Eleições 2026: alívio ou ressentimento?
O Brasil chega à eleição de 2026 com a contradição de bons indicadores macroeconômicos, e a sensação de aperto no dia-a-dia. O crescimento projetado está em torno de 2,3%, desemprego baixo e a inflação na meta. Já
a taxa Selic em 15% corrói o orçamento das famílias, sobretudo da classe
média. É como se ela trabalhasse para pagar juros.
E a polarização será absoluta.
Lula
entra na disputa com a vantagem da máquina federal, da memória social de quatro mandatos, do antibolsonarismo e da legitimidade democrática. A ausência de um projeto de futuro em linguagem simples e a tendência de reagir
em vez de pautar são suas maiores vulnerabilidades.
E há o risco de subestimar o poder digital da direita. Esta eleição terá
inteligência artificial, vídeo curto, rede religiosa, indignação moral e contágio emocional em escala inédita.
Flávio
Bolsonaro herda marca, base e ecossistema. O sobrenome mobiliza o
conservadorismo religioso, o bolsonarismo digital, a direita ligada ao
agronegócio e às forças de segurança.
Para
vencer é preciso reduzir a rejeição fora da base. Para isso, há a ‘operação Flávio
moderado’, tentativa de reembalar a candidatura com estética de direita
responsável, palatável ao mercado financeiro e ao eleitor urbano de centro que
rejeita o radicalismo, mas também rejeita o PT.
Só que é moderação fake, e a campanha adversária tentará deixar isso evidente. O
histórico do clã Bolsonaro, incluindo o caso das rachadinhas e as relações com
milicianos amplamente documentadas pesam menos sobre a base dura, mais sobre o
eleitor de centro que precisa ser conquistado.
A eleição será decidida pelas emoções que mobilizarem mais os eleitores indecisos: alívio ou ressentimento?
Se os juros cederem e a renda melhorar antes
das eleições, Lula se oxigena. Se o custo do crédito continuar esmagando
empresas e famílias, a oposição cresce. Os juros e o calendário eleitoral são profundamente entrelaçados.
Quem
dominar WhatsApp, Telegram, os cortes virais no YouTube,
os influenciadores políticos e a microsegmentação religiosa terá uma máquina de
persuasão mais poderosa do que qualquer palanque físico. E pode criar o que
alguns analistas já chamam de ‘faroeste digital’: um ambiente de desinformação
sem moderação, que favorece a direita na sua capacidade de produção de conteúdo
emocional em escala.
E o
cenário doméstico será fortemente influenciado pelo reposicionamento dos EUA| na América Latina, que passam a exercer pressão geoeconômica,
influência sobre elites regionais, guerra de narrativas, alinhamentos securitários
e uso político do tema do crime organizado.
O centro
da disputa não estará nos extremos. E sim nos eleitores que ainda não se decidiram, que sentem o aperto do crédito caro, que desconfiam do passado
bolsonarista mas não estão convencidos de que o atual governo os representa.
(Fonte:
Luis Nassif)

O Estado do Rio, gosta do crime e dos criminosos, vai votar na direita e aplaude o assassinato de mais de 100 pessoas. É uma excrescência. A questão é se a soma das pessoas descentes no Brasil é maior dos que aplaudem chacina. Na direita, inclusão é palavrão, Cristo defende racismo e é fascista. Deus salve o Brasil.
ResponderExcluirCarlos Minc
ResponderExcluir🤔🤔
💪🏾💪🏾💃🏿💃🏿😍😍💥💥🌻🌻🌴🌴🙏🏼🙏🏼🪘🪘🎷🎷
Christina Tavares
ResponderExcluirTemos uma oposição poderosa: Globo, Estadão, Folha, Metrópoles , etc que jogam pesado contra uma “ esquerda moderada”. Bjs
Pois é, e que na eleição passada estava do nosso lado. Pedreira
ExcluirMindinho Veríssimo
ResponderExcluirVai ser de uns 5 %, pouco, mas é Lula 2026.
Assim esperamos
ExcluirM Christina Fernandes
ExcluirMindinho Veríssimo, não sei, acho que o Flávio não vai levar essa candidatura a frente. Que a disputa vai ser acirrada, vai.
Infelizmente discordo de vc. Acho que ele está animadíssimo com a candidatura, nem imaginava que conseguisse decolar tão rápido. Está até apoiando a candidatura de Sérgio Moto ao governo do Paraná (argh, os podres se atraem)
ExcluirRonaldo São Romão Sanches
ResponderExcluirMeu voto é centro direita. Não vou votar em nenhum candidato da esquerda populista e corrupta e também não voto no Bostanaro. Aguardo uma terceira via que precisa emergir para o bem do Brasil.🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷🇧🇷
As organizações Globo dizem que que o governo retirar impostos para conter o preço do diesel é populismo. Se Lula não tivesse feito nada seria omisso. Aliás, os governadores não abriram mão do ICMS, preferem ver i circo pegar fogo. Não consigo enxergar corrupção nessa terceira gestão do Lula. Aliás, eu tb teria uma tendência de centro esquerda, mas se a gente bobear vai ter os bostanaros de volta. E a reeleição de Trump já dá uma ideia do que isso significaria
ResponderExcluirWilma Stoiev
ResponderExcluir#LulaPresidente2026
Wilma Stoiev
ResponderExcluir#BrasilSoberano
Ivo Eduardo
ResponderExcluirLula 13
Antonio Roberto Martins Cordeiro
ResponderExcluirMais uma análise da jornalista Celina Côrtes que compartilho no Facebook. Boa leitura!!!
Ana Angélica
ResponderExcluir#Lulapresidente2026
Ana Angélica
ResponderExcluirVenceremos. A luta será árdua mas não ha termos de comparação entre um estadista e um falsário.
ExcluirSairdainercia.blogspot.com
Ana Angélica Como eu disse, comparar é até covardia
Ana Angélica
ResponderExcluir#Lulapresidente
ResponderExcluirJorge Lúcio de Carvalho Pinto
É a batalha do campo dos fatos, da preocupação com o desenvolvimento e da democracia do país contra a tentativa de golpe frequente e nenhum projeto para Brasil. Nós EUA, Biden colocou a economia americana em um dos maiores patamares da história e sua candidata perdeu as eleições. O que interessa hoje, não é a realidade, não é crescimento econômico, não é desemprego caindo no chão; é like, são seguidores, é preconceito, é racismo, é é entreguismo.
Abisaí Leite
ResponderExcluirJorge Lúcio de Carvalho Pinto É isso!
Eduardo Monte
ResponderExcluirÉ LULA !!!