Aqui não, jacaré
Já sabemos que n em o céu é o limite para Donald Trump, depois que pediu, e conseguiu, reverter a suspensão de um jogador de futebol americano (só não escapou da derrota para a Bélgica). Ainda assim, assusta ouvir dele que as eleições no Brasil serão seu próximo alvo, após a Colômbia, Peru e Honduras tombarem para a direita. Dois cientistas políticos, porém, atestam que nesse caso as coisas não são bem assim... Para Christian Lynch, há um “exagero político” sobre a suposta influência do líder republicano nesse quadro. Primeiro, porque essa alternância entre direita e esquerda é uma lógica das Américas. Nesse momento a direita avança, sim, no continente, que vive um novo ciclo conservador. Só que as ondas rosas sucedem as ondas azuis. Entretanto, nenhuma analogia abarca o fenômeno chamado Lula. A maior parte dos presidentes progressistas latino-americanos representa coalizões ideológicas. Lula representa uma coalizão social, diferença decisiva. O presidente brasi...