Campanha antecipada engana o TSE

 


Enquanto a saúde de Bolsonaro se agravava, Michelle aproveitou a sexta-feira 13 para divulgar o vídeo em que a apoiadora Cris Mourão acusa os jornalistas de plantão na porta do DF Star, o hospital de luxo da Rede D'Or em Brasília (foto), de desejarem a morte do ex-presidente.

A mensagem não apenas viralizou, como causou riscos imediatos aos profissionais que estavam ali cumprindo sua obrigação profissional. Já fiz muito plantão e posso atestar que se trata de uma chatice. Ficam todos ali jogando conversa fora à espera de que algo aconteça. Para o bem ou para o mal.

Após a viralização, dois deles registraram um boletim de ocorrência pelas intimidações sofridas. Um teve o filho ameaçado, outro se viu obrigado a encerrar suas redes sociais e um terceiro começava a estudar medidas para sua defesa.

Por menos experta que possa ser a ex-primeira-dama, de alguma forma ela conseguiu mobilizar seguidores apáticos com tudo o que tem acontecido ao marido. Basta, porém, um mínimo de inteligência para saber que por piores que pudessem ser os desejos dos jornalistas, todos sabem que a morte alçaria o ex-presidente a mártir. Instantaneamente.

A ‘brincadeira’ de Michele, que resolveu encontrar culpados enquanto o real culpado não consegue provar inocência, foi publicar a fake news nos stories do seu perfil oficial no Instagram. Assim, os jornalistas que apareceram nas imagens tiveram sua identidade compartilhada e foram atacados.

(E ela antecipou sua campanha ao senado aparecendo em tudo o que foi lugar, sem ser incomodada pelo TSE). Aqui, não...

As entidades de classe do jornalismo, como ABI, Fernarj e Abraji (jornalistas investigativos), reagiram com indignação. “Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual — é um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”, denunciou a última delas.

Já a pneumonia de Bolsonaro se agravou e começou a trazer consequências renais, já controladas, e o quadro infeccioso piorou. Ontem, porém, ele melhorou e já saiu da UTI.

O que não interessa a ninguém é que o capitão sucumba à doença, e por isso mesmo está cercado de todos os cuidados. Assim como a facada garantiu sua vitória em 2022, seria líquido e certo que o filho 01 viria a ser o próximo presidente nesse caso. (Será que eles torcem por isso nas internas?)

Ninguém do clã considera Bolsonaro semelhante aos 700 mil que morreram pela sua criminosa condução da pandemia da Covid. Ao vilão, o prêmio pela batalha após a outra. Mesmo injustas, que só vieram para piorar a vida tantos brasileiros.

No mais, os contatos de Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira estavam no celular de Daniel Vorcaro, prova a CPMI do INSS.

 

 

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