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Treze razões para não votar em Flávio

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Hoje exerceremos nosso principal dever cívico: o voto. Assombrados pelo fantasma que passou a circular, resultado de outra assombração detida – e por isso calada (que alívio não ter de ouvir sua voz cínica). Quando o pai indicou o filho 01 para sucedê-lo na liderança da direita respirei aliviada. Com um telhado de vidro gigante, não tem a menor chance, supus, sem fazer ideia do que nos aguardava. E assim como a eleição de Jair Messias foi uma sucessão de incredulidades, com o primogênito não é diferente. A seguir, 13 razões para não votar em Flávio Bolsonaro: 1 - O primeiro emprego foi de funcionário fantasma, arranjado, claro, pelo rei da armação: seu pai. 2 - Enriqueceu ao embolsar as "rachadinhas" – dinheiro vivo depositado em sua conta por assessores, fantasmas ou não. 3 - Não tem um único projeto que beneficie os desassistidos, tanto na Câmara quanto no Senado. 4 - Foi à cadeia premiar Adriano da Nóbrega (foto), líder do Escritório (de matadores) do Crime com a...

Tiro sai pela culatra

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  O plano de transformar o debate da Globo em enterro da candidatura Lula deu xabu. O presidente cumpriu todas as regras ao avisar na última terça-feira que não participaria do programa, um direito seu. O projeto era deixar vaga a cadeira do candidato do PT e cair de pancada em cima dele. Seria o ato derradeiro ao nome sabotado pela mídia corporativa – sobretudo pelas Organizações Globo . Só que o plano levou uma rasteira. Como se sabe, depois que soube que a juíza Estela Aranha, do TSE, havia proibido a cadeira vazia, o arregão Flávio Bolsonaro também cancelou sua participação, alegando “censura” do TSE. Censura essa inexistente. O real motivo da desistência foi saber que a participação de  Renan Santos tinha sido  garantida pelo ministro Gilmar Mendes, para a qual Flávio não se sentia preparado. Com sangue nos olhos, o candidato ultra minoritário do Missão não tinha nada a perder se apedrejasse o filho 01, ameaça inexistente entre os demais concorrentes. Não se...

Crime que não pode ser esquecida

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  Ontem, mensagem de Camila Pitanga (foto) divulgava mais uma crueldade de Flávio Bolsonaro. Foi ele o advogado que defendeu o PM autor dos quatro tiros de fuzil que mataram Ana Clara Machado, menina de 5 anos que brincava na porta de sua casa, em Niterói. O senador assinou, com outros advogados do escritório que representa o PM, um recurso ao STJ para tentar impedir que o caso fosse a júri popular.  O recurso foi negado. O policial continua a responder em liberdade até o julgamento. Qual a importância de  mais  este assassinato? R evela o  universo da  extrema direita que cerca  senador Flávio. Trata- se de uma escolha  profissional dedicada a evitar que um homem seja  julgado por um júri popular  pela morte de uma  criança d e 5 anos. A questão não é o policial ter  advogado. E sim a es colha que  revela quais são as  prioridades e  alianças de um candidato à   Presidência da República.  Não era um ...

É tudo ou nada

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  Me decepcionei com o saldo das revelações do site PlatôBR . Para quem queria fazer uma denúncia demolidora, o texto não chega a ser assim tão cabeludo, porque as piores aspas são do próprio denunciante – já reatado com Flávio. E a foto daquele pedaço de perna pode ser de qualquer um. Foi com alívio acompanhar ontem as declarações de Pedro Rousseff (PT-MG, foto) no Fórum Onze e Meia , que concorre a deputado federal pelo PT-MG e vem a ser neto da ex-presidente Dilma Roussef, reproduzidas abaixo: “A gente pode divulgar os vídeos agora. Não tem grande problema com isso. Só que não sabemos ainda qual é a matemática por trás disso. Se a gente posta os vídeos e as fotos agora, eles ainda têm cinco dias para elaborar  uma estratégia nova, uma desculpa nova, falar que é mentira, falar que é IA. Cinco dias é muito tempo”, contabiliza. “A gente pode soltar hoje, mas amanhã eles já soltam um  milhão de vídeos, dizendo que o Flávio fez mesmo, mas que  a mulher já o perdoou....

Deus, pátria e orgia

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  As tais denúncias de orgias que quase acabaram com o casamento de Flávio Bolsonaro começam a brotar. O fogo que gerou os incêndios atende pelo nome de Alexandre Santini, ex-sócio do filho 01 na loja de chocolates Kopenhagen, onde as rachadinhas da Alerj seriam lavadas. (Na qual o senador teria investido R$ 200 mil em espécie.) As denúncias reuniam fotos impublicáveis e mensagens, como a que Santini dizia que a preferida de Flávio, ou “a namoradinha”, nas palavras dele, era a própria agenciadora. “Fala bb, tudo bem? Eu estava viajando de férias e voltei hj. Vamos marcar outra festinha igual a do grand hyatt (hotel cinco estrelas na Barra da Tijuca, com diárias de R$ 3 mil..)   (...) “Quer que perfil?”, indaga a mulher. “Tipo gostosa! Vc conhece o q a gente gosta. Me manda as fotos. Tem q ser novidade,” propôs o empresário. A loja acabou fechada. E, há cerca de três anos, sentindo-se abandonado – como ocorria com colaboradores da familicia , a exemplo do faz tudo Fabríci...

A origem da impunidade

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  Nunca entendi como o ex-governador do Rio, Claudio Castro, saiu incólume de tantas denúncias recheadas de provas. A explicação foi encontrada, porém, pelo ICL. E tudo tem a ver com a leniência do ministro André Mendonça e os recursos do estado injetados no seu Instituto Iter. No período em que Mendonça tomou decisões favoráveis ao ex-governador do Rio, o Iter foi contratado pela Secretaria de Segurança, Corpo de Bombeiros e PGRE, por R$ 1 milhão. Em 10 de outubro de 2024, poucos meses antes das contratações pelo governo do Rio, Mendonça decidiu pelo fim de duas investigações contra Castro sobre um suposto esquema de corrupção na Fundação Leão XIII. Em uma das denúncias de um relator, ele foi flagrado saindo de um escritório com uma mochila que teria R$ 100 mil. A PGR recorreu da decisão do magistrado em outubro de 2024, que deixou o caso parado por 219 dias. Enquanto Mendonça postergava o julgamento de Castro, duas secretarias do governo do Rio abriram processos para contra...

Dino corta farra de Mendonça pela raiz

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  O ministro Flávio Dino cortou ontem pela raiz a escancarada parcialidade de André Mendonça, que proibiu o post do humorista Antonio Tabet – os humoristas, aliás, estão batendo um bolão -, onde ele dizia que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”, com a imagem da padroeira do Brasil. Dino afirmou que não havia elementos suficientes para concluir, antes de uma análise mais aprofundada, que o conteúdo era ilícito. Porque, na verdade, Mendonça vestiu a carapuça de que “a família miliciana” seria a mesma dos Bolsonaro, cujo nome não é sequer mencionado no post . Essa aparente guerra na esfera do STF e do TSE a uma semana das eleições deve-se às constante arbitrariedades cometidas pelo ministro terrivelmente evangélico, que atende a todas as solicitações de Flávio sem se dar conta do quanto está sendo bandeiroso na defesa explícita dos interesses daquele que o levou à Suprema Corte. Afinal, eles não defendem a liberdade total de...