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Presídios comuns para perda de patente

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O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu ontem a análise do Ministério Público Militar dos processos que pedem perda de patente (que pode levar à expulsão) do capitão reformado Bolsonaro e dos generais Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e do almirante Almir Garnier. (Como se sabe, o ex-presidente foi condenado em primeira instância pelo plano de explodir bombas nos quarteis e na estação de tratamento do Guandu por melhores salários, pelo qual foi considerado um mau soldado por Ernesto Geisel. Terminou absolvido pelo STM, em 1988. Será que terá a mesma moleza dessa vez?) Se considerados "indignos" de ocupar seus postos, a mudança de status também poderá significar mudança dos seus atuais ‘endereços’. Todos poderão ser transferidos para presídios comuns. Ou seja, o ex-presidente (27 anos de condenação) pode perder a mordomia dos 55 m² de sua ‘cela’ na Papudinha. (Aí mesmo é que os filhos vão espernear...só que os processos no STM costumam durar uns...

Kassab come pelas beiradas

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  Após a visita de Tarcísio de Freitas a Bolsonaro na Papudinha, como se sabe, o governador de São Paulo saiu anunciando que vai concorrer à reeleição e selando seu apoio a Flávio, o 01. Todos sabemos que Tarcísio sonha com a presidência – assim como o Centrão, a Faria Lima e o Agro. Porque é o mais bem cotado nas pesquisas e tem mais chances de trazer a direita de volta ao poder. Com terceiras intenções, Gilberto Kassab, presidente do PSD, ainda provocou o governador, ao dizer que uma coisa é concordar, a outra, ser subserviente. Tarcísio negou subserviência e viu-se obrigado a baixar a bola, enquanto Kassab avança sobre o UB e junta em seu partido três alternativas à presidência – Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite (foto) –, em busca de uma alternativa ao Centro, apesar de tão relegado nas pesquisas. Há quem diga que o que o astuto político quer, na verdade, é manter um apoio por baixo dos panos a Lula, em cujo governo domina três ministérios (Minas e Energia, A...

Qual seria a maior barbárie?

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  Em meio às megamanifestações contra a truculência da ICE, Trump encarou outro petardo na última sexta-feira, com a divulgação de 3,5 milhões de documentos do caso Epstein. Entre eles, uma adolescente de 13 a 14 anos disse que ao ser forçada a fazer sexo oral com o republicano mordeu seu pênis. O relato é de uma amiga da suposta vítima, que disse ter sido abusada por Epstein e levado um tapa na cara do empresário por ter rido da tal mordida. Segundo ela, o episódio teria ocorrido há cerca de 35 anos, no estado de Nova Jersey. Não existem, entretanto, provas ou indícios reais de que o caso – mais cabeludo que a perna do “Agente secreto” – é verdadeiro e se teria sido alvo de investigações posteriores (ninguém viu as marcas de mordidas penianas...). Em outro relato, uma mulher revela ter sido vítima e testemunha de um esquema de tráfico sexual no campo de golfe de Trump no Rancho Palos Verdes, na Califórnia, entre 1995 e 1996.  Na acusação, onde também são mencionadas festa...

O paradoxo do governo Lula

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  Ainda não há explicação para o paradoxo que vive o Brasil. Conforme a primeira pesquisa do ano Atlas/Intel/Bloomberg, 57% dos brasileiros desaprovam o governo Lula e 34% aprovam. Pois a mesma pesquisa revela que o presidente lidera em todos os cenários eleitorais de 2026. Como explicar? Há uma saraivada de boas notícias sócio econômicas. Nos quatro anos de governo, Lula apresentou a menor inflação acumulada desde o Plano Real (4,9%), junto à menor taxa de desemprego da série histórica do IBGE (5,2%). O Brasil está entre os dez países com maior desigualdade do mundo. Pois, pelo Índice Gini, nestes quatro anos o Brasil está no menor índice de nossa história (0,506). O reajuste da tabela do imposto de renda, que passou a vigorar desde o primeiro dia de 2026, libera os que ganham até R$ 5 mil pagar a taxa federal. E o governo entra na luta para acabar com a tabela 6X1, ainda em andamento. Até julho de 2025, 1 milhão de beneficiários haviam deixado o Bolsa Família. Especiali...

Pesadelo à vista no Senado

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  É assustador o resultado preliminar das pesquisas de opinião para o Senado. Ao que tudo indica, as intenções de Bolsonaro manifestadas antes de ser preso podem se concretizar. Ou seja, a oposição até perde as eleições para presidente, porém, é favorita para ganhar maioria no Senado. Dos atuais 81 senadores, 54 encerram seus mandados, ou   2/3 da Casa. Hoje são 33 oposicionistas, 28 governistas e 20 flutuantes (centro). O governo perde 21 senadores, a oposição 17 e os flutuantes (que votam com os dois campos), 16. Para conquistar maioria absoluta, seria preciso o governo eleger 34 senadores destas 54 vagas – ou uma vitória de 2/3 -, enquanto a oposição precisa de apenas 24. Quer dizer,  até agora  a oposição está em grande vantagem. No Nordeste, a base governista lidera para conquistar 13 cadeiras, para 4 da oposição e 1 de Centro. Sergipe é o estado mais à direita. Já no Centro-Oeste, a oposição é favorita para oito vagas, sendo que no DF o PL lidera com os p...

Ouro nocauteia o dólar

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A desdolarização deixou de ser discurso e passou a ser estratégia concreta, com a substituição do dólar pelas reservas em ouro. Entre outubro de 2024 e outubro de 2025 o Brasil vendeu US$ 61,3 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano (ou quase 27% das reservas em dólar), a maior redução percentual do mundo. Superou a Índia (21%) e a China (menos de 10%), embora esta tenha vendido valores absolutos maiores. E o Brasil e a Índia venderam os títulos norte-americanos durante a elevação dos juros nos EUA, com valor de face  menor  dos mesmos. Quer dizer, foi uma opção política e estratégica, e não financeira. Em três meses o Brasil adquiriu 43 toneladas de ouro, com reservas totais de 172 toneladas. Estratégia também seguida pela Índia e a China. E n os primeiros dias de 2026 o valor do metal já subiu 15%, sendo que em 2025 sua valorização foi de 65% - reflexo dos tarifaços de Trump. Além disso o Brasil, maior produtor e exportador mundial de soja e a China - com de 60% ...

Apoiadores do clã se atacam

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  Ontem falei aqui do racha entre os candidatos à sucessão presidencial da direita. Pois outro racha acontece, entre duas das principais frentes de apoiadores do clã Bolsonro: a senadora Damares Alves e o pastor Silas Malafaia. Em entrevista ao SBT, Damares ameaçou nomear os pastores envolvidos na fraude do INSS (e olha que o Banco Master sequer foi lembrado...). Ao que Malafaia reagiu: “Ou a senhora dá os nomes ou a senhora é uma leviana linguaruda. Dê o nome de quem são os líderes que pediram para a senhora calar a boca”, fulminou. “Leviana, linguaruda, cínica, mentirosa e indigna de ter o voto dos evangélicos”, completou, irado. E se deu mal. Três dias após a ameaça, Damares dava com a língua nos dentes. (Segundo aliados, ela realmente teria se surpreendido com a atuação dos pastores apontada na CPMI do INSS). Colegas também avaliam que Damares estaria se afastando dos Bolsonaro. E o que estaria por trás da denúncia é seu vínculo pessoal com a ex-primeira-dama, Michel...