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Origem de companhas contra governo Lula

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  Resultados de recentes pesquisas, que apontam a crescente rejeição a Lula podem ter uma explicação. Segundo o jornalista Leandro Dalmori, uma campanha de desmoralização protagonizada pela conta  Alfinetei , com 25 milhões de seguidores - volume semelhante ao do padre Fábio de Melo e de Claudia Leitte -, está em pleno curso. Mais uma vez, como se vê, o governo sucumbe às destruidoras campanhas  online  da extrema direita. Exemplo: “Governo Lula fecha o ano de 2025 com dívida bruta de 10 trilhões, equivalente a 78% do PIB” (o que de fato ocorreu, por causa dos juros, do déficit primário e operações do Tesouro). Assim como informações sobre pagamento de IPVA quitado e demais indignações contra a atual gestão. O que esses casos têm em comum? O patrocínio para a divulgação da 7Games.bet, controlada por Fernando Oliveira Lima, o Fernandim Oig (foto) que é manda-chuva de casas como R7 Bet e Betão Bet, através da One Internet Group. Oig foi investigado pela CPI das B...

Flávio.o filósofo das milícias

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  Diga-me com quem andas que eu te direi quem és. A máxima se encaixa cada vez mais com Flávio Bolsonaro, o candidato da extrema direita à presidência. Era o ano de 2005, quando o então deputado do PL-RJ entrou no Batalhão Especial Prisional da PM para conceder a Medalha Tiradentes – a mais alta honraria da Alerj – ao matador Adriano da Nóbrega. Como se sabe, o ex-PM chefiava o escritório do Crime e foi assassinado em queima de arquivo da polícia baiana em 9 de fevereiro de 2020. Sabia demais. A mãe e a mulher de Adriano eram assessoras contratadas por Flávio na Alerj. Pois agora ficamos sabendo de outra situação semelhante, ocorrida em 2004, quando o filho 01 também homenageou o ex-policial militar Ronald Paulo de Alves, o Major Ronald, condenado a 56 anos de prisão por duplo homicídio e homicídio tentado no assassinato de Marielle e Anderson. Ronald e o subtenente reformado Mauricio Silva da Costa, o Maurição, foram transferidos da prisão preventiva para um presídio federal...

Bolsonaro, o cérebro da fraude no INSS

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  Mais que ter acabado em pizza, o Brasil não foi informado do esclarecedor relatório produzido por 2/3 dos parlamentares da chamada ala governista da CPMI do INSS, apresentado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). É estarrecedor e explica o caos que se seguiu. Aos fatos: - Até 2017 não há registro de desconto indevido sem autorização de aposentados. Após o afastamento de Dilma, o INSS permite que entidades não só de aposentados passem a pleitear Acordos de Cooperação Técnica (ACT). Os descontos são autorizados a partir de 2017, na gestão Temer. - Em 2019, no   início do governo Bolsonaro, outras instituições também passam a fazer descontos dos aposentados. Em 2022 sai o decreto de Paulo Guedes, Onix Lorenzoni e Bolsonaro, permitindo descontos a mais instituições, que incluam em seu estatuto que também representam aposentados. Surge um enorme volume de entidades que passam a receber autorização para fazer esses descontos associativos dos aposentados. - Nessa hora houve um...

Não tem como dar certo

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  Após cinco governadores presos e um impichado, o Rio segue lançando àquela que pode ser a pior moda para influenciar o resto do país, com uma sucessão de golpes de fazer inveja a Bolsonaro, quem sabe a fonte de inspiração. Aos fatos. - Na onda Bolsonaro, o estado passou a ser alvo de sucessivas maracutaias. Cláudio Castro era o vice de Wilson Witzel, eleito nessa onda, e assumiu quando este foi impichado. - Castro foi reeleito com 60% dos votos, turbinados pelo esquema do Ceperj e Uerj, que contratou mais de 27 mil terceirizados e acabou por levá-lo à inelegibilidade. - Acordo entre Castro, seu vice, Thiago Pamp olha e Rodrigo Bacellar levou o segundo ao TCE, para que Bacellar, então presidente da Alerj, assumisse o governo e já começasse a ficar conhecido da população. O trio passou incólume ao julgamento do TRE-RJ, que chegou ao TSE e, após pedidos de vista, condenou os três por abuso de poder econômico. Bacellar foi preso por ser ligado ao CV. Castro escapou da cassação ...

Fogaréu nos céus evangélicos

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  A CPMI do INSS, que termina hoje, vota o relatório do deputado bolsonarista Alfredo Gasparo  (que é processado por tentativa de estupro de menor de 13 anos) , que pede o indiciamento de 200 pessoas e a prisão de Lulinha. Já o relatório governista indicia entre 130 pessoas Jair e Flávio Bolsonaro, os dois relatórios sem bases investigatórias.  A sessão de sexta-feira, iniciada às 9h44, só foi acabar à 1h14 de hoje. E assim chega ao fim, sem um documento formal. A comissão deixou, porém, um rastro de incêndio nas igrejas evangélicas. André Valadão (foto), misto de pastor, cantor de música cristã e ator, recebeu R$ 700 mil do senador Carlos Vianna (Podemos-MG) - que preside a CPMI-, para a Fundação Oasis, braço social de sua Igreja Batista Lagoinha. Residente em Orlando Valadão tem feito das tripas coração para se desvencilhar de Fabiano Zettel, casado com Natália, irmã de Daniel Vorcaro, preso desde 14 de janeiro e dono da unidade de Belvedere da Igreja Lagoinha, fechada ...

O recado da extrema direita

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  Quando apoiei aqui a decisão do ministro Alexandre de Moraes de mandar Bolsonaro para a prisão domiciliar – ainda acho que ele não tinha alternativa diante do risco de surgir um mártir – não fazia ideia do que tramava a direita. O ex-presidente pode até ter sido acometido por uma doença grave, porém, quem tentou golpear a democracia desde o início de sua gestão e continuou a fazê-lo, parece ter chegado ao seu objetivo, denunciado pelo Em Pauta , na Globonews , na última quarta-feira. (A alta médica programada para hoje só endossa a tese). O recado, transmitido sobretudo por Joel Pinheiro com sua cara de bom moço, é de que agora se espera que a prisão domiciliar se torne definitiva, porque em 90 dias 'a saúde de Bolsonaro não deve mudar durante esse período'. Ah tá... Ou seja, mesmo se a cura se consolidar, continuarão a vê-lo como um doente eterno. E consideram que ele volte para casa porque Bolsonaro é alçado a um indispensável 'estrategista político'.   Como a...

O pesadelo Claudio Castro não acabou

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  O pesadelo Claudio Castro, ao contrário do que imaginei, ainda está longe de acabar. Apesar de condenado à inelegibilidade por oito anos pelo TSE – a maioria foi quebrada pelos bolsonaristas Kássio Nunes Marques e André Mendonça –, o ex-governador ainda pode recorrer para exercer o cargo de senador, se eleito em outubro. Inacreditável! Isso porque a lei eleitoral brasileira permite que candidatos disputem eleições mesmo com pendências judiciais. Mesmo sem decisão definitiva, o político pode participar do pleito enquanto recorre. Sabe-se que empurrar com a barriga é a especialidade de Castro, que inclusive se desincompatibilizou do cargo na véspera do julgamento para tentar escapar dele. A sina do Estado do Rio não acaba. Castro era vice de Wilson Witzel, o primeiro governador impichado após a ditadura. Antes dele, porém, foram presos Moreira Franco, Garotinho, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Pezão. E conseguiu se reeleger pela maracutaia que o condenou: o envolvimento ...