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O pesadelo Claudio Castro não acabou

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  O pesadelo Claudio Castro, ao contrário do que imaginei, ainda está longe de acabar. Apesar de condenado à inelegibilidade por oito anos pelo TSE – a maioria foi quebrada pelos bolsonaristas Kássio Nunes Marques e André Mendonça –, o ex-governador ainda pode recorrer para exercer o cargo de senador, se eleito em outubro. Inacreditável! Isso porque a lei eleitoral brasileira permite que candidatos disputem eleições mesmo com pendências judiciais. Mesmo sem decisão definitiva, o político pode participar do pleito enquanto recorre. Sabe-se que empurrar com a barriga é a especialidade de Castro, que inclusive se desincompatibilizou do cargo na véspera do julgamento para tentar escapar dele. A sina do Estado do Rio não acaba. Castro era vice de Wilson Witzel, o primeiro governador impichado após a ditadura. Antes dele, porém, foram presos Moreira Franco, Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Pezão. E conseguiu se reeleger pela maracutaia que o condenou: o envolvimento ...

Será que agora o vilão vira mocinho?

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  Familiares, defesa e aliados conseguiram o que queriam: o ministro Alexandre de Moares concedeu 90 dias de prisão domiciliar a Bolsonaro, após o agravamento da broncopneumonia que o mantém internado DF Star. O melhor de Brasília,  hospital   seis estrelas com diárias de R$ 5.355,89, pagas com nossos impostos. Como se sabe, após negar pedidos anteriores, a decisão de Moraes de conceder ao réu a prisão domiciliar humanitária teve o suporte do PGR, que viu na doença forte justificativa para a medida. Afinal, nada poderia compensar a possibilidade de óbito e transformação do ex-presidente em mártir. A decisão foi precedida de um encontro de Michelle com o magistrado na segunda-feira, no gabinete do ministro. E foi motivo de atrito no clã, porque a ex-primeira-dama optou por uma visita solo, sem a presença de advogados ou familiares. Flávio, que também havia tido uma audiência anterior com Moraes, foi acompanhado de advogados.   Os filhos acusam a madrasta de busc...

Prisão domiciliar vira torcida na Globo

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  A abertura do programa Em Pauta ontem foi de cair o queixo. Após aquele vergonhoso powerpoint que transformou Lula e Galípolo nos principais responsáveis pelo Caso Master – tão vergonhoso que a própria emissora admitiu que foi um erro – a Globonews parecia torcer pela transferência da prisão fechada de Bolsonaro para a domiciliar. O apresentador Elder Duarte  anunciava que a decisão do ministro Alexandre de Moraes pela ‘prisão humanitária” poderia sair a qualquer momento. Tarararã . Como se a população brasileira esperasse por aquilo. Joel Pinheiro, que já havia feito antes essa defesa, previu que seria inevitável, após a decisão favorável do PGR, o mesmo que o havia condenado. E também que outros presos em situação semelhante  deveriam acabar transferidos para suas respectivas casas. E adiantaram que o STF acredita majoritariamente que Moraes vai mudar de opinião e mandar sua ‘vitima’ para casa. Se isso realmente acontecer, será que a emissora vai parar de demonizar...

SOS: manipulação pelas Organizações Globo

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  Após citar aqui a ‘malufada” do Jornal   do Brasil , em 1985, dessa vez a Revista Fórum fez um levantamento sobre as tentativas de manipulação das Organizações Globo . Depois do vergonhoso PowerPoint – à la Dallagnol – feito pelo Globo e a Globonews na última sexta-feira. Com alvo no Caso Master, o crime da hora. Fatos foram distorcidos e personagens que seriam centrais foram minimizados e omitidos. O formato escolhido foi o mesmo que condenou Dallagnol   a pagar R$ 146 mil em indenização por danos morais a Lula. A maracutaia botava Lula, Guido Mantega e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central que executou o Master, no centro da imagem. Quando quem permitiu que a roubalheira toda ocorresse foi Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC. . “Achei que depois do PowerPoint do Dallagnol a gente não teria tão cedo outra tentativa tão grotesca de manipulação da opinião pública”, apontou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Pois no fim da ditadura de 1964, a empre...

Técnicas da mentira

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  Em 2018, começamos a mergulhar nas narrativas bolsonaristas que até hoje fazem a cabeça de milhares de evangélicos e brasileiros. Eles lançavam a “guerra cultural”, cujo objetivo não é discutir com o inimigo, e sim, abatê-lo. Oito anos antes, uma assessora parlamentar evangélica, chamada Damares Alves, passou a viajar pelo país denunciando o Kit Gay , que jamais existiu. O que havia era um programa dos ministérios da Saúde e da Educação falando da necessidade de respeitar a diversidade sexual. A "Ideologia de gênero" é outra mentira que nunca existiu. Em sua campanha à presidência, Bolsonaro resgatou a teoria de Damares, velha conhecida dos evangélicos e por isso mesmo logo acolhida por eles. Traduzindo: a guerra cultural produz falsas narrativas radicalizadoras, que criam inimigos imaginários e geram pânico social. Cuja resposta é o ódio, como o que Carlos Bolsonaro voltou a apelar agora para incitar uma greve de caminhoneiros. A mentira vira verdade para 58 milhões ...

Boulos contém a greve de caminhoneiros

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  O Brasil viveu um pesadelo entre 21 e 30 de maio de 2018, provocado pela greve de caminhoneiros que levou o país a desabastecimento e caos nunca vistos. Como agora, a causa foi o brutal aumento do diesel. Enquanto aliados de Flávio Bolsonaro, como o influenciador Thiago Nigo, o deputado Gustavo Geyer (PL-GO), a Revista Oeste , dirigida por Augusto Nunes, e o Gabinete de Ódio de Carlos Bolsonaro acirravam os ânimos para uma nova paralisação,  o movimento foi contido pela equipe de Guilherme Boulos (foto, PSOL-SP), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.  Ufa! Boulos levou ao Planalto a principal demanda dos caminhoneiros, através de Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam). O resultado é que Lula assinou uma MP que endurece a fiscalização do piso da categoria, burlado por empresários oportunistas que não pagavam o piso da classe. Junto à intensificação de ações da PF contra especuladores, sobre...

Não existe almoço grátis

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  O jornalista Bob Fernandes descreve a impressionante cronologia de uma das faces do milionário golpe do Banco Master, que envolve, diretamente Tarcísio de Freitas, causador de um prejuízo de quase R$ 4,5 bilhões ao patrimônio da São Paulo por ele governada. E, até agora, o candidato favorito ao governo de SP nas próximas eleições. Aos fatos: Tarcísio recebeu a maior doação de sua campanha de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro (não há almoço grátis). Abril de 2024 . Tarcísio privatiza a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE). E, no suporte do negócio, ei-los: o Banco Master e o empresário Nelson Tanure. Ela foi vendida por R$ 1,04 bilhão ao fundo Phoenix, controlado pelo Master de Vorcaro e por Tanure. O Phoenix foi criado um mês antes desta operação, com ações da companhia de gestão de resíduos e sustentabilidade, a  Ambipar. O fundo recebeu empréstimo da XP para comprar a EMAE, passo crucial para quem arremataria a Sabesp. 23 de julho de 2024 . Tarc...