A farra das fintechs ilícitas
Sob a liderança de Roberto
Campos Neto, o Banco Central autorizou as licenças a instituições de pagamentos
e à regulação de arranjos de pagamento que resultaram na explosão de fintechs no país: eram mais de 1.300 em 2023.
Segundo o promotor Lincoln
Gakiya, do GAECO SP, o mesmo ambiente que permitiu ao pequeno
empreendedor do Nordeste receber pagamento pelo celular, criou o canal perfeito
para o PCC, as igrejas corporativas e operadores políticos movimentarem
dinheiro de origem ilícita.
O PCC entendeu antes da Faria Lima o
potencial das fintechs para lavar dinheiro em escala. Após
décadas operando com postos de gasolina, agências de veículos e empresas de
ônibus, migrou para bancos
digitais e fintechs depois da pandemia.
Recursos do tráfico internacional de cocaína - hoje exportada sobretudo para a Europa e a Ásia, onde o quilo vale até US$ 150 mil - são operados por laranjas em fintechs. O dinheiro entra com valores abaixo dos limites captados pelo COAF, é distribuído em contas, reagrupado em fundos de participação e vira lucro legítimo de uma empresa real.
Já o MP-SP registrou o recebimento de R$
33,3 bilhões em doações bancárias entre 2011 e 2015 pela Igreja Universal, enquanto a Clava
Forte Bank é a fintech de André e Cassiane Valadão, citada na CPI do INSS sobre o Banco Master.
Igrejas evangélicas fundadas por
operadores do PCC no Rio Grande do Norte e de São Paulo, com laranjas como
titulares formais, lavaram mais de R$ 23 milhões do tráfico. Não por acaso, função raramente discutida pela Faria Lima é a de câmara de compensação entre dinheiro
de origem questionável e ativos com aparência de legitimidade.
Raramente é feita a due diligence (investigação
antes de uma decisão relevante), necessária para rastrear a origem dos recursos
até sua fonte primária. Isso por custar caro e pelo regulador não e exigir com rigor, porque o incentivo do gestor é captar, não investigar. E
nada disso é peculiaridade do Master. Trata-se de uma vulnerabilidade
estrutural do modelo de crédito privado brasileiro.
Por outro lado, a Frente Parlamentar Evangélica bloqueia qualquer tentativa de transparência para entidades religiosas, enquanto o licenciamento de fintechs e de emissão de CDBs por bancos médios foram ampliadas. Resultado: atores com intenções duvidosas obtêm licenças com relativa facilidade, livres da supervisão do BC.
Cada um desses mundos tem seu próprio mecanismo de evitar a rastreabilidade. A fintech usa a fragmentação de contas. A igreja, a imunidade e a ausência de obrigação de declarar doadores; o fundo, a cadeia de intermediários e o político o caixa dois, a doação disfarçada, o intermediário.
(Fonte: Luís Nassif)
É assim que toca essa banda desafinada...

Roberto Campos Neto blindado por André Mendonça.
ResponderExcluirMindinho Veríssimo
ResponderExcluirEnquanto isso Roberto Campos Neto está livre, leve e solto. Tem filho do golpista ,sendo candidato do golpista preso em casa. Tem juiz "morol" bem em pesquisas pra governador. Tem a mídia que temos, que mais?
Rogério Reis
ResponderExcluirRei das mamatas
M Christina Fernandes
ResponderExcluirE tudo isso não chega ao JN; é como que tudo dito acima fosse apenas delírio e fantasia.
Pois é, as Organizações Globo até tentam disfarçar, mas está cada dia mais explícito o lado que eles escolheram
ResponderExcluirRaul Ferreira Bártholo
ResponderExcluirE estamos no Brasil, ano 2026
Gilmar Rech
ResponderExcluirÉ uma laranjada liberada pelo BC privatizado!
Nival Santos Silva
ResponderExcluirTodo lugar que Bolsonaro colocou as mãos ele o fez criando ambientes férteis para a corrupção e o crime organizado.
Pois é, longe de ser coincidência
ExcluirMarcelino Braga
ResponderExcluirVamos às investigações
Conceição Aparecida Aguiar Anverze
ResponderExcluirTem que compartilhar!
Vinicius Todeschini
ResponderExcluirFacínora com poder só gera desgraça e corrupção.
Edilson Rodrigues de Souza
ResponderExcluir"Igrejas, ou paraísos fiscais de políticos corruptos, eis a questão". Sem contar na capacidade de difundir informações falsas pra influenciar no voto dos desinformados, e dos sem noção.
Sim, ainda tem mais essa!
ExcluirLuiz Carlos Zanardo
ResponderExcluirE os políticos todos juntos misturados vergonha homérica que país é esse já dizia aquela banda
Laercio Siqueira
ResponderExcluirBom se esta semana o presidente do banco central anunciou que o campos neto não fez nada de errado ficando até o lindinho corrupto com raiva como a esquerda mente
Izildinha Ap Caruso Garcia
ResponderExcluirIncrível a habilidade de roubar o povo brasileiro
Everton Lompa
ResponderExcluirPor isso que o Nikolas Ferreira destruiu o projeto do Haddad que traria mais controle sobre as fintechs.
Ao espalhar o seu famoso vídeo mentindo sobre uma possível taxação do pix, ele conseguiu derrubar um projeto.
Verdade!
ExcluirOdilon Carvalho
ResponderExcluirCampos Neto, seu avô fez escola