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Reunião que entrega ouro ao bandido

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  A lembrança da colunista Miriam Leitão não poderia ser mais oportuna: hoje fazem seis anos daquela fatídica reunião ministerial (foto) em que, graças ao ministro Celso de Mello, soubemos o que seria o governo Bolsonaro: uma tentativa de destruir a democracia por dentro, como fez Viktor Orbán. Vivíamos o início da   Covid-19 e o presidente já havia afastado o ministro Luiz Henrique Mandetta, que poderia ter aplacado nosso doloroso saldo final de 700 mil mortes. O desministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, propunha passar qualquer legislação ambiental pela porteira quando as atenções da mídia se voltavam para a pandemia. Me lembro de contar 43 os palavrões proferidos naquela reunião pelo então presidente, fora o anúncio de que pretendia mexer na PF antes que ela “fodesse” toda a sua família. E os filhos são os seus mais incondicionais seguidores e sempre deram todo o suporte ao permanente golpismo. Agora, a direita se assanha com Flávio – o  sobrenome estigmatizad...

Democracia em crise

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O cientista político Luis Felipe Miguel defende em recente artigo que a atual crise da democracia começou  em 2016,  com a posse de Donald Trump na presidência dos EUA. De fato, desde então, a   força do poder econômico calou todo o resto. Tanto que Trump patrocinou o quebra-quebra do Capitólio, não foi preso e ainda conseguiu se reeleger em 2024. A polarização que resultou da influência dos algoritmos sobre o planeta se mantém. Tanto lá fora quando aqui dentro, é um permanente FlaFlu. Na segunda-feira a esquerda comemorava a prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE. Bastaram dois dias, porém, para ele ser solto (foto), sem pagar fiança.  Tapa na cara da democracia. Porque o ICE só barbariza com os pobres. Os ricos podem fazer o que quiserem, como continuar nas terras do Tio Sam com documentos vencidos.  Algo parecido acontece com Eduardo Bolsonaro, outro em situação irregular nas terras de Tio Sam que permanece sem ser incomodado pelo ICE. E a guerra dos EUA e ...

Cunha quer voltar a ser dono da direita

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  Até hoje existe a discussão se o impeachment de Dilma Rousseff foi ou não um golpe. A recente entrevista de Eduardo Cunha ao jornal mineiro O tempo, o então presidente da Câmara, não deixa dúvidas. Sim, foi golpe. Só que impetrado a partir de etapas legais. Porque a decisão, que em 31 de agosto completa 10 anos, foi votada pelo Congresso, cuja maioria a impichou.  Com a cara de pau que lhe é peculiar, Cunha admitiu que as pedaladas fiscais não passaram de pretexto para afastar a presidente petista.  Segundo ele, a causa real do impeachment foi a perda de apoio popular e a resistência de Dilma às pressões recebidas pelos parlamentares. Isso sem falar na misoginia predominante.   “Ela fingia que dava e não dava. Tratava com os partidos e não conseguia ou não queria cumprir. Os deputados e senadores não queriam mais o governo do PT”, reconheceu. De fato, o mau humor e autoritarismo da ex-guerrilheira atraía desafetos por onde ela passava. No entanto, ninguém t...

Preso avalizou compra da mansão de Flávio

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  A prisão preventiva  pela PF  ontem do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, levantou outra questão. Foi Costa quem avalizou o financiamento de R$ 5,9 milhões   a Flávio Bolsonaro para a compra de sua mansão no Lago Sul (foto), numa das áreas mais nobres de Brasília. Em 2021, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para a compra do imóvel, avaliado em R$ 5,97 milhões, financiado com juros camaradas entre 3,65% e 3,71% para o imóvel com cerca de 2.400m² e piscina.  Na época, o  banco alegou que a operação seguiu os padrões normais, apesar das vantagens, do perfil do comprador e da exigência de passar pelo crivo da direção. A transação voltou a ser questionada em julho de 2024, quando   o senador   quitou o saldo devedor com estranha rapidez. Ele pagou R$ 3,4 milhões em seis prestações, valores que chegaram a R$ 997 mil em uma única parcela, que extrapolavam os seus vencimentos. A quitação ocorreu,  ainda por ci...

Beto Louco não assume vínculo com PCC

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  Após o desastre da CPI do Crime Organizado e da inexistência de avanços quanto à CPI do Master, os advogados José Luís de Oliveira Lima, o Juca, e Celso Vilardi se distraem na montagem das delações premiadas de seus três clientes: Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel e Roberto Augusto Leme da Silva, o Beto Louco (foto), foragido na Líbia. Os caminhos para uma delação premiada deveriam ser traçados pela PGR – como foi na Lava Jato -, e não por um consórcio de advogados. Por enquanto, é o que temos. E, no caso do Beto Louco, a PGJ de São Paulo já negou  por unanimidade  a proposta dos defensores. O empresário foi pego com a boca na botija pela Operação Carbono Oculto em agosto de 2025, quando, pela primeira vez, eram detectadas conexões entre a Faria Lima e o PCC. Que daí em diante voltaram a ser verificada em outras ocasiões. Justamente do filé mignon, que é essa conexão criminosa, que Beto Louco quer escapar. E assim como já sabemos que Vorcaro pretende ressarcir os ro...

Ramagem: fiança ou deportação?

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  A polarização política que ainda impera no Brasil foi capaz de transformar a prisão de Alexandre Ramagem – integrante do núcleo crucial golpista, com condenação transitada em julgado a 16 anos de prisão -, em santinho de pau oco que apenas cometeu uma infração qualquer de ordem burocrática. Para bolsonaristas como ele, Ramagem merece, ao invés de estar detido entre quatro paredes e uma grade, aproveitar a vida em Orlando numa casa de frente para o lago, com cinco quartos, avaliada em R$ 4,5 milhões. Ele é tão bonzinho... Pois foi a colunista Míriam Leitão que achou o caminho das pedras. O serviço de imigração dos EUA e autoridades brasileiras souberam da detenção do ex-diretor da Abin por um delegado brasileiro lotado no ICE, que procura foragidos da Justiça entre imigrantes ilegais. Como é Ramagem. Como se sabe, ele fugiu  por Roraima  antes de ser condenado, onde sua mulher é procuradora do Estado. Ainda por cima, com ajuda de garimpeiros, o que agrava sua situa...

EUA querem fazer do Brasil um quintal

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  O secretário de Guerra norte-americano, Pete Hegseth (foto), acaba de fazer uma declaração que é uma ameaça à América Latina e sobretudo ao Brasil. “O espaço vital dos EUA exigem a criação de uma nova unidade, que é a Grande América", algo semelhante à ideia de Grande Israel por Netanyahu. Com vocabulário nazista, ele explica que o espaço vital dos EUA exige que todos os territórios das Américas sejam relacionados direta ou indiretamente aos EUA. “A fronteira é a Amazônia”, acrescenta  Hegseth , o que inclui as terras raras e o petróleo brasileiros. O discurso revela que os EUA veem na América Latina a única possibilidade de impedir a decadência final do império americano, ou, já que será impossível competir por outros mercados, os EUA tentarão assegurar a América Latina como seu quintal efetivo. E à ideia de que terão acesso livre às terras raras e ao petróleo produzido pelo Brasil. Amazônia é o grande desejo nada secreto do atual governo norte-americano. Seu sonho de...