Cortinas de fumaça ao Caso Epstein

 


Invasão da Venezuela, sequestro do ditador Maduro, ameaças de invasão à Groenlândia, tarifaços. (Curiosamente, não houve uma palavra sequer sobre o recente acordo ratificado entre o Mercosul e a União Europeia). Existe um motivo maior para que o show - dominante das manchetes internacionais - de Donald Trump não possa parar.

O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) divulgou recentemente novos documentos sobre o Caso Epstein, o que ajuda a explicar a resistência por Trump à pressão do Congresso para tornar esse material público: os arquivos liberados contêm centenas de menções ao presidente, além de registros que contradizem informações anteriores.

Trump sempre negou qualquer proximidade relevante com Epstein e afirmou que nunca tinha viajado no jato do financista (foto), conhecido como Lolita Express, e que as acusações seriam invenções de adversários políticos.

Os novos documentos indicam o que promotores federais já tinham concluído em 2020, que Trump voou no avião mais vezes do que se sabia, justo no período que embasaria o processo contra Ghislaine Maxell, a sócia e amante de Epstein condenada por tráfico sexual de menores.

Os arquivos mostram que a relação entre Trump e Epstein foi monitorada por anos pelas autoridades, o que enfraquece a narrativa de que o vínculo teria sido irrelevante.

A reação política foi imediata. Parlamentares dos democráticos e republicanos dizem que a liberação parcial dos documentos revela incoerências entre as afirmações públicas do governo com o conteúdo real dos arquivos.

O Congresso prepara novas intimações para forçar a divulgação completa do material ainda sob sigilo. O conflito esquentou com a descoberta de que mais de um milhão de documentos adicionais ligados ao caso ainda estão sob análise do FBI e de promotores de Nova York.

O DOJ alega que os atrasos se devem a proteger vítimas e revisar dados mais críticos, vistos no início como uma tentativa ilimitada dos políticos de ganhar tempo.

No Congresso, a nova divulgação alterou o cálculo estratégico. Até republicanos defendem pressionar o governo por transparência total, argumentando que a credibilidade das instituições depende da revelação completa dos fatos.  

Os novos Epstein files não encerram o caso, pelo contrário. Ampliam o desgaste político e reforçam as suspeitas sobre a resistência inicial de Trump à divulgação. Garantem que o tema continuará no centro do debate público.

Ou seja, o que se viu até agora é apenas o começo.

(Fonte professor e colunista Oliver Stuenkel)

Comentários

  1. Carlos Minc
    😟🫩🤔
    💃🏿💃🏿💃🏿🌏🌏🌏🪂🪂🪂🙏🏼🙏🏼🙏🏼🦋🦋🦋💪🏾💪🏾💪🏾

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