Cunha quer voltar a ser dono da direita
Até hoje existe a discussão se o impeachment de Dilma Rousseff foi ou não um golpe. A recente entrevista de Eduardo Cunha ao jornal mineiro O tempo, o então presidente da Câmara, não deixa dúvidas. Sim, foi golpe. Só que impetrado a partir de etapas legais. Porque a decisão, que em 31 de agosto completa 10 anos, foi votada pelo Congresso, cuja maioria a impichou. Com a cara de pau que lhe é peculiar, Cunha admitiu que as pedaladas fiscais não passaram de pretexto para afastar a presidente petista. Segundo ele, a causa real do impeachment foi a perda de apoio popular e a resistência de Dilma às pressões recebidas pelos parlamentares. Isso sem falar na misoginia predominante. “Ela fingia que dava e não dava. Tratava com os partidos e não conseguia ou não queria cumprir. Os deputados e senadores não queriam mais o governo do PT”, reconheceu. De fato, o mau humor e autoritarismo da ex-guerrilheira atraía desafetos por onde ela passava. No entanto, ninguém t...