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Delação pode ligar Flávio ao Master

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A campanha de Flávio Bolsonaro está em polvorosa. Isso porque Paulo Henrique Costa (na foto do 247, com Daniel Vorcaro e Flávio), ex-presidente do BRB – preso, como se sabe -, demitiu seus advogados e contratou Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma e notório defensor de causas da esquerda. Costa quer fazer uma delação premiada. Já pediu, inclusive, transferência da Papuda para negociar o pleito junto a sua defesa com mais privacidade. Os celulares de Costa estão sendo analisados pela PF e, para uma delação ser aceita pela justiça, ela vai precisar trazer peixes graúdos em sua rede. Como o único superior ao ex-diretor do banco é o bolsonarista Ibaneis Rocha, o temor é que Flávio Bolsonaro seja a isca da vez. Motivos para isso não faltam. Foi Costa quem avalizou a compra  em 29 de janeiro de 2021  pelo senador da mansão no Lago Sul de Brasília, avaliada em R$ 5,9 milhões . Até os bolsonaristas chiaram... Foram oferecidos a Flávio juros de 3%, quando os juros dos ...

Raio-x da tortura no regime militar

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A existência de tortura nos porões da ditadura militar é mais do que conhecida. Porém, “Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos americanos”, livro do historiador e professor da USP, Felipe Loureiro, revela como se deu o processo de construção do DOI –Codi, baseado em centenas de telegramas diplomáticos. Tudo começa quando o general Humberto de Souza Melo, comandante do II Exército no truculento período de Garrastazu Médici, procura a Fiesp, liderada por Theobaldo de Nigris, e convida o presidente da General Eletric do Brasil, Thomas Romanach, para começar a recolher o dinheiro. Era o primeiro passo para brasileiros começarem a ser triturados em salas de tortura e vozes tentarem denunciar a barbárie, sobretudo no exterior. O equivalente a acionar a raposa para cuidar do galinheiro na 'luta contra a subversão'. O milico pedia dinheiro para comprar armas, veículos, aparelhos de comunicação e para construir e equipar a sala de torturas. As doações das empresas era...

Brasileira ameaça casal Trump

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  O assunto quentíssimo Amanda Ungaro volta à tona hoje no Yes, nós temos bananas , às 16:30 no Youtube , do qual participo   com os jornalistas José Inácio Werneck e Humberto Borges. Foi seu ex-marido, o empresário Paolo Zampolli (na foto com Amanda) – próximo de Trump desde os anos 90 – quem sugeriu a troca da seleção do Irã pela da Itália. Criticada até pelos inimigos. Zampolli é o representante de Trump que chegou ao Brasil na última sexta-feira e chamou as brasileiras de "putas" e "raça maldita". O empresário  foi casado com a ex-modelo paranaense Amanda Ungaro, 41 anos, que era amiga de Melania Trump. E deixou de ser. As duas foram trazidas par a os EUA por Zampolli, quando   Amanda trabalhava como modelo em Paris. Ao ser contratada por uma agência americana, ela viajou para Nova York, aos 17 anos, em 2002, no " Lolitta Express ", avião de Jeffrey Epstein que transportava as ninfetas.  E agora quer botar a boca no mundo. Amanda teve um filho com Za...

Como enterrar uma candidatura

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  Quando a Folha antecipou informações do plano econômico de Flávio Bolsonaro, eu já tinha ouvido falar sobre o projeto de indexar os reajustes das aposentadorias à inflação, e não ao salário mínimo, como é hoje. E a redução dos investimentos em Saúde e Educação. Argumentos que enchem a vista não só da direita que o apoia, como dos principais jornais do país – como  Estadão e Organizações Globo  -, que já estariam fechados com o filho do capitão por esses e outros motivos. Pois Flávio negou a reportagem, disse que eram fake news – às quais ele está tão habituado, como quando divulgou imagens da era de seu pai  de gente comendo lixo, que atribuiu a Lula. Deve ter sentido na pele o peso  eleitoral  negativo... Como aposentada que sou, eu perderia 2,98% dos reajustes anuais. Isso porque o aumento pela inflação seria de 3,90%, e o pelo salário mínimo, de 6,79%. Para quem já não consegue pagar as contas básicas, seria uma diferença mortal. Isso sem falar...

Futuro do Rio em risco

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  Não resta dúvida de que a gestão de Ricardo Couto (foto), presidente do TJ-RJ, está saneando o antro que virou o Rio de Janeiro sob Claudio Castro. O governador interino já afastou 638 funcionários estaduais e bloqueou R$ 730 milhões que seriam repassados a 16 municípios, provenientes do fundo soberano alimentado pelas receitas de exploração de petróleo e gás. Douglas Ruas (PL), representante do grupo de Castro, foi eleito presidente da Alerj e reivindica assumir o executivo do estado. Só que ontem o ministro Cristiano Zanin decidiu que Couto deve continuar governador até a conclusão do julgamento do STF sobre se as eleições para o cargo tampão serão diretas ou indiretas. O magistrado afirmou em sua decisão que a eleição do deputado Douglas Ruas como presidente da Alerj não altera a decisão do STF de manter Couto como governador em exercício. Isso porque além de ter sido tomada pelo pleno do STF, há uma ação do PDT pedindo a anulação deste pleito, que deveria ter sido decidid...

SOS Terras Raras brasileiras

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  Enquanto Lula assumiu a defesa da nossa soberania, Flávio Bolsonaro pôs nossas terras raras à disposição dos EUA. Pois a recente aquisição da mineradora brasileira Serra Verde por uma empresa norte-americana, com participação da estatal USA Rare Earth – tratada pela mídia como vantajosa – é o mais puro neocolonialismo. Deputados do PSOL já formalizaram uma representação à PGR contra Ronaldo Caiado, governador de Goiás, questionando a legalidade da operação.  As terras raras, matéria-prima para a produção de veículos elétricos, turbinas eólicas e imãs permanentes, são prioridade da era digital que as alçam a um novo petróleo. A China domina a cadeia global e o Brasil vem em seguida. Ativo da Serra Verde, em Goiás, a Pela Ema (foto) - nossa maior mina - pode responder por mais da metade da produção mundial de terras raras pesadas fora da Ásia até 2027. O controle da mina vai permitir aos norte-americanos dominar a cadeia produtiva da mineração à fabricação de ímãs. Em b...

O império do crime organizado

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  Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, precisa livrar de vez o mercado brasileiro da infiltração do crime organizado. Suas reações, porém, têm sido tímidas – como se viu na   CPI do Crime Organizado, onde ele não admitiu o caminho aberto à ilicitude por Roberto Campos Neto. Que passou a expor o país às retaliações dos EUA, de classificar o PCC e CV como organizações terroristas e abriria as portas do Brasil a ações militares do Tio Sam. E, apesar das operações da PF, o BC mantém quase todas as condições de Campos Neto, que  contribuíram para a  proliferação do crime organizado no mercado. Em setembro de 2019, o governo Bolsonaro enviou ao Congresso o PL 5.387, a lei do novo marco legal do câmbio, regulamentada em dezembro de 2022, que retirou dos bancos a responsabilidade compartilhada fixada desde 1962, na Lei nº 4.131. Com ela, as empresas e pessoas físicas podem operar diretamente no mercado de compra e venda de moedas, além de serem simplificadas as...