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Gestapo mascarada é moeda de troca

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Como tem repetido o jornalista José Inácio Werneck, há 30 anos radicado nos EUA, no “Yes nós temos bananas” (exibido no  Youtube  às sextas-feiras, 17h), Donald Trump já não faz uso de suas faculdades mentais. A última do autocrata foi responsabilizar o prefeito e o governador de Minneapolis pela morte de dois cidadãos norte-americanos, causada pela ação de agentes da Agência de Imigração e Alfândega (ICE). Esta, já pode ser considerada pior que a Gestapo de Hitler, porque age mascarada (foto). E pratica a barbaridade que bem entender, como a prisão, em 20 de janeiro, de um menino de 5 anos, filho de imigrantes, também na mesma Minneapolis. Trump chamou governadores e prefeitos democratas para cooperarem com sua administração. O que significa, “entregar todos os criminosos estrangeiros ilegais que estão em suas prisões às autoridades federais para deportação imediata”. E fazer vista grossa à ação criminosa da ICE. Segundo Trump, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o...

A vontade divina

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  “Deus tem algo muito grande para a nossa nação através da vida”, orou Michelle Bolsonaro ontem pela manhã, antes da chegada a Brasília da marcha convocada por Nikolas Ferreira (PL-MG) pela liberdade do   ex-presidente.  Como se sabe, 30 das 72 pessoas que passaram por atendimentos ontem foram hospitalizadas após serem recebidas pelo raio que deixou oito delas em estado grave. Se a marcha fosse convocada por seguidores de Lula - caso tivesse sido ele o preso por tentativa de golpe -,  os bolsonaristas ligariam  ao demônio  a caminhada de 240 km, de Minas Gerais ao Distrito Federal.  E parece que a reza de Michelle acabou fazendo o efeito contrário... As vítimas do raio que o parta aguardavam o desfecho da marcha que, além de pedir a liberdade de Bolsonaro, tentavam ainda o cancelamento do veto de Lula à dosimetria.  Embora a ex-primeira-dama tivesse apoiado o ato, não compareceu ao mesmo, assim como o filho 01, Flávio Bolsonaro. Carluxo ent...

Bolsonaristas voltam a apelar

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  Essa semana, a PRF chegou a ser acionada para conter a marcha de bolsonaristas iniciada em Paracatu, em Minas. Eles não se manifestavam contra a jornada 6X1, contra a taxação dos bilionários, bancos, fintechs e bets . O movimento pede a liberdade de Bolsonaro. Não têm mais o que fazer... Segundo o Alfredo Ribeiro (Tutti Vasques), era a frente fria, porque não parava de chover desde o início. E voltaram a difamar nossa bandeira com a proposta obscena. Na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes proibiu acampamentos próximos à Papuda e determinou que qualquer participante que se aproximar da Papuda será preso, cortando o mal pela raiz. Os planos deles eram bagunçar o coreto.  Liderados por Nikolas Ferreira (PL-MG), os que se entregaram ao ‘sacrifício’ não gostaram de saber que em meio aos deslocamentos, sob sol e chuva, Chupetinha e outros caras de pau hospedaram-se em hotéis de luxo, entre intensas revoadas de helicópteros. O que já mostra de onde eles vêm... O pedido...

Brizola, eterno como sua obra

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  Fui atropelada pelos fatos e demorei a prestar minha homenagem pelos 104 anos de Leonel Brizola (1922-2004). Tive o privilégio de acompanhá-lo de perto no seu primeiro governo no Rio de Janeiro, como setorista do Jornal do Brasil. Ao invés de ir diariamente ao jornal, meu rumo era o Palácio Guanabara, em Laranjeiras (pertinho de casa). Vivíamos os estertores da ditadura militar, a cada dia mais enfraquecida, sob a nefasta presidência do general João Batista Figueiredo – que preferia cavalos aos seres humanos. O cerceamento às liberdades começava a se esgarçar. Tanto que manifestações na porta do palácio eram quase que diárias. O povo recuperava seu direito de voz, após longo e tenebroso inverno de proibições, perseguições e prisões por qualquer motivo que pudesse cheirar a luta por direitos. As visitas ao governador eram constantes. Ulisses Guimarães era um que volta e meia batia seu ponto (na foto, de Aguinaldo Ramos, com Tarso de Castro). Ao contrário do que passamos nos ...

Países à mesa ou no cardápio?

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  O discurso mais relevante de Davos, no frio suíço, não foi o do bufão Donald Trump, e sim o do primeiro ministro do Canadá, Mark Carney (foto), em texto escrito pessoalmente, algo raro em falas desse porte. “O mundo não vive uma transição, mas uma ruptura. A chamada ordem internacional baseada em regras está se desfazendo “, ele aponta. Instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) perderam força e a integração econômica passou a ser usada como instrumento de coerção, com tarifas, sanções e cadeias de suprimento que passaram a ser usadas como armas políticas. Carney criticou a tentação de acomodação ao confronto e à crença de que a submissão compra segurança. Ao citar o historiador grego Tucídites, do século V (AC), lembrou que em tempos de rivalidade entre grandes potências os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem. Para países médios como o Canadá (e o Brasil) aceitar essa lógica significaria desaparecer do jogo. A ...

Toffoli fede a enxofre no Caso Master

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  Poderia ser tudo bem mais simples, se o ministro Dias Toffoli se declarasse impedido de ser o relator do Caso Master no STF. Ao trazê-lo à Corte Suprema, porém, o magistrado dava indícios de suas nada republicanas ligações com o banco. Construído pela família de Toffoli, o Resort Tayayá (foto), em Ribeirão Claro (PR), tem até cassino. Cujos atrativos incluem 14 máquinas de vídeo loteria, onde as apostas funcionam como caça-níqueis. É possível, inclusive, jogar blackjack no local, uma aposta com cartas proibida no Brasil. Os jogos de azar presenciais também são proibidos no país. Em 2020, contudo, uma decisão do STF (na ADPF nº 492) – proposta pelo relator Gilmar Mendes e endossada por Dias Toffoli - , permitiu que os estados explorassem as chamadas “vídeo loterias” (as caça-níqueis), nome técnico das maquininhas existentes no Resort Tayayá. Às margens da represa de Xavantes, próxima à fronteira entre o Paraná e São Paulo, as diárias do resort, de arquitetura rústica, chega...

Belzebu no comando

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  Essa história de criação do Conselho de Paz para Gaza é a mais nova armadilha do autocrata Donald Trump. Para começar, seria uma iniciativa para esvaziar a ONU. Além disso, o líder republicano já falou de suas intenções de transformar Gaza num grande resort para endinheirados. (Por sinal, a fortuna de bilionários cresce três vezes mais rápido desde a sua eleição.)  O que ele quer é varrer de lá os mais pobres e fazer ali uma versão Disney 2026, algo que pode interessar a empresários norte-americanos. Não aos que de fato se preocupam com o futuro da humanidade. Onde ele será quem manda. Dá para confiar em alguém que associa sua intenção de controlar a Groenlândia ao fato de não ter ganho o Nobel da Paz? Como se fosse uma premiação decidida pela Dinamarca e não pela renomada (apesar de falha) Fundação Alfred Nobel. E promete taxar os países que não concordarem. Em resposta, a União Europeia congelou o tratado assinado em julho passado, com 15% de taxas à maioria dos pro...