Cavando a cova da própria turma
Pensei que a obra logo poderia cair no esquecimento por ser datada, e o produtor editorial de fato avaliou que
se o ex-presidente perdesse as eleições nunca mais se falaria dele. Ledo
engano. O que importa aos brasileiros saber que ele melhorou dos soluços após se
submeter a uma cirurgia?
Acertou quem disse:
nada. A notícia, porém, está lá, estampada em todos os jornais e mídias
sociais. E seus filhos ainda se queixam de que o pai – admirador explícito do
coronel Brilhante Ustra – está sendo submetido à tortura. Cujo mais forte
componente é o ruído do ar condicionado na unidade da PF onde está detido.
Parece piada.
Soubemos também que ele caiu da cama enquanto dormia - quantos prisioneiros têm de passar as noites em pé por falta de espaço nas celas para deitarem? - e só na segunda foi identificada uma leve contusão. Os advogados pediram uma volta ao hospital, negada por Moraes.
Imaginem se Lula fizesse algo parecido durante sua prisão?
Como se sabe, o que
começou a alavancar sua improvável candidatura à presidência foram as maciças
recepções em aeroportos, onde era aclamado como “mito”, graças ao domínio que
aprendeu a fazer sobre as redes sociais.
Até então, seu
currículo ostentava a prisão por uns dias quando ameaçou explodir a estação de
tratamento do Guandu por melhores salários no Exército. Não haveria de ser por
ter passado 27 anos como deputado federal sem apresentar um único projeto útil à população.
Ele atuava como despachante de causas militares e deixou bem claro quem era quando aclamou Ustra na votação do impeachment de Dilma Rousseff. O que ele jamais poderia prever era virar vítima de quaisquer falhas nos direitos humanos que tanto atacava.
Sua sorte é que ainda estamos numa democracia. O que não ocorreria se ele fosse reeleito.
Estatisticamente, daquela multidão de seguidores restam apenas 12%, que mantêm forte capacidade de fazer barulho. E, graças a sua onipotência, indicou o enrolado filho Flávio para concorrer à presidência este ano. Enquanto Tarcísio de Freitas, favorito do mercado e do Centrão, se restringe a um obsequioso apoio ao primogênito do clã.
Após prejudicar
tanto seu país – talvez um dos maiores danos seja as 700 mil mortes na pandemia,
quando muitas delas poderiam ter sido evitadas – Bolsonaro nos presenteia com a divisão da direita. Ela é forte porque é rica, entretanto, se
fragiliza pela sua falta de coesão. E coerência.
Sem planejar, ele pode
ter cavado a cova da própria turma.

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirO inominável, mesmo preso , atormenta como sempre foi característica da vida dele.
Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirO inominável, mesmo preso , atormenta como sempre foi característica da vida dele.
Leco Góes
ResponderExcluirEsse livro é o relato do inacreditável. O Brasil passou por isso, e ainda passa.
Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirA tristeza é que mesmo preso, continue a incomodar tanto. Caiu da cama e virou notícia.
Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirTristemente o bolsonaro não cansa de atormentar o mundo.
Belinha Almeida
ResponderExcluirEnquanto ficar citando, vai ficar ressuscitando. Tem mais é que cair no ostracismo.
ResponderExcluirCelina Côrtes
Pois é, papel que tb estou fazendo, apesar de criticamente
Maria Helena
ResponderExcluirE EI A GRANDE DIFERENÇA: ENQUANTO MEU VEINHO TRABALHA PELO POVO BRASILEIRO ... O ESTRUPÍCIO TRABALHA PARA ATAZANAR O POVO BRASILEIRO...
ResponderExcluirMaria Helena
OBS : DEPOIS FALO MAIS ..TÔ INDO PARA O DESPERTA ...👀🌻
Eduardo Meksenas
ResponderExcluirDedo polegar em aprovação
Marli Silva Alves
ResponderExcluirDão muito espaço pra um nada como esse inútil.
ResponderExcluirJorge Lúcio de Carvalho Pinto
Ele pode ter cavado a cova da própria turma. Oxalá , sim
Carlos Minc
ResponderExcluir]🤔💪🏾😍💃🏿🪘🦋🌴🌏🙏🏼💥🚴🏽♀️💪🏾💪🏾💪🏾