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A central da lavagem de dinheiro

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  Mais uma vez, o ministro Flávio Dino  entra em cena  para balançar o coreto. Assim como fez na terça-feira, ao reverter o afastamento da cúpula da PF – o diretor geral Andrei Rodrigues, que prendeu Daniel Vorcaro quando ele fugia para Dubai e Leandro Almada, que desvendou o assassinato de Marielle -, obrigando ao ministro Edson Fachin a cancelar a decisão anterior de André Mendonça, Dino deflagrou ontem a Operação Make UP contra “ Dark Horse ”. Isso porque o magistrado é relator do inquérito que investiga a doação de emendas parlamentares à cinebiografia de Bolsonaro, o que também obriga a outra metade, relatada por André Mendonça, a se mexer. Ou seja, a investigação dos R$ 69 milhões doados por Vorcaro a Flávio para o mesmo filme - alçado a central de lavagem de dinheiro do bolsonarismo. Sobre o qual o terrivelmente evangélico se sentou em cima. Já foram comparados os custos de filmes vencedores do Oscar à fortuna investida em “ Dark Horse ”. E, embora o maior i...

Dino empurra decisão a Fachin

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A s equência é de fazer inveja aos procuradores da Lava-Jato. O ministro André Mendonça já pagou sua indicação ao Supremo por Bolsonaro com juros e correção monetária. Em agosto, o magistrado dominou as manchetes da mídia e das redes com notícias inócuas sobre Lulinha. O que deu a primeira estocada nas intenções de voto em Lula, como demonstraram as pesquisas. Enquanto sentava em cima da escandalosa relação de Flávio com o banqueiro trambiqueiro no seu pedido de R$ 134 milhões, supostamente para o filme “ Dark Horse ”. Depois continuou a soltar vazamentos sobre as relações de Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, sem a necessária autorização do Pleno do STF. Relações terrivelmente antiéticas, embora não sejam crime. E o que Moraes teria feito não impactou o país, enquanto Mendonça influenciou diretamente nas eleições de outubro. Na última sexta-feira a mensagem aos “irmãos e irmãs”, para atrair de volta os evangélicos às hostes de Flávio Bolsonaro e para criminalizar o ST...

A pedra no sapato de Mendonça

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  A julgar pelo número de participantes do último ato bolsonarista no 7 de Setembro,  a bola de Flávio Bolsonaro continua murcha. É verdade que os 28 mil foram bem mais do que os 9 mil em Copacabana, eram,  porém,  pouco mais da metade do feriado da Independência de 2025. Efeito explícito da advocacia particular exercida pelo ministro André Mendonça, que na última sexta-feira postou mensagens convocando os “irmãos e irmãs” evangélicos a atacar o ministro Alexandre de Moraes e a apoiar o senador. E ontem deu um passo mais definitivo rumo ao golpe, ao afastar a cúpula da PF que tanto incomoda a direita.   No ato, o que mais chamava atenção era a imagem gigante de Donald Trump, demonstração, sem o menor pudor, de que – assim como acontece na Venezuela – o líder republicano é quem vai mandar no Brasil numa eventual eleição do filho 01. Estrategicamente, Flávio evitou mencionar Daniel Vorcaro. Afinal, para quem fez o acordo de receber R$ 134 milhões do ban...

A lavra assassina de Nikolas

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  Quando Nikolas Ferreira (PL-MG) trocou meio dedo de prosa com o banqueiro Daniel Vorcaro, em 30   de março de 2025, a conversa  informal  envolvia interesses ligados a cerca de US$ 45 milhões. Pior, por uma causa semelhante à de Brumadinho, que provocou 259 óbitos. Dois meses antes, o advogado e amigo Thiago Rodrigues de Faria, a quem o parlamentar tentava socorrer, havia assinado um contrato de intermediação com a empresa G+ Ambiental, que daria ao escritório do advogado 25% do lucro do negócio. Que negócio tão lucrativo seria esse? Conforme a jornalista Alessandra Orofino, do podcast Calma Urgente , Nikolas tentava ajudar o amigo a conseguir autorização para um ativo minerário, a lavra cujos direitos são da Mineradora Topázio Imperial, no distrito Rodrigo Silva (MG), perto de Ouro Preto, onde está situada a barragem de Água Fria. Barragem esta construída no mesmo método a montante de Brumadinho e Mariana (19 mortos). Ou seja, a dificuldade para aprovar vem ...

Mais uma cartada de Mendonça

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  Diante do fracasso das manifestações de Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça tentou dar nó em pingo d’água na última sexta-feira, quando gravou um vídeo para atrair “os irmãos evangélicos” a manifestações nesse 7 de setembro na Paulista e no país, contra Alexandre de Moraes e a favor da candidatura do filho 01. Como se sabe, Malafaia, o maior aglutinador dos atos bolsonaristas, já tinha tirado o time de campo do seu apoio ao senador, por reconhecer a sua óbvia relação com o banqueiro trambiqueiro, Daniel Vorcaro: “A relação de Flávio com evangélicos esfria, sim, se tiver comprovação de que recebeu dinheiro para mais coisa que o filme. Por enquanto, estamos todos com cautela. Se tiver mais coisa, será difícil apoiar", declarou o pastor, em 21 de maio. . Quem sabe a convocação do “irmão evangélico” cale fundo no seu peito? Principalmente com as garantias dadas até agora pelo magistrado de que nada sobre a relação de Flávio com Vorcaro vaze ou seja sequer investigada, ...

"Muita coisa sobre Flávio virá à tona"

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Fogo no parquinho da direita. O mesmo policial federal que antecipou à Revista Fórum a tentativa de golpe do GSI do general Heleno com Bolsonaro, revela que o tiro do ministro André Mendonça contra Alexandre de Moraes e a direção da PF levou a um levante na corporação que se voltará contra ele. Quem vai desconstruir o magistrado é a Coordenação-Geral de Contrainteligência (CGCINT), subordinada à Diretoria de Inteligência Policial (DIP), u nidade que salvaguarda operações policiais, inquéritos sigilosos e documentos estratégicos contra o acesso de pessoas não autorizadas ou organizações criminosas, detectando interferências ilegais. São dessa unidade os relatórios repletos de dados que chegaram ao ministro Edson Fachin, anexados ao pedido de abertura de investigação feito por Moraes e ao pedido de autorização da abertura de inquérito contra Mendonça, previsto pela corporação para sair em breve.  (Davi Alcolumbre já sinalizou ao Senado que pode autorizar a abertura de um pr...

A guerra do jurisdiquês

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Para rir um pouco em meio à tragédia. Na guerra declarada entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o primeiro resolveu fazer correções do juridiquês empregado pelo colega do STF em uma minuta sigilosa. O terrivelmente evangélico quase surtou quando descobriu...   Num trecho, Moraes trocou “sito à Rua dos [...]” por “situado na Rua dos [...]” e anotou à margem: “Nem o Ruy (Barbosa) era tão pedante assim”. Segundo a  Agência Reuters , o que mais irritou Mendonça foi a correção de “dar-lhe-se-á” para “dar-se-lhe-á”, seguida da provocação: “Não basta querer usar a mesóclise; é preciso saber usá-la”. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Mendonça quis saber como Moraes descobriu o texto sigiloso sob a sua relatoria e com que autoridade fez a revisão. “Do jeito que estava, não era sigiloso, e sim nebuloso. E sei o que estou fazendo. Fui ministro de Michel Temer, mestre do latim e da mesóclise”, foi a resposta do magistrado. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Depois de corrigir a mesóclise, Moraes decidiu reescrever ...