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O fedor da conexão Flávio/Vorcaro

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  Quanto mais se mexe no escândalo que envolve o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, mais fede e enrola mais do que linha em carretel. Enquanto o Intercept sustenta que Vorcaro financiou “Dark horse” (Azarão), filme biográfico de Bolsonaro e peça de campanha eleitoral, o deputado Mário Frias (PL-SP), produtor executivo da obra, assim como a produtora Entre Investimentos e Participações, garante que não houve um centavo de Vorcaro investido no filme. A PF suspeita que os repasses de R$ 139 milhões da empresa, de julho de 2022 a dezembro de 2025, seriam destinados à suposta lavagem de dinheiro do tráfico internacional, revelado pela PF na Operação Mafiusi .   O esquema envolveria integrantes do PCC, investigados por suposta lavagem de dinheiro do tráfico internacional e fraude em combustíveis, além da atuação da máfia italiana Ndrangheta no Porto de Paranaguá, no Paraná. Os repasses da empresa laranja também constam de um relatório do Coaf. ...

A casa caiu para Flávio Bolsonaro

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  Definição de Flávio Bolsonaro do Caso Master para uso externo: “Grande esquema de roubalheira que está dando nojo em todo o país”. Mensagem enviada por ele a Daniel Vorcaro na véspera da prisão do banqueiro: “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso eu me dê uma luz, abs”. A tal luz refere-se ao atraso nas 14 parcelas do pagamento de US$ 61 milhões (R$ 134 milhões), acordado entre ambos para a produção do filme “Dark House”, com estreia prevista para 21 de setembro, véspera do Primeiro Turno das eleições. A ideia seria lançar uma peça de campanha disfarçada. Para termos de comparação: “O agente secreto" custou R$ 23 milhões, sendo R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial de Audiovisual e o resto veio de coprodutores estrangeiros. Detalhe: a produtora do filme soltou nota dizendo que ainda não recebeu nada. A bomba atômica é do site Intercept , que mais uma vez presta inestimável serviço ao país, ao reproduzir gravações dos diálogos ent...

Um assassinato já foi confirmado

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  Pouco após completados os 50 anos da morte de Juscelino Kubitschek, relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) sustenta que o ex-presidente foi morto em 1976 pela ditadura, e não vítima de um acidente automobilístico, como foi concluído na época pelo regime e repetido pela Comissão Nacional da Verdade. O texto, da historiadora Maria Cecília Adão, relatora do caso da morte de JK na CEMDP, é uma reviravolta no caso investigado há décadas e será votado no próximo encontro dos conselheiros do grupo. Tudo indica que será aprovado. Em dezembro de 1992 veio à tona a existência da Operação Condor, uma colaboração entre as ditaduras da Argentina, Brasil, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai, quando denúncia anônima no Paraguai revelou o conteúdo "Arquivo do terror". Trabalhava na revista  IstoÉ e eu e meus colegas nos dividimos entre investigar as controversas mortes de JK, João Goulart e Carlos Lacerda, políticos que formaram a Frente Ampla contra a dit...

Flavio pega pesado nas mentiras

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    Apertem os cintos. Depois que veio à tona o envolvimento de Ciro Nogueira – “candidato dos sonhos” a vice de Flávio Bolsonaro e principal ministro do seu pai – a campanha de desinformação da extrema-direita começa a ir à lua. Como observou o cientista político Luis Felipe Miguel, em recente encontro de campanha onde a grande maioria usava camisas verde e amarelas, a de Flávio ostentava: “O pix é de Bolsonaro, o Master é de Lula”. Exemplo clássico da técnica de Goebbels - ministro da propaganda de Hitler - de martelar mentiras até que se tornem verdades. Como se sabe, o Pix, anunciado como (única) realização de Bolsonaro, começou a ser criado pelos técnicos do Banco Central (BC) muito antes da sua gestão. Fora a incondicional aliança bolsonarista com Trump, que quer acabar com o Pix. Já os grandes protagonistas do Master vêm da extrema-direita. O Banco fraudulento, cujo nascimento foi negado pelo BC de Temer e aprovado na gestão de Roberto ...

Moraes suspende efeitos da Dosimetria

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  Na semana passada repliquei aqui um comentário feito no Em Pauta da Globonews , dizendo que provavelmente Alexandre de Moraes não votaria contra o PL da Dosimenria porque teria participado de sua confecção com Paulinho da Força. Me lembro de ter visto essa informação na época. Parece que não aprendo: não dá mais para ver ou ler nada que saia das Organizações Globo (ou do Estadão e Folha de S.Paulo todos comprados por Flávio Bolsonaro) sem um pé atrás. Achei que podia ser verdade, porque o ministro tem aquele enrosco do contrato da mulher com Daniel Vorcaro e deve estar mais cauteloso sobre as ações do Congresso para não ser impichado e por eventual proximidade de Alcolumbre. (Embora até hoje o magistrado não tenha feito um único ato que pudesse beneficiar o trambiqueiro). E a defesa de Bolsonaro também embarcou na lei e pediu, na sexta-feira, que sua condenação fosse cancelada pela Justiça. Só que não foi nada disso o que se viu no último sábado. Pelo contrário. Moraes d...

Castro teria comprado mansão em Portobello

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  Claudio Castro teria adquirido uma casa de R$ 8 milhões (foto) no privilegiado condomínio Portobello, em Mangaratiba, logo após renunciar ao governo do estado do Rio de Janeiro.  Recebi a informação de fonte confiável, que já teve casa por mais de 40 anos e agora possui um terreno no condomínio  Portobello Resort e Safari, em Mangaratiba. A notícia é exclusiva do blog sair da inercia. O imóvel estaria, porém, em nome de laranjas. Pelo visto, o pupilo iria por caminho semelhante ao de Flávio Bolsonaro, que adquiriu uma mansão em área nobre de Brasília por R$ 5,9 milhões, sem que tivesse vencimentos para tanto. E deixa no ar o fétido cheiro dos milicianos... O endereço pertence ao empresário Carlos Borges e foi  escolhido por Castro por ser um dos mais nobres da Costa Verde, com casas avaliadas entre R$ 5 milhões e R$ 60 milhões. Neymar está entre seus vizinhos. Sérgio Cabral já foi um dos felizes proprietários. O condomínio também oferece hotel com completa hosp...

Pêndulo eleitoral volta a oscilar

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  Quando se fala em golpe no Senado, não se trata da rejeição a Jorge Messias para o STF ou à queda do veto de Lula à dosimetria. Uma das tramas na Casa é o lançamento do deputado André do Prado (PL-SP, na foto) ao Senado. Se Flávio se eleger, Prado pode virar ministro ou secretário enquanto seu suplente, Eduardo Bolsonaro, assume sua vaga. A estratégia malandra, aceita pela legislação, porém, originou uma crise de nervos em Bolsonaro. Seu nome para o senado era o do coronel Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo. E André do Prado, atual presidente da Alesp, é do Centrão – a quem Bananinha tanto atacou e agora se alia. O chilique do Inelegível resulta da escolha significar, na prática, sua perda de comando sobre o seu próprio grupo. Sabemos que o filho Carlos é outro escalado na busca do clã pelo domínio do Senado. Carluxo abriu mão de 25 anos de  vereância  no Rio para concorrer à Casa por Santa Catarina. Apesar do perfil bolsonarista do estado, o filho 02, no in...