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Falsa narrativa atinge Moraes

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A grande imprensa e várias entidades   compraram a versão bolsonarista, de que o ministro Alexandre de Moraes foi atrás da fonte de um jornalista que publicou matérias incômodas ao seu par no STF, o ministro Flávio Dino. Só que a investigação da PF iniciava por um assassinato e pela tentativa de blindagem de seus possíveis mandantes, processo que caiu nas mãos de Dino.  Dias depois, o mesmo Dino e seus familiares passaram a ser monitorados no Maranhão. Ou seja, virou uma questão de vida ou morte de um ministro. Na realidade, Moraes autorizou a operação contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão que seria fonte do blogueiro Luís Pablo, autor das publicações sobre os carros oficiais usados por Dino, ação apontada pelos bolsonaristas como “ditadura do STF”. Luís Pablo publicou  em novembro de 2025  fotografias e informações sobre veículos usados por Dino  e seus familiares no Maranhão. O blogueiro forjou então a denúncia de ...

Mãos à obra. A direita não passará!

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Houve momentos em que achei que a candidatura de Flávio eram favas contadas. Motivos não faltavam. Rachadinhas; enriquecimento ilícito; compra de imóveis com dinheiro vivo; de mansão sem patrimônio compatível; vínculos explícitos com milicianos (foto); aquele que mais recebeu dinheiro de Daniel Vorcaro; vídeo da madrasta alardeando sua misoginia; discurso antivacina; vice de última hora acusado de estupro de vulnerável; golpismo.  Só faltam as imagens do chifre na mulher durante a orgia promovida por Vorcaro.  Que devem aparecer na hora mais oportuna. Só que diante de tanta barbaridade, alguém  acha que esse vídeo seria capaz de mudar alguma coisa? Já se sabe que ele vai vender o Brasil a Donald Trump. Que vai tratar a nossa segurança conforme a cartilha do presidente norte-americano. Que vai achatar o salário mínimo. Que vai acabar com a paridade entre as aposentadorias e o mínimo. Que vai voltar a armar a população. Que vai governar para os ricos.  Que vai...

Roubar é para os outros

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  O patrimônio de Donald Trump quase dobrou de 2024 a 2025: graças às criptomoedas, passou de US$ 3,9 bilhões para US$ 7,3 bilhões. Essa gente da extrema direita sabe mesmo dar nó em pingo d’água para enriquecer. Pois o salto do presidente americano é pinto perto dos 10.000% acumulados em quatro anos pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG): de R$ 36.820, 46 ele pulou para R$ 3.898.456,67 declarados este ano ao TSE. Curiosa é a justificativa do paladino da moral e dos bons costumes para seu enriquecimento.  Paralelo ao mandato, Nikolas teria desenvolvido uma atividade empresarial dividida entre palestras e a escola de inglês que criou voltada aos cristãos, que ele conhece como poucos. Como explicar esse verdadeiro milagre da multiplicação dos peixes para um político profissional ainda com poucos anos de atividade, que consegue se dividir entre negócios privados e uma verdadeira revolução em seu estilo de vida? De alguém cujo salário bruto gira em torno de R$ 40 mil...

Mais mentiras do espertalhão

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E Flávio volta a fazer o que sabe de melhor: apresentou um currículo falso e vira notícia em tudo que é canto, naquele seu velho e arrogante estilo de quem não deve nada a ninguém. Ou seja, mentir, mentir e mentir. E ontem pegou um pouco mais pesado, ao não conseguir registrar sua candidatura à Presidência por conta de uma fraude que o filiou ao partido Missão, ao invés do PL. Confesso que demorei a entender a maracutaia. Era mais uma malandragem para desacreditar nosso sistema eleitoral, uma evolução, digamos, dos métodos espúrios usados pelo papai com o mesmo objetivo.  Segundo o colunista Lauro Jardim, o Missão alertou o gabinete do filho 01 sobre a tentativa de fraude desde 2 de agosto, sem que seus  e-mails fossem respondidos pelo destinatário. Já   Malu Gaspar informa que o comando da candidatura descobriu o episódio, só quando acessou os sistemas do TSE (?), o que impediu o registro.  E o TSE diz que não foi um ataque hacker – como a campanha gostaria de ...

Negócio da China

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  Em quatro anos de mandato, um deputado vale para o partido cerca de R$ 167 milhões, de alguma forma controlados pela sigla, que passa a tocar os fundos partidário e eleitoral e as emendas. Tecnicamente, essas emendas não pertencem ao partido, mas seus presidentes têm muita ingerência para indicar quais serão as suas respectivas alocações. Hoje a bancada do PL tem 97 deputados, quase 20% do Congresso é do partido de Flávio Bolsonaro. E o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, pretende chegar a 100 parlamentares nessas eleições.  Se isso de fato ocorrer, serão R$ 4,2 bilhões – a soma das emendas e dos fundos eleitoral e partidário -, sobre os quais Costa Neto passa a ter controle quase direto. Seu objetivo, portanto, não é eleger Flávio, e sim os 100 deputados .  Situação que não se resolve por vias democráticas, o que é profundamente perturbador. Que caminho democrático vai convencer esse Congresso a abrir mão dos privilégios adquiridos? Como Maria Antonieta v...

Garotinho: elegível ou inelegível?

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  Garotinho sabe causar como poucos. Ajudou a sacudir a já abalada candidatura de Flávio Bolsonaro quando insinuou a participação do senador na tal Festa dos Astronautas, a orgia futurista promovida por Daniel Vorcaro. Depois seu próprio filho, Wladimir, filiado ao PL, foi escalado pelo partido a calar a boca do pai, ou ele não teria o apoio da maior bancada da Câmara para concorrer ao governo do Rio pelo Republicanos. Funcionou. Garotinho desistiu da ameaça. E agora volta às manchetes por obra e graça do juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública do TJ-RJ, que declarou a inelegibilidade e prisão do suposto candidato a governador do Rio por conta de seu processo já ter transitado em julgado. A condenação em questão é de 2018, baseada no desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria de Saúde do Rio para ONGs que teriam financiado sua pré-candidatura à presidência, em 2006. Rosinha, sua mulher,  na época  era governadora do Rio e o  marido, secretário de Segura...

Grupos planejavam explodir o Planalto

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  Após o tsunami de violência golpista do início do governo Lula, a Polícia Civil do DF volta a levantar a existência de grupos radicais que planejavam atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília. "Vocês deveriam listar os principais alvos para garantir o sucesso da revolução", dizia uma das mensagens. "Muito dificilmente nossos inimigos estão concentrados em um único lugar", afirmava outra. A Operação "Rede Interrompida" previa explodir o Planalto, com Lula dentro, e o prédio da apuração dos votos do segundo turno. A comunicação se dava entre dois grupos do Telegram (o território livre da violência e das perversões).  Um  deles tinha  Hitler no perfil e o maior reunia mais de 600 integrantes, sendo que os mais radicais eram 46, que das ideias passavam para ações. "Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios", avaliou o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. No levantamento...