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Por que a derrota de Flávio é vital

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    A 20 dias do primeiro turno, as revelações sobre o escândalo do Banco Master finalmente vindo à tona, clarificam: Lula e Flávio Bolsonaro se enfrentarão no segundo turno. De onde vem a competitividade do 01 que, assim como o pai, não tem um único projeto que beneficiasse o povo brasileiro? Jair Messias ocupou todo o mandato tramando sua permanência na presidência, mesmo sem autorização do eleitorado. Após a vitória de Lula, buscou apoio dos chefes militares e mobilizou sua base popular para desferir o golpe que culminou no 8 de janeiro.  Já a punição aos golpistas foi um dos triunfos da democracia brasileira. A vitória de Flávio significará não apenas a reversão dessa punição, como um ataque mais feroz às instituições democráticas. Caso eleito, Flávio fará de tudo para ser o ditador que seu pai não conseguiu ser. Os bolsonaro defendem vantagens para os mais ricos, recusam a tributação progressiva e a taxação das grandes fortunas. Opera...

Risco de cassação da candidatura de Flávio

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  Um novo fato pode levar à cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro. Agora, a cobrança de R$134 milhões a Daniel Vorcaro seria até secundária...Segundo o jornalista Guilherme Amado, a  Rockbridge Network , empresa fundada em 2019 pelo vice de Donald Trump, J.D. Vance (foto), estaria colaborando para a campanha do candidato do PL. Detalhe: as leis eleitorais do país proíbem campanhas de receber recursos de entidades ou governos do exterior. Conforme o site Amado Mundo , o empresário carioca Pedro Sang, suposto articulador da  Rockbridge Network  no Brasil , teria participado da montagem do comitê do filho 01 na sede de São Paulo e exerceria um papel de liderança na estruturação da campanha. As suspeitas sobre a candidatura de Flávio envolvem o domínio das terras raras brasileiras – como se sabe, nossas reservas são as segundas maiores do planeta, atrás da China. Na capa do documento obtido por Amado se lê: “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign ”, e traz propos...

"Dark Horse" sob uma única investigação

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  Bingo. Pelas descobertas da PF com a mega operação de quinta-feira, o ministro Flávio Dino concluiu que as investigações sobre as emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), relatadas por ele, e sobre os R$ 134 milhões que Daniel Vorcaro teria repassado a Flávio Bolsonaro – sob a relatoria de André Mendonça - podem integrar uma mesma estrutura criminosa. Ou seja, algo que parece tão óbvio a quem observa de fora essas sequências de acontecimentos, porque ambas giram em torno de um mesmo núcleo – o filme “ Dark Horse –, ganha um incontestável arcabouço jurídico pelo know how de Dino. Como evidenciam os próprios protagonistas envolvidos nos fatos, existem elos concretos entre as emendas destinadas pelo deputado Mário Frias à a empresária Karina Gama, dona da produtora GoUp , e a investigação que envolve Flávio no caso Master: a produção de “ Dark Horse ”. O que justifica a investigação conjunta entre os dois casos e torna desnecessária a existência d...

Flávio cola no Master e no INSS

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  A conta gotas, o ministro Edson Fachin determina a retirada de sigilo do Caso Master. Conforme a jornalista Andrea Sadi, sua primeira atuação foi tomada em comum acordo com André Mendonça, para focar as estocadas em Alexandre de Moraes na sessão plenária de terça-feira. A medida, porém, já revelou o que os brasileiros só souberam às vésperas da eleição: que Flávio Bolsonaro é investigado por “ Dark Horse ”, filme que a PF já considera como a grande lavanderia de dinheiro do bolsonarismo. E, enquanto o pleno deve analisar o caso de Moraes, a parcialidade de Mendonça só será avaliada depois que Fachin receba dele as informações que solicitou. Ou seja, a hesitação do presidente do STF favorece o evangélico. Para os ministros, se as suspeitas relacionadas a Moraes serão submetidas ao plenário, o mesmo deveria ocorrer com Mendonça. Sem falar em Dias Toffoli - até agora também preservado pelo evangélico -, alçado a protagonista do caso Master por recente reportagem da Piauí . ...

A central da lavagem de dinheiro

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  Mais uma vez, o ministro Flávio Dino  entra em cena  para balançar o coreto. Assim como fez na terça-feira, ao reverter o afastamento da cúpula da PF – o diretor geral Andrei Rodrigues, que prendeu Daniel Vorcaro quando ele fugia para Dubai e Leandro Almada, que desvendou o assassinato de Marielle -, obrigando ao ministro Edson Fachin a cancelar a decisão anterior de André Mendonça, Dino deflagrou ontem a Operação Make UP contra “ Dark Horse ”. Isso porque o magistrado é relator do inquérito que investiga a doação de emendas parlamentares à cinebiografia de Bolsonaro, o que também obriga a outra metade, relatada por André Mendonça, a se mexer. Ou seja, a investigação dos R$ 69 milhões doados por Vorcaro a Flávio para o mesmo filme - alçado a central de lavagem de dinheiro do bolsonarismo. Sobre o qual o terrivelmente evangélico se sentou em cima. Já foram comparados os custos de filmes vencedores do Oscar à fortuna investida em “ Dark Horse ”. E, embora o maior i...

Dino empurra decisão a Fachin

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A s equência é de fazer inveja aos procuradores da Lava-Jato. O ministro André Mendonça já pagou sua indicação ao Supremo por Bolsonaro com juros e correção monetária. Em agosto, o magistrado dominou as manchetes da mídia e das redes com notícias inócuas sobre Lulinha. O que deu a primeira estocada nas intenções de voto em Lula, como demonstraram as pesquisas. Enquanto sentava em cima da escandalosa relação de Flávio com o banqueiro trambiqueiro no seu pedido de R$ 134 milhões, supostamente para o filme “ Dark Horse ”. Depois continuou a soltar vazamentos sobre as relações de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, sem a necessária autorização do Pleno do STF. Relações terrivelmente antiéticas, embora não sejam crime. E o que Moraes teria feito não impactou o país, enquanto Mendonça influenciou diretamente nas eleições de outubro. Na última sexta-feira a mensagem aos “irmãos e irmãs”, para atrair de volta os evangélicos às hostes de Flávio Bolsonaro e para criminalizar o ST...

A pedra no sapato de Mendonça

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  A julgar pelo número de participantes do último ato bolsonarista no 7 de Setembro,  a bola de Flávio Bolsonaro continua murcha. É verdade que os 28 mil foram bem mais do que os 9 mil em Copacabana, eram,  porém,  pouco mais da metade do feriado da Independência de 2025. Efeito explícito da advocacia particular exercida pelo ministro André Mendonça, que na última sexta-feira postou mensagens convocando os “irmãos e irmãs” evangélicos a atacar o ministro Alexandre de Moraes e a apoiar o senador. E ontem deu um passo mais definitivo rumo ao golpe, ao afastar a cúpula da PF que tanto incomoda a direita.   No ato, o que mais chamava atenção era a imagem gigante de Donald Trump, demonstração, sem o menor pudor, de que – assim como acontece na Venezuela – o líder republicano é quem vai mandar no Brasil numa eventual eleição do filho 01. Estrategicamente, Flávio evitou mencionar Daniel Vorcaro. Afinal, para quem fez o acordo de receber R$ 134 milhões do ban...