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Raio-x da tortura no regime militar

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A existência de tortura nos porões da ditadura militar é mais do que conhecida. Porém, “Olhares ianques: a ditadura brasileira nos arquivos americanos”, livro do historiador e professor da USP, Felipe Loureiro, revela como se deu o processo de construção do DOI –Codi, baseado em centenas de telegramas diplomáticos. Tudo começa quando o general Humberto de Souza Melo, comandante do II Exército no truculento período de Garrastazu Médici, procura a Fiesp, liderada por Theobaldo de Nigris, e convida o presidente da General Eletric do Brasil, Thomas Romanach, para começar a recolher o dinheiro. Era o primeiro passo para brasileiros começarem a ser triturados em salas de tortura e vozes tentarem denunciar a barbárie, sobretudo no exterior. O equivalente a acionar a raposa para cuidar do galinheiro na 'luta contra a subversão'. O milico pedia dinheiro para comprar armas, veículos, aparelhos de comunicação e para construir e equipar a sala de torturas. As doações das empresas era...

Brasileira ameaça casal Trump

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  O assunto quentíssimo Amanda Ungaro volta à tona hoje no Yes, nós temos bananas , às 16:30 no Youtube , do qual participo   com os jornalistas José Inácio Werneck e Humberto Borges. Foi seu ex-marido, o empresário Paolo Zampolli (na foto com Amanda) – próximo de Trump desde os anos 90 – quem sugeriu a troca da seleção do Irã pela da Itália. Criticada até pelos inimigos. Zampolli é o representante de Trump que chegou ao Brasil na última sexta-feira e chamou as brasileiras de "putas" e "raça maldita". O empresário  foi casado com a ex-modelo paranaense Amanda Ungaro, 41 anos, que era amiga de Melania Trump. E deixou de ser. As duas foram trazidas par a os EUA por Zampolli, quando   Amanda trabalhava como modelo em Paris. Ao ser contratada por uma agência americana, ela viajou para Nova York, aos 17 anos, em 2002, no " Lolitta Express ", avião de Jeffrey Epstein que transportava as ninfetas.  E agora quer botar a boca no mundo. Amanda teve um filho com Za...

Como enterrar uma candidatura

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  Quando a Folha antecipou informações do plano econômico de Flávio Bolsonaro, eu já tinha ouvido falar sobre o projeto de indexar os reajustes das aposentadorias à inflação, e não ao salário mínimo, como é hoje. E a redução dos investimentos em Saúde e Educação. Argumentos que enchem a vista não só da direita que o apoia, como dos principais jornais do país – como  Estadão e Organizações Globo  -, que já estariam fechados com o filho do capitão por esses e outros motivos. Pois Flávio negou a reportagem, disse que eram fake news – às quais ele está tão habituado, como quando divulgou imagens da era de seu pai  de gente comendo lixo, que atribuiu a Lula. Deve ter sentido na pele o peso  eleitoral  negativo... Como aposentada que sou, eu perderia 2,98% dos reajustes anuais. Isso porque o aumento pela inflação seria de 3,90%, e o pelo salário mínimo, de 6,79%. Para quem já não consegue pagar as contas básicas, seria uma diferença mortal. Isso sem falar...

Futuro do Rio em risco

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  Não resta dúvida de que a gestão de Ricardo Couto (foto), presidente do TJ-RJ, está saneando o antro que virou o Rio de Janeiro sob Claudio Castro. O governador interino já afastou 638 funcionários estaduais e bloqueou R$ 730 milhões que seriam repassados a 16 municípios, provenientes do fundo soberano alimentado pelas receitas de exploração de petróleo e gás. Douglas Ruas (PL), representante do grupo de Castro, foi eleito presidente da Alerj e reivindica assumir o executivo do estado. Só que ontem o ministro Cristiano Zanin decidiu que Couto deve continuar governador até a conclusão do julgamento do STF sobre se as eleições para o cargo tampão serão diretas ou indiretas. O magistrado afirmou em sua decisão que a eleição do deputado Douglas Ruas como presidente da Alerj não altera a decisão do STF de manter Couto como governador em exercício. Isso porque além de ter sido tomada pelo pleno do STF, há uma ação do PDT pedindo a anulação deste pleito, que deveria ter sido decidid...

SOS Terras Raras brasileiras

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  Enquanto Lula assumiu a defesa da nossa soberania, Flávio Bolsonaro pôs nossas terras raras à disposição dos EUA. Pois a recente aquisição da mineradora brasileira Serra Verde por uma empresa norte-americana, com participação da estatal USA Rare Earth – tratada pela mídia como vantajosa – é o mais puro neocolonialismo. Deputados do PSOL já formalizaram uma representação à PGR contra Ronaldo Caiado, governador de Goiás, questionando a legalidade da operação.  As terras raras, matéria-prima para a produção de veículos elétricos, turbinas eólicas e imãs permanentes, são prioridade da era digital que as alçam a um novo petróleo. A China domina a cadeia global e o Brasil vem em seguida. Ativo da Serra Verde, em Goiás, a Pela Ema (foto) - nossa maior mina - pode responder por mais da metade da produção mundial de terras raras pesadas fora da Ásia até 2027. O controle da mina vai permitir aos norte-americanos dominar a cadeia produtiva da mineração à fabricação de ímãs. Em b...

O império do crime organizado

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  Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, precisa livrar de vez o mercado brasileiro da infiltração do crime organizado. Suas reações, porém, têm sido tímidas – como se viu na   CPI do Crime Organizado, onde ele não admitiu o caminho aberto à ilicitude por Roberto Campos Neto. Que passou a expor o país às retaliações dos EUA, de classificar o PCC e CV como organizações terroristas e abriria as portas do Brasil a ações militares do Tio Sam. E, apesar das operações da PF, o BC mantém quase todas as condições de Campos Neto, que  contribuíram para a  proliferação do crime organizado no mercado. Em setembro de 2019, o governo Bolsonaro enviou ao Congresso o PL 5.387, a lei do novo marco legal do câmbio, regulamentada em dezembro de 2022, que retirou dos bancos a responsabilidade compartilhada fixada desde 1962, na Lei nº 4.131. Com ela, as empresas e pessoas físicas podem operar diretamente no mercado de compra e venda de moedas, além de serem simplificadas as...

Reunião que entrega ouro ao bandido

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  A lembrança da colunista Miriam Leitão não poderia ser mais oportuna: hoje faz seis anos daquela fatídica reunião ministerial (foto) em que, graças ao ministro Celso de Mello, soubemos o que seria o governo Bolsonaro: uma tentativa de destruir a democracia por dentro, como fez Viktor Orbán. Vivíamos o início da   Covid-19 e o presidente já havia afastado o ministro Luiz Henrique Mandetta, que poderia ter aplacado nosso doloroso saldo final de 700 mil mortes. O desministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, propunha passar qualquer legislação ambiental pela porteira quando as atenções da mídia se voltavam para a pandemia. Me lembro de contar 43 os palavrões proferidos naquela reunião pelo então presidente, fora o anúncio de que pretendia mexer na PF antes que ela “fodesse” toda a sua família. E os filhos são os seus mais incondicionais seguidores e sempre deram todo o suporte ao permanente golpismo. Agora, a direita se assanha com Flávio – o  sobrenome estigmatizado ...