Os conservadores não se suportam
Foi com indisfarçável prazer que começou, para mim, o desfile das Escolas do Primeiro Grupo. A Acadêmicos de Niterói já abriu sua apresentação com uma história real do Brasil: a atriz que representava a presidente Dilma Rousseff teve sua faixa presidencial surrupiada por seu vice, Michel Temer, que a entrega para um ser ávido pelo poder, Jair Messias Bolsonaro. Se a escola resolvesse se alongar na história do ex-presidente, reproduziria sua tramoia por melhores salários quando planejou explodir a Estação de Tratamento do Guandu e instalações militares. Daquela vez, nem chegou a esquentar lugar na cadeia. E achou que seria sempre assim. Que poderia tramar golpes para derrubar a democracia brasileira e nada lhe aconteceria. Acreditou piamente que seus álibis funcionariam. Só que não funcionaram. E, desde que se viu detido – inicialmente pela sua própria tentativa de destruir a tornozeleira eletrônica -, não tem feito outra coisa senão inventar outro golpe. Para tirá-lo da cadei...