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70 anos da escrevinhadora

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  Hoje eu setento . E parto para as montanhas de Mauá com filhas, netos e meu companheiro. Melhor celebração, impossível. Na vida, escolhi o jornalismo e também arranho nos livros, coisas de quem ama escrever (cada vez mais renegada ao escanteio). Passei longas temporadas no Jornal do Brasil e na Revista IstoÉ , em épocas que os veículos dignificavam a profissão. E vacilo nessa etapa digital, ao menos para minha sobrevivência.  Comecei o sairdainercia no fim de 2018, logo após a deliciosa e curta volta do JB impresso. Não tinha uma definição inicial, e já no início de 2019 parti para o ataque ao câncer bolsonarista, que logo virou metástase. Em 2022 lancei “ Diário da Indignação ”, com os melhores momentos do blog até ali. É uma dor que teima em não passar. E nos corrói junto a uma extrema direita calhorda, cujo maior símbolo é o autocentrado governo Donald Trump. Apesar de nunca ter conseguido ganhar um tostão com esse trabalho, ele alimenta minha urgência jornalística,...

A bruxa sobrevoa os Bolsonaro

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  A bruxa sobrevoa  a famiglia Bolsonaro. Ontem Eduardo, o filho 03, foi condenado por unanimidade pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime semi-aberto, com multa de 100 salários mínimos. Ele também fica inelegível por oito anos a contar a partir do fim da pena, e perde seu cargo de escrivão da PF. Traíra. O juiz Alexandre de Moraes, relator do processo, exibiu vídeos na sessão, onde Dudu defendia o primeiro tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil e as sanções a ministros do STF, em troca da liberdade a seu pai. (Imagino esse grau de loucura observado em uns 50 anos...E ele usou defensoria pública, paga com nosso dinheirinho, para escancarar o quanto se lixava para esse julgamento) Ele foi acusado de tentar inviabilizar o julgamento da trama golpista, quando Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão. A decisão da Corte seguiu a tese da PGR, da condenação de Bananinha pelo crime de coação no curso do processo. Para completar o inferno astral, uma pis...

Decisão regada a tubaína

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  "Kassio Nunes Marques entrou no Ministério Público sem concurso público e virou desembargador federal na mesma condição. Subiu ao STJ também sem concurso, pelo quinto constitucional (dispositivo que prevê a inclusão de membros do MP em um quinto dos tribunais brasileiros). E foi procurar Flávio Bolsonaro. Este, entendeu que o STJ era pouco e Kassio tinha que ir para o STF. O levou ao então presidente, seu pai. O capitão disse precisar de um ministro, que seria o Kassio, indicado para ser orientado antes de votações importantes, tomando tubaína com Bolsonaro. Kassio foi para o Supremo e se elegeu para o TSE pelos ministros do STF. Virou presidente neste tribunal. É de clareza sonar (que permite mapear o fundo do mar) que Kassio Nunes Marques é suspeito de parcialidade. Ele é ligado à família Bolsonaro. Se não fosse ela, ele não estaria no STF e certamente também não estaria no TSE. E o que assistimos? Um Kassio chamado para tomar tubaína, para ser orientado, que fere uma li...

Ligações suspeitas com o PCC

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  Apesar de Flávio Bolsonaro ter ido para os EUA e atribuir a si próprio a denominação do PCC e CV como grupos terroristas – ele já sabia da decisão do governo americano e tentava se descolar de seus vínculos com Daniel Vorcaro –, o feitiço pode se voltar como uma bomba contra o feiticeiro. Isso por que a PF investiga se a Entre Investimentos e Participações , empresa que intermediou os repasses de Vorcaro ao Rachadinha, também teria movimentado R$ 20 milhões com o FIDC Gold Style , fundo administrado pela Reag Trust , investigada por receber cerca de R$ 1 bilhão de empresas que fariam lavagem de dinheiro do PCC. Imagine se a suspeita se confirmar? O que poderia acontecer a Flávio, Eduardo e demais envolvidos na produção de “ Dark Horse ”, a  cinebiografia de Bolsonaro, carinhosamente chamada de  “ Pangaré Sinistro ”? Como eles estão acostumados a escapar de seus crimes – a exceção é Jair, cuja prisão os bolsonaristas fazem o diabo para ser revertida –, podem t...

Flávio desaba entre os evangélicos

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  Em 2016, o pastor Everaldo – mentor político do ex-governador Wilson Witzel, preso dois anos depois por corrupção – batizou Jair e Flávio Bolsonaro no Rio Jordão.   No início de 2026, antes de ser ungido candidato da direita pelo pai, Bolsonarinho voltou a se batizar no mesmo rio durante uma viagem a Israel (foto). O filho julgava que o teatro, junto a discursos de sua falsa moral – o pai se casou três vezes e só reconheceu o filho do segundo casamento na marra – seria capaz de garantir o voto evangélico na próxima eleição. O que ele não sabia é que este público também tem o seu limite. Pois a pesquisa da Genial/Quaest da semana passada acendeu o sinal vermelho para a campanha do senador: o eleitorado evangélico, um dos públicos prioritários da extrema direita, já ensaia uma debandada em massa do candidato. Eles têm feito vista grossa às campanhas do Rachadinha junto a Trump, seja para transformar facções criminosas em grupos terroristas (incapazes de ver as dificulda...

Alcolumbre, a bola da vez de Vorcaro

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  Assim como Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso, também teria recebido uma vultosa propina, no caso, de US$ 30 milhões, ou cerca de R$ 155 milhões, segundo a Revista Veja.  Claro que ele nega. O  pagamento a Alcolumbre teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda do Banco Master (provavelmente o Fundo de Pensão do Amapá), na transação operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Esta seria uma das novidades embutidas na segunda proposta de delação premiada do banqueiro, já rejeitada pela PF e ainda sob a avaliação da PGR. A possível relação do senador no investimento de R$ 400 milhões no Fundo de Pensão do Amapá pelo Banco Master já era notória. O fato é que o político tem insistido em contrariar o governo, a exemplo da histórica recusa do candidato de Lula, Jorge Messias, à vaga do STF. Algo que não acontecia há 132 anos. Após o episódio, Alcolumbre...

Promessa de Vorcaro a Flávio

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  Assim que Vorcaro saiu da prisão e voltou para casa, com tornozeleira, Flávio Bolsonaro pegou o primeiro voo para se encontrar com o banqueiro. E parece que o  Grupo Globo  entrou de cabeça na tese de que o objetivo desse encontro era combinar com Vorcaro para não delatar Flávio.  A fim de garantir que os fatos virassem meras narrativas. (Como também sustenta o jornalista Luís Nassif, caiu a ficha para o conglomerado do que poderia significar para a mídia hegemônica numa eventual vitória do bolsonarismo). E se Flávio ganhasse as eleições, em troca, trabalharia no sistema para livrar a cara de Vorcaro. Merval Pereira defendeu a tese na  Globonews,  assim como Andrea Sadi. “Pode ser que essa ‘visita’ piore mais ainda a situação para o Flávio, porque Vorcaro está esperando a solução para seu problema. Tem gente que acha que ele foi lá dizer: “fica calado, não faz delação nenhuma porque vamos ganhar as eleições e eu resolvo...