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Futuro do Rio em risco

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  Não resta dúvida de que a gestão de Ricardo Couto (foto), presidente do TJ-RJ, está saneando o antro que virou o Rio de Janeiro sob Claudio Castro. O governador interino já afastou 638 funcionários estaduais e bloqueou R$ 730 milhões que seriam repassados a 16 municípios, provenientes do fundo soberano alimentado pelas receitas de exploração de petróleo e gás. Douglas Ruas (PL), representante do grupo de Castro, foi eleito presidente da Alerj e reivindica assumir o executivo do estado. Só que ontem o ministro Cristiano Zanin decidiu que Couto deve continuar governador até a conclusão do julgamento do STF sobre se as eleições para o cargo tampão serão diretas ou indiretas. O magistrado afirmou em sua decisão que a eleição do deputado Douglas Ruas como presidente da Alerj não altera a decisão do STF de manter Couto como governador em exercício. Isso porque além de ter sido tomada pelo pleno do STF, há uma ação do PDT pedindo a anulação deste pleito, que deveria ter sido decidid...

SOS Terras Raras brasileiras

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  Enquanto Lula assumiu a defesa da nossa soberania, Flávio Bolsonaro pôs nossas terras raras à disposição dos EUA. Pois a recente aquisição da mineradora brasileira Serra Verde por uma empresa norte-americana, com participação da estatal USA Rare Earth – tratada pela mídia como vantajosa – é o mais puro neocolonialismo. Deputados do PSOL já formalizaram uma representação à PGR contra Ronaldo Caiado, governador de Goiás, questionando a legalidade da operação.  As terras raras, matéria-prima para a produção de veículos elétricos, turbinas eólicas e imãs permanentes, são prioridade da era digital que as alçam a um novo petróleo. A China domina a cadeia global e o Brasil vem em seguida. Ativo da Serra Verde, em Goiás, a Pela Ema (foto) - nossa maior mina - pode responder por mais da metade da produção mundial de terras raras pesadas fora da Ásia até 2027. O controle da mina vai permitir aos norte-americanos dominar a cadeia produtiva da mineração à fabricação de ímãs. Em b...

O império do crime organizado

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  Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, precisa livrar de vez o mercado brasileiro da infiltração do crime organizado. Suas reações, porém, têm sido tímidas – como se viu na   CPI do Crime Organizado, onde ele não admitiu o caminho aberto à ilicitude por Roberto Campos Neto. Que passou a expor o país às retaliações dos EUA, de classificar o PCC e CV como organizações terroristas e abriria as portas do Brasil a ações militares do Tio Sam. E, apesar das operações da PF, o BC mantém quase todas as condições de Campos Neto, que  contribuíram para a  proliferação do crime organizado no mercado. Em setembro de 2019, o governo Bolsonaro enviou ao Congresso o PL 5.387, a lei do novo marco legal do câmbio, regulamentada em dezembro de 2022, que retirou dos bancos a responsabilidade compartilhada fixada desde 1962, na Lei nº 4.131. Com ela, as empresas e pessoas físicas podem operar diretamente no mercado de compra e venda de moedas, além de serem simplificadas as...

Reunião que entrega ouro ao bandido

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  A lembrança da colunista Miriam Leitão não poderia ser mais oportuna: hoje faz seis anos daquela fatídica reunião ministerial (foto) em que, graças ao ministro Celso de Mello, soubemos o que seria o governo Bolsonaro: uma tentativa de destruir a democracia por dentro, como fez Viktor Orbán. Vivíamos o início da   Covid-19 e o presidente já havia afastado o ministro Luiz Henrique Mandetta, que poderia ter aplacado nosso doloroso saldo final de 700 mil mortes. O desministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, propunha passar qualquer legislação ambiental pela porteira quando as atenções da mídia se voltavam para a pandemia. Me lembro de contar 43 os palavrões proferidos naquela reunião pelo então presidente, fora o anúncio de que pretendia mexer na PF antes que ela “fodesse” toda a sua família. E os filhos são os seus mais incondicionais seguidores e sempre deram todo o suporte ao permanente golpismo. Agora, a direita se assanha com Flávio – o  sobrenome estigmatizado ...

Democracia em crise

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O cientista político Luis Felipe Miguel defende em recente artigo que a atual crise da democracia começou  em 2016,  com a posse de Donald Trump na presidência dos EUA. De fato, desde então, a   força do poder econômico calou todo o resto. Tanto que Trump patrocinou o quebra-quebra do Capitólio, não foi preso e ainda conseguiu se reeleger em 2024. A polarização que resultou da influência dos algoritmos sobre o planeta se mantém. Tanto lá fora quando aqui dentro, é um permanente FlaFlu. Na segunda-feira a esquerda comemorava a prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE. Bastaram dois dias, porém, para ele ser solto (foto), sem pagar fiança.  Tapa na cara da democracia. Porque o ICE só barbariza com os pobres. Os ricos podem fazer o que quiserem, como continuar nas terras do Tio Sam com documentos vencidos.  Algo parecido acontece com Eduardo Bolsonaro, outro em situação irregular nas terras de Tio Sam que permanece sem ser incomodado pelo ICE. E a guerra dos EUA e ...

Cunha quer voltar a ser dono da direita

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  Até hoje existe a discussão se o impeachment de Dilma Rousseff foi ou não um golpe. A recente entrevista de Eduardo Cunha ao jornal mineiro O tempo, o então presidente da Câmara, não deixa dúvidas. Sim, foi golpe. Só que impetrado a partir de etapas legais. Porque a decisão, que em 31 de agosto completa 10 anos, foi votada pelo Congresso, cuja maioria a impichou.  Com a cara de pau que lhe é peculiar, Cunha admitiu que as pedaladas fiscais não passaram de pretexto para afastar a presidente petista.  Segundo ele, a causa real do impeachment foi a perda de apoio popular e a resistência de Dilma às pressões recebidas pelos parlamentares. Isso sem falar na misoginia predominante.   “Ela fingia que dava e não dava. Tratava com os partidos e não conseguia ou não queria cumprir. Os deputados e senadores não queriam mais o governo do PT”, reconheceu. De fato, o mau humor e autoritarismo da ex-guerrilheira atraía desafetos por onde ela passava. No entanto, ninguém t...

Preso avalizou compra da mansão de Flávio

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  A prisão preventiva  pela PF  ontem do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, levantou outra questão. Foi Costa quem avalizou o financiamento de R$ 5,9 milhões   a Flávio Bolsonaro para a compra de sua mansão no Lago Sul (foto), numa das áreas mais nobres de Brasília. Em 2021, o BRB liberou R$ 3,1 milhões para a compra do imóvel, avaliado em R$ 5,97 milhões, financiado com juros camaradas entre 3,65% e 3,71% para o imóvel com cerca de 2.400m² e piscina.  Na época, o  banco alegou que a operação seguiu os padrões normais, apesar das vantagens, do perfil do comprador e da exigência de passar pelo crivo da direção. A transação voltou a ser questionada em julho de 2024, quando   o senador   quitou o saldo devedor com estranha rapidez. Ele pagou R$ 3,4 milhões em seis prestações, valores que chegaram a R$ 997 mil em uma única parcela, que extrapolavam os seus vencimentos. A quitação ocorreu,  ainda por ci...