Será que agora o vilão vira mocinho?

 


Familiares, defesa e aliados conseguiram o que queriam: o ministro Alexandre de Moares concedeu 90 dias de prisão domiciliar a Bolsonaro, após o agravamento da broncopneumonia que o mantém internado DF Star.

O melhor de Brasília, hospital seis estrelas com diárias de R$ 5.355,89, pagas com nossos impostos.

Como se sabe, após negar pedidos anteriores, a decisão de Moraes de conceder ao réu a prisão domiciliar humanitária teve o suporte do PGR, que viu na doença forte justificativa para a medida. Afinal, nada poderia compensar a possibilidade de óbito e transformação do ex-presidente em mártir.

A decisão foi precedida de um encontro de Michelle com o magistrado na segunda-feira, no gabinete do ministro. E foi motivo de atrito no clã, porque a ex-primeira-dama optou por uma visita solo, sem a presença de advogados ou familiares.

Flávio, que também havia tido uma audiência anterior com Moraes, foi acompanhado de advogados. Os filhos acusam a madrasta de buscar protagonismo, ao invés de comemorarem juntos a decisão favorável ao pai.

Após os 90 dias a situação será avaliada por nova perícia médica e o tempo começa a contar após a alta. A prisão será cumprida na mansão do ex-presidente no DF, quando ficam suspensas todas as visitas – pelo visto a farra da Papudinha vai acabar –, assim como o uso de celular ou de qualquer comunicação externa. Eventuais visitantes terão seus celulares recolhidos e permanecerão com os agentes de segurança.

Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica e espera-se que ele não volte a tentar rompê-la, como fez quando Moraes optou pelo regime fechado. Só que para quem acha que as regras e as leis são para os outros, é duvidoso que o Inelegível se submeta às medidas cautelares. A conferir...

Moraes rejeitou, porém, a teoria de que a prisão poderia agravar a saúde de Bolsonaro. Sustentou que o problema que culminou na broncopneumonia que o hospitalizou no último dia 13 poderia ter ocorrido em qualquer lugar.

E lembrou que o ex-presidente tinha à disposição um botão pânico 24h para acionar atendimento médico imediato. O que Bolsonaro demorou a fazer. E poderia ter sido atendido com mais agilidade se o tivesse feito antes.

Realmente, para quem já tinha chegado a mobilizar os médicos até depois de cair da cama, a broncopneumonia aspirativa poderia ser um risco insuperável. Moraes também autorizou visitas regulares dos filhos e da mulher em horários específicos, assim como da enteada.

E o que vai ser curioso observar é se as Organizações Globo, assim como o Estadão e a Folha de S.Paulo continuarão a demonizar Alexandre de Moraes após a decisão humanitária.

 

 

 

Comentários

  1. Decisão acertada, muito grande o risco de fabricar os um mártir. Vamos ver se ele cumpre as restrições.

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