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Decisão regada a tubaína

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  "Kassio Nunes Marques entrou no Ministério Público sem concurso público e virou desembargador federal na mesma condição. Subiu ao STJ também sem concurso, pelo quinto constitucional (dispositivo que prevê a inclusão de membros do MP em um quinto dos tribunais brasileiros). E foi procurar Flávio Bolsonaro. Este, entendeu que o STJ era pouco e Kassio tinha que ir para o STF. O levou ao então presidente, seu pai. O capitão disse precisar de um ministro, que seria o Kassio, indicado para ser orientado antes de votações importantes, tomando tubaína com Bolsonaro. Kassio foi para o Supremo e se elegeu para o TSE pelos ministros do STF. Virou presidente neste tribunal. É de clareza sonar (que permite mapear o fundo do mar) que Kassio Nunes Marques é suspeito de parcialidade. Ele é ligado à família Bolsonaro. Se não fosse ela, ele não estaria no STF e certamente também não estaria no TSE. E o que assistimos? Um Kassio chamado para tomar tubaína, para ser orientado, que fere uma li...

Ligações suspeitas com o PCC

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  Apesar de Flávio Bolsonaro ter ido para os EUA e atribuir a si próprio a denominação do PCC e CV como grupos terroristas – ele já sabia da decisão do governo americano e tentava se descolar de seus vínculos com Daniel Vorcaro –, o feitiço pode se voltar como uma bomba contra o feiticeiro. Isso por que a PF investiga se a Entre Investimentos e Participações , empresa que intermediou os repasses de Vorcaro ao Rachadinha, também teria movimentado R$ 20 milhões com o FIDC Gold Style , fundo administrado pela Reag Trust , investigada por receber cerca de R$ 1 bilhão de empresas que fariam lavagem de dinheiro do PCC. Imagine se a suspeita se confirmar? O que poderia acontecer a Flávio, Eduardo e demais envolvidos na produção de “ Dark Horse ”, a  cinebiografia de Bolsonaro, carinhosamente chamada de  “ Pangaré Sinistro ”? Como eles estão acostumados a escapar de seus crimes – a exceção é Jair, cuja prisão os bolsonaristas fazem o diabo para ser revertida –, podem t...

Flávio desaba entre os evangélicos

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  Em 2016, o pastor Everaldo – mentor político do ex-governador Wilson Witzel, preso dois anos depois por corrupção – batizou Jair e Flávio Bolsonaro no Rio Jordão.   No início de 2026, antes de ser ungido candidato da direita pelo pai, Bolsonarinho voltou a se batizar no mesmo rio durante uma viagem a Israel (foto). O filho julgava que o teatro, junto a discursos de sua falsa moral – o pai se casou três vezes e só reconheceu o filho do segundo casamento na marra – seria capaz de garantir o voto evangélico na próxima eleição. O que ele não sabia é que este público também tem o seu limite. Pois a pesquisa da Genial/Quaest da semana passada acendeu o sinal vermelho para a campanha do senador: o eleitorado evangélico, um dos públicos prioritários da extrema direita, já ensaia uma debandada em massa do candidato. Eles têm feito vista grossa às campanhas do Rachadinha junto a Trump, seja para transformar facções criminosas em grupos terroristas (incapazes de ver as dificulda...

Alcolumbre, a bola da vez de Vorcaro

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  Assim como Flávio Bolsonaro e Ciro Nogueira, Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso, também teria recebido uma vultosa propina, no caso, de US$ 30 milhões, ou cerca de R$ 155 milhões, segundo a Revista Veja.  Claro que ele nega. O  pagamento a Alcolumbre teria sido depositado em uma conta secreta no exterior e repassado ao parlamentar pelo apoio dado a uma demanda do Banco Master (provavelmente o Fundo de Pensão do Amapá), na transação operada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. Esta seria uma das novidades embutidas na segunda proposta de delação premiada do banqueiro, já rejeitada pela PF e ainda sob a avaliação da PGR. A possível relação do senador no investimento de R$ 400 milhões no Fundo de Pensão do Amapá pelo Banco Master já era notória. O fato é que o político tem insistido em contrariar o governo, a exemplo da histórica recusa do candidato de Lula, Jorge Messias, à vaga do STF. Algo que não acontecia há 132 anos. Após o episódio, Alcolumbre...

Promessa de Vorcaro a Flávio

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  Assim que Vorcaro saiu da prisão e voltou para casa, com tornozeleira, Flávio Bolsonaro pegou o primeiro voo para se encontrar com o banqueiro. E parece que o  Grupo Globo  entrou de cabeça na tese de que o objetivo desse encontro era combinar com Vorcaro para não delatar Flávio.  A fim de garantir que os fatos virassem meras narrativas. (Como também sustenta o jornalista Luís Nassif, caiu a ficha para o conglomerado do que poderia significar para a mídia hegemônica numa eventual vitória do bolsonarismo). E se Flávio ganhasse as eleições, em troca, trabalharia no sistema para livrar a cara de Vorcaro. Merval Pereira defendeu a tese na  Globonews,  assim como Andrea Sadi. “Pode ser que essa ‘visita’ piore mais ainda a situação para o Flávio, porque Vorcaro está esperando a solução para seu problema. Tem gente que acha que ele foi lá dizer: “fica calado, não faz delação nenhuma porque vamos ganhar as eleições e eu resolvo...

E agora, Kassio, também vai censurar?

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  E agora, Kassio Nunes Marques, também vai censurar a pesquisa Genial/Quaest anunciada ontem?   Como comparou o próprio CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, “a pesquisa Quaest veio pior para Flávio Bolsonaro do que a pesquisa Atlas ”. A inédita censura de uma pesquisa feita por um presidente do TSE baseou-se na falsa premissa de que os entrevistados foram induzidos a votar em Lula pela introdução de um vídeo que prova a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. Acontece que o referido vídeo era apresentado ao eleitor após ele cravar seu voto, de acordo com todos os preceitos que envolvem pesquisas de opinião. Foi um pretexto tão mentiroso que especialistas aguardavam uma mudança de posição do magistrado. Que não veio. A decisão monocrática foi julgada na terça-feira pelo pleno do TSE e interrompida pelo pedido de vista da juíza Estela Aranha. Que já foi assessora especial de Lula e aparentemente não é partidária de Bolsonaro como Nunes Marques. Só que com isso, a d...

Enterro de uma candidatura esdrúxula

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  Passei os últimos dois dias fora de combate, nocauteada pela falência da bateria do meu laptop . Se estivesse na ativa, teria escrito sobre a censura de Kássio Nunes Marques, que vestiu sua camisa de bolsonarista e proibiu a circulação da pesquisa Atlas-Intel, atestando o derretimento de Flavinho. Não há de ser nada, outras virão. Hoje mesmo sai uma da Quaest , já com efeito PIX e tarifaço. E ontem me deparei com mais uma pérola do Intercept que, após a Vaza Jato e durante a Vaza Flávio, volta a prestar inestimáveis serviços à nossa democracia. Diante da descrença do gado diante de todas as suas denúncias, dessa vez volta com recibos concretos dos pagamentos efetuados. Segundo o repórter Paulo Motoryn, planilhas, contratos, comprovantes bancários e registros financeiros permitem reconstruir os caminhos do dinheiro para bancar “Dark Horse” (os produtores negam ter recebido dinheiro de Vorcaro, então para onde teria ido a bufunfa? E Mário Frias sumiu!) A planilha “ Funding...