao fundo Phoenix, controlado pelo Master de Vorcaro e por Tanure. O Phoenix foi criado um mês antes desta operação, com ações da companhia de gestão de resíduos e sustentabilidade, a  Ambipar. O fundo recebeu empréstimo da XP para comprar a EMAE, passo crucial para quem arremataria a Sabesp. 23 de julho de 2024 . Tarc...

Caminhoneiros ameaçam com greve

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  No fim do ano passado, não faz tanto tempo assim, a extrema direita jamais poderia imaginar que situações tão favoráveis cairiam no seu colo. Começamos pela demonização do ministro Alexandre de Moraes, pela mesma mídia que aplaudia sua atuação contra o golpismo. Mídia essa (Organizações Globo, Folha, Estadão e Metrópoles ), como já sabemos, que vestiu a camisa da candidatura Flávio Bolsonaro à presidência. E passou até a pedir a prisão domiciliar do ex-presidente. Não discuto aqui as últimas informações levantadas sobre o magistrado, que podem até ser verdadeiras. Porém, a forma como Moraes tem sido atacado é desproporcional aos fatos. Algo parecido acontece em relação às medidas tomadas pelo STF contra o blogueiro Luís Pablo Conceição Almeida. Que simplesmente postou em seu blog detalhes sobre os deslocamentos e do carro do ministro Flávio Dino quando está no Maranhão. É o mesmo que entregar o ouro ao bandido (são muitos os desafetos de Dino no país). Ou seja, o impeachm...

Eleições 2026: alívio ou ressentimento?

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  O Brasil chega à eleição de 2026 com a contradição de bons indicadores macroeconômicos, e a sensação de aperto no dia-a-dia. O crescimento projetado está em torno de 2,3%,  desemprego baixo e a inflação na meta. Já a taxa Selic em 15% corrói o orçamento das famílias, sobretudo da classe média. É como se ela trabalhasse para pagar juros. E a polarização será absoluta. Lula entra na disputa com a vantagem da máquina federal, da memória social de quatro mandatos, do antibolsonarismo e da legitimidade democrática. A ausência de um projeto de futuro em linguagem simples e a tendência de reagir em vez de pautar são suas maiores vulnerabilidades. E há o risco de subestimar o poder digital da direita. Esta eleição terá inteligência artificial, vídeo curto, rede religiosa, indignação moral e contágio emocional em escala inédita. Flávio Bolsonaro herda marca, base e ecossistema. O sobrenome mobiliza o conservadorismo religioso, o bolsonarismo digital, a direita ligada ao agroneg...

Campanha antecipada engana o TSE

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  Enquanto a saúde de Bolsonaro se agravava, Michelle aproveitou a sexta-feira 13 para divulgar o vídeo em que a apoiadora Cris Mourão acusa os jornalistas de plantão na porta do DF Star, o hospital de luxo da Rede D'Or em Brasília (foto), de desejarem a morte do ex-presidente. A mensagem não apenas viralizou, como causou riscos imediatos aos profissionais que estavam ali cumprindo sua obrigação profissional. Já fiz muito plantão e posso atestar que se trata de uma chatice. Ficam todos ali jogando conversa fora à espera de que algo aconteça.  Para o bem ou para o mal. Após a viralização, dois deles registraram um boletim de ocorrência pelas intimidações sofridas. Um teve o filho ameaçado, outro se viu obrigado a encerrar suas redes sociais e um terceiro começava a estudar medidas para sua defesa. Por menos  experta que possa ser a ex-primeira-dama, de alguma forma ela conseguiu mobilizar seguidores apáticos com tudo o que tem acontecido ao marido. Basta, porém, um m...

É até covardia comparar

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  Detalhes da mais recente pesquisa da Quaest que revelam o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro foram devidamente ignorados pela mídia que quer mais é ver o circo pegar fogo. P orque eles interessam ao governo, claro. Segundo a Revista Fórum , são avaliações dos “independentes”, os que ainda não se decidiram por nenhum dos dois candidatos. Que podem, porém, decidir os resultados finais da eleição de outubro. Na avaliação sobre este grupo sobre o presidente Lula e o senador Flávio, o primeiro vence em todos os itens.  Vamos a eles. Lula tem liderança superior a Flávio por 43 a 32. Lula é mais sensível, com mais princípios, se preocupa mais com as pessoas para 32 a 18. O presidente é mais competente, sincero e honesto para 31 a 24 deste grupo de eleitores. Para chegar a essa conclusão, contudo, bastava comparar as respectivas biografias. Já em pesquisa do Datafolha, Lula é considerado o melhor presidente da história do Brasil. Bolsonaro foi considerado o pior...

Gestos para o nascer do Master

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O ex-ministro Guido Mantega foi o elo para a reunião de Daniel Vorcaro com Lula, que não trouxe nenhum resultado ao banqueiro. E o ex-ministro Levandowski também manteve um contrato com o ‘pirata da Faria Lima’, também sem resultados.  Até agora, são os únicos nomes da esquerda envolvidos no escândalo. Sem consequências. Noves fora: é uma crise da direita, cujos extremistas que defendem a abertura de uma CPI rezam à noite para que ela não aconteça. Aos fatos. Tudo começa com a nomeação de Roberto Campos Neto por Bolsonaro para a presidir o Banco Central (BC), que adotou uma política de abertura acelerada para novas instituições financeiras sob a sua gestão. Era o vácuo de “flexibilização” para que o Banco Master (antigo Banco Máxima) se expandisse meteoricamente, sob Vorcaro. Vorcaro visitou o BC de Campos Neto ao menos 24 vezes nas etapas de consolidação e de autorizações, cruciais ao Master. A frequência de reuniões entre as partes - regulador e regu...

Almas vendidas ao diabo

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  Era o ano de 1985, quando Paulo Maluf concorreu à presidência representando a ditadura militar. Eu tinha cinco anos de Jornal do Brasil, não cheguei a pegar os melhores momentos de enfrentamento aos verde oliva, embora todos ainda estivéssemos impregnados e orgulhosos daquela luta. Pois o JB malufou . Nós repórteres custamos a entender o que acontecia. Éramos destacados a produzir reportagens favoráveis ao odioso regime, até que a ficha caiu.  Após anos de estrangulamento econômico, justamente por sua postura progressista, o JB estava mal das pernas. E precisava usufruir da injeção de dinheiro que parecia cair do céu. Ou do inferno. Pois voltamos a ver cena parecida. A Folha e o Estadão puxam a sardinha para Flávio Bolsonaro. Assim como O Globo,  jornal que assino (pensei até em desistir da assinatura, porém, é preciso manter o pé no inimigo para conhecer sua lógica). O mesmo ocorre com o programa Em Pauta , da Globonews ,  um  porto seguro no governo ...