Como reduzir a violência no Rio

 


O novo Mapa do Crime do Rio de Janeiro 2024, produzido pelo Fogo Cruzado e pelo Geni da UFF - feito a partir dos 700 mil registros do Disque Denúncia ligados a tráfico e milícia - agora traz dois tipos de presença dos grupos armados no estado: o do controle e o da influência.

O controle é quando o grupo domina uma área, e a influência quando a presença é parcial ou não permanente. 

O estudo fornece os subsídios para que governadores resolvam o problema da criminalidade no estado não por operações de matança, como tem ocorrido, sem nenhum resultado, e sim com planos e ações nas ruas que envolvam todas as polícias, a partir de muita investigação e metas.

Em 18% das 22 cidades do Grande Rio há presença de grupos armados, 14% deles sob o controle e 4% sob a influência. Isso corresponde a uma área total onde vivem 35% da população da Região Metropolitana do Rio, ou 4 milhões de pessoas. São 3.400.000 sob controle e 600 mil sob influência.  

Já a milícia controla 49% das áreas e o Comando Vermelho, 47%. O resto é Terceiro Comando Puro (TCP).

Essa maioria de milicianos está em áreas da Zona Oeste, menos habitadas, para onde os grupos cresceram nos últimos 20 anos. Porém, mais gente vive na presença do CV, cuja força está em áreas muito habitadas, como o leste metropolitano, as regiões de São Gonçalo e Zona Norte do Rio.

A situação do Rio é crítica: 31% vivem em áreas controladas, 1/3 da capital está ocupada por esses grupos. De cada dez cariocas, quatro convivem com a presença de algum grupo armado. Dados dos mapas, iniciados em 2004, mostram que as milícias e facções não param de crescer e esse é o resultado da política de segurança do estado.

O cruzamento dos dados do mapa com informações do censo do IBGE mostra que a população que vive em áreas dominadas por esses grupos ganha em media R$ 1.267,00, enquanto os de regiões não dominadas recebem R$ 3.521,00.

A violência armada gera desigualdade salarial e educacional. E não é só a extorsão com luz, gás, transporte e TV por assinatura. As crianças que vivem nessas áreas frequentam menos as escolas e a população tem menos acesso à saúde.

Os mapas anteriores registravam que o crescimento, sobretudo do CV e das milícias, se deu por ‘colonização’, com ocupação de novas áreas. Só que com as áreas já ocupadas, a colonização evoluiu para a conquista. 

O que significa que, para crescer, um grupo precisa tomar as áreas dos outros grupos, gerando tiroteios e caos, como têm ocorrido na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes.

Acorda Cláudio Castro!

 

 

Comentários

  1. Maria Da Silveira Lobo
    Bom resumo da tragédia.

    ResponderExcluir
  2. Elizabeth Lobo Borba
    O Desgovernador só pensa em $$$, agora o foco é ser Senador!
    Não podemos deixar!!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, mas com o orçamento secreto continuando a dar as regras vai ser difícil mudar...

      Excluir
  3. Carlos Minc
    😟😟🫩🫩🤔🤔
    🌏🌻💃🏿💪🏾🙏🏼🦋🌴🪂

    ResponderExcluir
  4. Isabel Pacheco
    Celina, o quase ex-governador CC sabe de tudo. Consta, inclusive, que ele tem relações bem próximas aqui ou ali. Ele só se faz de cego por interesse político.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Trump é o Hitler do século 21

Gonet confraterniza com bolsonaristas

Lá vem o Plebiscito Popular Nacional