Um câncer ainda sem cura
“A democracia só vai existir quando o STF for fechado. Nunca existiu ditadura e nem tortura no Brasil. Nunca houve tentativa de golpe, a prisão de Bolsonaro e dos generais é completamente injusta. O governo Lula é comunista e só faz roubar o povo brasileiro”. Esse foi o teor da estarrecedora conversa do meu marido com um funcionário dos Correios.
Mais uma vítima da lavagem cerebral sofrida pelos bolsonaristas, cuja análise, do professor de História e do Programa de Pós Graduação em Direitos Humanos da IFSP, Thomas de Toledo, sintetizo abaixo.
"O
bolsonarismo não é apenas uma posição política conservadora ou um alinhamento
eleitoral circunstancial. Ele opera como um sistema de doutrinação emocional
que substitui análise da realidade por pertencimento, crítica por fidelidade e
política por guerra cultural permanente.
Sua força não está em ideias consistentes, mas na repetição obsessiva de slogans simples, no medo fabricado e na criação de inimigos imaginários. Essa é a pedagogia do ressentimento, aplicada dia após dia, até que o pensamento crítico seja tratado como traição. No centro desse processo está o chamado gabinete do ódio, uma engrenagem de comunicação baseada em choque, desinformação, assédio e pânico moral.
Não se trata de convencer pelo argumento, mas de saturar o espaço
público com ruído, desumanizar o adversário e transformar qualquer fato
inconveniente em conspiração. A lógica é simples. Se tudo é mentira, nada
precisa ser provado. Se todo crítico é inimigo, nenhum debate é necessário. A
realidade passa a ser aquilo que confirma a identidade do grupo. O pânico moral
dá o sentido de urgência.
O chamado
olavismo está por traz dessa doutrinação ideológica. O ex-astrólogo que morreu
de Covid sendo um negacionista do vírus foi quem deu a orientação intelectual.
Seu pensamento costuma ser vendido como filosofia, mas isso é um rótulo vazio.
O olavista busca vencer o inimigo imaginário. Um pensa. O outro reage.
O bolsonarismo se apresenta como defensor da pátria enquanto idolatra países estrangeiros, líderes externos e interesses imperialistas que historicamente exploraram países periféricos como o Brasil.
É
um nacionalismo de fachada, que bate continência à bandeira dos EUA e reza para que Israel cometa seus genocídios. Despreza a
soberania econômica, a indústria nacional, a ciência e o serviço público. O
discurso é verde e amarelo. A prática é a submissão, alimentada pelo complexo
de vira-latas, ódio à cultura e à identidade do povo brasileiro.
Tudo o que
acusam os supostos comunistas de fazer, é na verdade o que a ideologia
bolsonarista promove: a ignorância, o fanatismo e a tirania.

O bolsonarismo é a expressão máxima da perigosa mistura de ignorância com fanatismo. Não permite argumentar e até pensar.
ResponderExcluirLuciana Saragiotto
ResponderExcluirPiores seres humanos existentes.
E um foi presidente uma vez.
Cesar Pinho
ResponderExcluirPerfeito!
Donde se conclui que o Bolsonarismo é uma reunião de brasileiros imbecis idiotizados e cujos cérebros não são capazes de identificar formas convexas, enxergam apenas o plano, que pode ser não apenas a terra plana, mas também a corrupção e o roubo.
Celeste Cintra
ResponderExcluirO preocupante é que essa posição completamente desfocada permeia muito mais do que se pensa. As pessoas não percebem o real por dificuldade ou por não terem interesse. A meu ver a lavagem da Internet, a falta de leitura explica parte disso, mas não tudo. Temo esse caminho quando vejo os mais conscientes apenas observando. Preocupante
Basta dizer que o calhorda do Flávio está crescendo nas pesquisas
ExcluirFernando Salu
ResponderExcluirbrilhante
Felipe Albano
ResponderExcluirCaramba, Fechar o STF ? essa é uma solução quase militar. Se o João Figueiredo fosse vivo, ele iria gostar. PRENDO E ARREBENTO.
Tereza Cristina Levy
ResponderExcluirPerfeito O texto deles é sempre o mesmo …a mesmíssima enxurrada de palavras baseadas em argumentos risíveis Acho que é um chip implantado em cabeças vazias
Maria De Fatima Soares
ResponderExcluirHerança bolsonarista...total alienação😡😡😡😡😡
ResponderExcluirJorge Lúcio de Carvalho Pinto
• 1º
Jornalista/Redator
10 h
É, digo que é uma doença que impregna o cérebro de algumas pessoas (muitas, na verdade). Eu não consigo compreender como isso se opera. Só sei que o mundo mudou. As pessoas estão muito impressionadas com poder: midiático, político, bélico e tudo asseverado pelas redes sociais. E é tudo extremo e ilógico; grupos que conversam nas ruas com ETs e cultuam pneus. Ainda bem que o mundo é cíclico, o que nos faz acreditar que isso vai mudar. Por enquanto, vamos eleger políticos preocupados com as causas da sociedade. Vamos mudar esse Congresso que só contribui para esse comportamento doente e nada pelo país
Com Flávio crescendo nas intenções de voto, é uma constatação do quanto essa doença ainda graça, uma praga que não acaba nunca
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