Favoritismo que se explica


 

Em dois anos, 17,4 milhões de brasileiros saíram da pobreza, quantidade que equivale à população do Equador, segundo estudo da FGV. O ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi de 74%, maior que entre 2003 e 2014. No mesmo período de dois anos, parcelas das classes A, B e C cresceram 8,44%.

E, em 2025, o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome – ao qual havia voltado com o governo Bolsonaro, conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Já a taxa de desemprego ficou em 6,2% no fim de 2025, menor índice já apurado desde o início da série histórica, em 2012.

Também houve uma queda significativa entre os cadastrados no Bolsa Família em 2025, que passou a abrigar 19,6 milhões de famílias, a menor adesão desde 2022. A redução é atribuída, entre outros fatores, ao aumento da renda familiar acima do limite permitido entre os que recebem o benefício.

Já os índices de desmatamento, que cresceram em progressão geométrica na gestão anterior, diminuíram 32,4% de 2023 para 2024, segundo o Relatório Anual do Desmatamento do MapBiomas. Para completar, pela primeira vez no governo a inflação fechou em 4,26% em 2025, segundo o IBGE. 

Até aqui, falamos do social e de números.

Apesar das tentativas de Eduardo Bolsonaro de impor um tarifaço ao país pelos EUA em troca da liberdade do seu pai, Lula conseguiu abrir diálogo com Donald Trump que iniciou não só a normalização de várias tarifas, como o fim da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes – nosso padroeiro da democracia – e sua família.

Lula protagonizou nossa soberania, enquanto bolsonaristas e governadores de direita aplaudem as bravatas trumpistas.

Como se não bastasse, em 2025 o Brasil perdeu sua virgindade para o Oscar de Melhor Filme Internacional com “Ainda estou aqui”, de Walter Salles. Também pela primeira vez, uma atriz brasileira, Fernanda Torres, levou o Globo de Ouro no mesmo filme, o que voltou a acontecer esse ano com Wagner Moura em “Agente Secreto”, que também levou o Melhor Filme de Língua Internacional. 

Mudança de paradigma cultural.

Tudo isso explica o favoritismo de Lula na primeira pesquisa de opinião do ano, do Meio/Idea. O presidente vence em todos os cenários. Entre 11 candidatos, incluindo o presidiário, ele tem 32% dos votos e 9,5% para Bolsonaro.

Se o pleito fosse hoje, seriam 40,2% com Lula e 32.7% com Tarcísio de Freitas – o candidato rejeitado pela direita. A disputa mais acirrada se daria no segundo turno, com 44,4% para o presidente e 42,1% para o governador de São Paulo.

 

Comentários

  1. Carlos Minc
    💪🏾💪🏾💃🏿💃🏿🙏🏼🙏🏼🌏🌏😍😍🪘🪘🪂🪂🌴🌴💥💥

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