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Mudar a constituição é golpe

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  O golpismo é tão impregnado em Flávio Bolsonaro que ele nem se dá conta do significado do seu anúncio sobre mudar a constituição. Nem percebe que está entregando o ouro ao bandido, porque mudar a constituição de 1988 é golpe. É trocar a Constituição Cidadã pela Constituição Miliciana... O texto de nossa Carta, redigido pelos mais ilustres juristas, com participações de Lula e Benedita, símbolos máximos da nascente democracia após 21 anos de ditadura militar, só pode ser modificado por PECs, como tem sido feito desde então. Assim como se diz um guardião da democracia, Flávio prova seu gosto pelo autoritarismo ao fazer esse tipo de proposta. “O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar esse país. Para as instituições voltarem a respeitar a Constituição .” O que Flávio não menciono...

Escolha entre bandido e mocinho

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  A sina do Rio de Janeiro – por obra e graça de seus eleitores – parece não ter fim. Quando até os críticos se conformavam com a eleição de Eduardo Paes (PSD) - que não é tão mocinho assim mas até vira, diante do oponente - para governar o estado, Douglas Ruas (PL) aparece como favorito. Como desgraça pouca é bobagem, os fluminenses e cariocas ainda corriam o risco do candidato do PL ser eleito em primeiro turno, no caso do TSE não concordar com a anulação dos votos de Garotinho (Republicanos). Nunca entendi direito essa matemática, os votos, porém, acabaram reconhecidos. E teremos segundo turno entre Paes e Ruas, sendo que o primeiro recebeu recebeu 42,76% dos votos e o segundo, 49,27%. Ou seja, uma virada não impossível. Ontem, o colunista Lauro Jardim informou que o MP-RJ investiga Ruas (PL) por suposta prática de crimes licitatórios, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no processo instaurado em 17 de julho. A investigação já aferiu um súbito crescime...

Saem os bons, entram os ruins

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  Nenhum dos meus candidatos entrou nessa eleição, é a primeira vez que isso me acontece. Lula ainda pode virar e, de minha parte, farei o possível para que isso aconteça. Eduardo Paes, Benedita, Pedro Paulo   - voto indireto no suplente, Miro Teixeira -, Carlos Minc e Chico Alencar. Tenho vínculos estreitos com os dois últimos. Além de excelentes e combativos parlamentares em suas longas trajetórias, ambos escreveram prefácios para livros meus. Minc foi um dos precursores do Partido Verde   – junto a Fernando Gabeira e Alfredo Sirkis – , sobre o qual escrevi a primeira reportagem, publicada no Jornal do Brasil . Era uma época em que, apesar do massacre da ditadura militar, aquele era um grupo que lutava por um planeta melhor, mais preservado, quando ainda nem se sonhava com as mudanças climáticas. E justo quando começamos a viver este drama sem precedentes, seu mandato não foi renovado. Lamentável, perde o Estado do Rio que, pelo visto, vai eleger mais um governado...

Parem o filme, quero sair

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  Já passo por monumentais problemas de saúde na vida pessoal e jamais poderia imaginar que chegaríamos a esse ponto na vida cívica. Douglas Ruas governador do Rio, para desfazer toda a faxina providenciada pelo interino Ricardo Couto? Os Carlos Portinho e Jordy eleitos senadores, fortalecendo a criminalidade miliciana que imperou no Estado do Rio nas últimas décadas? Flávio Bolsonaro, esse despreparado, desqualificado, literalmente zero à esquerda em sua atuação política à frente de um estadista como Lula? Só não dá pra pensar em fugir do que vai virar esse país porque, além de não ter recursos, não consigo viver longe dos meus amados netos. Em que mundo eles vão viver?Tratamentos de câncer pelo SUS ficarão inviáveis, a educação dos brasileiros priorizará a estupidez das escolas militares. Daniel Vorcaro será libertado, quem sabe até os Brazão? Teremos um Congresso ainda mais reacionário, imaginem Michele e Bia Kicis legislando sobre nossas vidas? E o sopro de democracia até...

Treze razões para não votar em Flávio

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Hoje exerceremos nosso principal dever cívico: o voto. Assombrados pelo fantasma que passou a circular, resultado de outra assombração detida – e por isso calada (que alívio não ter de ouvir sua voz cínica). Quando o pai indicou o filho 01 para sucedê-lo na liderança da direita respirei aliviada. Com um telhado de vidro gigante, não tem a menor chance, supus, sem fazer ideia do que nos aguardava. E assim como a eleição de Jair Messias foi uma sucessão de incredulidades, com o primogênito não é diferente. A seguir, 13 razões para não votar em Flávio Bolsonaro: 1 - O primeiro emprego foi de funcionário fantasma, arranjado, claro, pelo rei da armação: seu pai. 2 - Enriqueceu ao embolsar as "rachadinhas" – dinheiro vivo depositado em sua conta por assessores, fantasmas ou não. 3 - Não tem um único projeto que beneficie os desassistidos, tanto na Câmara quanto no Senado. 4 - Foi à cadeia premiar Adriano da Nóbrega (foto), líder do Escritório (de matadores) do Crime com a...

Tiro sai pela culatra

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  O plano de transformar o debate da Globo em enterro da candidatura Lula deu xabu. O presidente cumpriu todas as regras ao avisar na última terça-feira que não participaria do programa, um direito seu. O projeto era deixar vaga a cadeira do candidato do PT e cair de pancada em cima dele. Seria o ato derradeiro ao nome sabotado pela mídia corporativa – sobretudo pelas Organizações Globo . Só que o plano levou uma rasteira. Como se sabe, depois que soube que a juíza Estela Aranha, do TSE, havia proibido a cadeira vazia, o arregão Flávio Bolsonaro também cancelou sua participação, alegando “censura” do TSE. Censura essa inexistente. O real motivo da desistência foi saber que a participação de  Renan Santos tinha sido  garantida pelo ministro Gilmar Mendes, para a qual Flávio não se sentia preparado. Com sangue nos olhos, o candidato ultra minoritário do Missão não tinha nada a perder se apedrejasse o filho 01, ameaça inexistente entre os demais concorrentes. Não se...

Crime que não pode ser esquecida

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  Ontem, mensagem de Camila Pitanga (foto) divulgava mais uma crueldade de Flávio Bolsonaro. Foi ele o advogado que defendeu o PM autor dos quatro tiros de fuzil que mataram Ana Clara Machado, menina de 5 anos que brincava na porta de sua casa, em Niterói. O senador assinou, com outros advogados do escritório que representa o PM, um recurso ao STJ para tentar impedir que o caso fosse a júri popular.  O recurso foi negado. O policial continua a responder em liberdade até o julgamento. Qual a importância de  mais  este assassinato? R evela o  universo da  extrema direita que cerca  senador Flávio. Trata- se de uma escolha  profissional dedicada a evitar que um homem seja  julgado por um júri popular  pela morte de uma  criança d e 5 anos. A questão não é o policial ter  advogado. E sim a es colha que  revela quais são as  prioridades e  alianças de um candidato à   Presidência da República.  Não era um ...