Técnicas da mentira
Em 2018,
começamos a mergulhar nas narrativas bolsonaristas que até hoje fazem a cabeça
de milhares de evangélicos e brasileiros. Eles lançavam a “guerra cultural”, cujo
objetivo não é discutir com o inimigo, e sim, abatê-lo.
Oito anos
antes, uma assessora parlamentar evangélica, chamada Damares Alves, passou a
viajar pelo país denunciando o Kit Gay, que jamais existiu. O que havia era um
programa dos ministérios da Saúde e da Educação falando da necessidade de
respeitar a diversidade sexual. A "Ideologia de gênero" é outra mentira que nunca existiu.
Em sua
campanha à presidência, Bolsonaro resgatou a teoria de Damares, velha conhecida
dos evangélicos e por isso mesmo logo acolhida por eles. Traduzindo: a guerra
cultural produz falsas narrativas radicalizadoras, que criam inimigos imaginários
e geram pânico social. Cuja resposta é o ódio, como o que Carlos Bolsonaro voltou a
apelar agora para incitar uma greve de caminhoneiros.
A mentira
vira verdade para 58 milhões de pessoas e é capaz de eleger os incautos da
extrema direita, como foi com o ex-presidente, técnica que vem sendo usada em todo o mundo.
Quem
disseca a estratégia é o professor de Literatura Comparada, João Cézar Castro
Rocha, que voltou passou a estudar os caminhos da extrema
direita para chegar ao poder, analisada por ele no Youtube, no programa do jornalista Ricardo Mello, o
Explicador Geral da República.
E, neste
ano eleitoral, temos assistido à grande imprensa – leia-se Organizações Globo,
Estadão de Folha de S.Paulo – manipular a opinião pública a favor do
candidato que escolheram: Flávio Bolsonaro. Isso por que estão todos falidos e
têm de apelar ao caixa da Faria Lima.
Cito dois
exemplos da técnica em vigor. Quando Lula anunciou o fim da cobrança dos impostos
federais para enfrentar a alta de preços provocada pela Guerra do Irã, foi
acusado de populista e de fazer campanha eleitoral.
Chegaram ao cúmulo de dizer que era preciso esperar para ver. E deixar o país ser tragado pela crise? E se não tivesse
feito nada, seria taxado de “omisso” pelos mesmos veículos.
O mesmo
acontece com a demonização do ministro Alexandre de Moraes. Não entro no
mérito do contrato milionário de sua mulher com Daniel Vorcaro ou a troca de
mensagens com o banqueiro. Mas com a destruição de uma reputação para incapacitá-lo a decidir sobre a prisão de Bolsonaro e dos generais golpistas. Dúvida essa
inexistente, porque foi um processo justo., baseado em provas e fatos.
Recente
pesquisa Meio/Idea mostrou que uma maioria de brasileiros já creem que o STF está desacreditado. Como a extrema direita tentou de tudo para tirar esse
povo da cadeia, agora surfa nessa onda, espécie de filhote dessa ideologia
mentirosa que volta a tentar se impor.
Acorda Brasil!

Antonio Roberto Martins Cordeiro
ResponderExcluirMais uma análise de Celina Côrtes. Boa leitura para este domingo.
Fabio José Dos Santos
ResponderExcluirE já começou o febeapá para as eleições de 2026....
O Brasil não está dormindo, está afogado em ignorância e má fé.
ResponderExcluirLeco Goes
ResponderExcluirO Brasil não está dormindo, está afogado em ignorância e má fé
Carlos Minc
ResponderExcluir😟😟🤔🤔
🙏🏼🪂💃🏿😍🎷🌏🦋🚴🏽♀️🌴🌻🎸📽️💥💪🏾
ResponderExcluirLícia Queiroz
Infelizmente, está certa! Acorda, Brasil!