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Mendonça blinda Flávio

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  Ontem falei aqui do cerco a Ciro Nogueira, enquanto outro senador, tão ou mais envolvido com Daniel Vorcaro, segue ileso. A jornalista Eliane Catanhede – que falta ela faz no Em Pauta ! – cobrou do ministro relator, André Mendonça, a blindagem feita por ele a Flávio Bolsonaro. Para piorar a situação do filho 01, o jornalista Lauro Jardim revelou que, além dos encontros já divulgados, ele teria se reunido a sós com o banqueiro no primeiro semestre de 2025, na mansão alugada por Vorcaro em Brasília. Como se sabe, no início do escândalo Flávio disse nem saber quem era Daniel Vorcaro. Quando seu nome apareceu no celular apreendido do banqueiro trambiqueiro ele alegou que seu número “não era segredo em Brasília”. Até ser pego com a boca na botija pelas revelações do Intercept , que escancararam a intimidade entre os dois 'irmãozões'. E a fortuna dos R$ 134 milhões acordados entre ambos para bancar o filme “ Dark Horse ”, valor que poderia cobrir ao menos umas dez produções c...

A chanchada da impunidade

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  De mais concreto, há uma evidência monstruosa contra o senador Ciro Nogueira no escândalo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro: a emenda que ampliaria o valor de R$ 250 mil do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para R$ 1 milhão. A emenda do senador foi batizada de 'Emenda Master' e simplesmente quebraria o país, se aprovada. Para quem vê de fora fica difícil avaliar de onde vieram os apoios a Vorcaro mais essenciais para ele turbinar suas fraudes. Se das negociatas com o dinheiro de aposentados do Rio, Brasília e Amapá. O fato é que os agrados   ao senador dão a dimensão de sua importância aos negócios do mega fraudador (na foto, ambos em Courchevel). No último deles, uma empresa ligada a Nogueira vendeu uma fazenda avaliada em R$ 18,7 milhões, em Pedro II (PI), para uma offshore c riada nos Emirados Árabes Unidos pouco antes da operação. Representada por Gustavo Frazão, advogado que atua em mais de 20 processos da Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis, a empresa também per...

70 anos da escrevinhadora

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  Hoje eu setento . E parto para as montanhas de Mauá com filhas, netos e meu companheiro. Melhor celebração, impossível. Na vida, escolhi o jornalismo e também arranho nos livros, coisas de quem ama escrever (cada vez mais renegada ao escanteio). Passei longas temporadas no Jornal do Brasil e na Revista IstoÉ , em épocas que os veículos dignificavam a profissão. E vacilo nessa etapa digital, ao menos para minha sobrevivência.  Comecei o sairdainercia no fim de 2018, logo após a deliciosa e curta volta do JB impresso. Não tinha uma definição inicial, e já no início de 2019 parti para o ataque ao câncer bolsonarista, que logo virou metástase. Em 2022 lancei “ Diário da Indignação ”, com os melhores momentos do blog até ali. É uma dor que teima em não passar. E nos corrói junto a uma extrema direita calhorda, cujo maior símbolo é o autocentrado governo Donald Trump. Apesar de nunca ter conseguido ganhar um tostão com esse trabalho, ele alimenta minha urgência jornalística,...

A bruxa sobrevoa os Bolsonaro

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  A bruxa sobrevoa  a famiglia Bolsonaro. Ontem Eduardo, o filho 03, foi condenado por unanimidade pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão em regime semi-aberto, com multa de 100 salários mínimos. Ele também fica inelegível por oito anos a contar a partir do fim da pena, e perde seu cargo de escrivão da PF. Traíra. O juiz Alexandre de Moraes, relator do processo, exibiu vídeos na sessão, onde Dudu defendia o primeiro tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil e as sanções a ministros do STF, em troca da liberdade a seu pai. (Imagino esse grau de loucura observado em uns 50 anos...E ele usou defensoria pública, paga com nosso dinheirinho, para escancarar o quanto se lixava para esse julgamento) Ele foi acusado de tentar inviabilizar o julgamento da trama golpista, quando Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão. A decisão da Corte seguiu a tese da PGR, da condenação de Bananinha pelo crime de coação no curso do processo. Para completar o inferno astral, uma pis...

Decisão regada a tubaína

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  "Kassio Nunes Marques entrou no Ministério Público sem concurso público e virou desembargador federal na mesma condição. Subiu ao STJ também sem concurso, pelo quinto constitucional (dispositivo que prevê a inclusão de membros do MP em um quinto dos tribunais brasileiros). E foi procurar Flávio Bolsonaro. Este, entendeu que o STJ era pouco e Kassio tinha que ir para o STF. O levou ao então presidente, seu pai. O capitão disse precisar de um ministro, que seria o Kassio, indicado para ser orientado antes de votações importantes, tomando tubaína com Bolsonaro. Kassio foi para o Supremo e se elegeu para o TSE pelos ministros do STF. Virou presidente neste tribunal. É de clareza sonar (que permite mapear o fundo do mar) que Kassio Nunes Marques é suspeito de parcialidade. Ele é ligado à família Bolsonaro. Se não fosse ela, ele não estaria no STF e certamente também não estaria no TSE. E o que assistimos? Um Kassio chamado para tomar tubaína, para ser orientado, que fere uma li...

Ligações suspeitas com o PCC

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  Apesar de Flávio Bolsonaro ter ido para os EUA e atribuir a si próprio a denominação do PCC e CV como grupos terroristas – ele já sabia da decisão do governo americano e tentava se descolar de seus vínculos com Daniel Vorcaro –, o feitiço pode se voltar como uma bomba contra o feiticeiro. Isso por que a PF investiga se a Entre Investimentos e Participações , empresa que intermediou os repasses de Vorcaro ao Rachadinha, também teria movimentado R$ 20 milhões com o FIDC Gold Style , fundo administrado pela Reag Trust , investigada por receber cerca de R$ 1 bilhão de empresas que fariam lavagem de dinheiro do PCC. Imagine se a suspeita se confirmar? O que poderia acontecer a Flávio, Eduardo e demais envolvidos na produção de “ Dark Horse ”, a  cinebiografia de Bolsonaro, carinhosamente chamada de  “ Pangaré Sinistro ”? Como eles estão acostumados a escapar de seus crimes – a exceção é Jair, cuja prisão os bolsonaristas fazem o diabo para ser revertida –, podem t...

Flávio desaba entre os evangélicos

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  Em 2016, o pastor Everaldo – mentor político do ex-governador Wilson Witzel, preso dois anos depois por corrupção – batizou Jair e Flávio Bolsonaro no Rio Jordão.   No início de 2026, antes de ser ungido candidato da direita pelo pai, Bolsonarinho voltou a se batizar no mesmo rio durante uma viagem a Israel (foto). O filho julgava que o teatro, junto a discursos de sua falsa moral – o pai se casou três vezes e só reconheceu o filho do segundo casamento na marra – seria capaz de garantir o voto evangélico na próxima eleição. O que ele não sabia é que este público também tem o seu limite. Pois a pesquisa da Genial/Quaest da semana passada acendeu o sinal vermelho para a campanha do senador: o eleitorado evangélico, um dos públicos prioritários da extrema direita, já ensaia uma debandada em massa do candidato. Eles têm feito vista grossa às campanhas do Rachadinha junto a Trump, seja para transformar facções criminosas em grupos terroristas (incapazes de ver as dificulda...