Cunha quer voltar a ser dono da direita

 


Até hoje existe a discussão se o impeachment de Dilma Rousseff foi ou não um golpe. A recente entrevista de Eduardo Cunha ao jornal mineiro O tempo, o então presidente da Câmara, não deixa dúvidas. Sim, foi golpe. Só que impetrado a partir de etapas legais.

Porque a decisão, que em 31 de agosto completa 10 anos, foi votada pelo Congresso, cuja maioria a impichou. 

Com a cara de pau que lhe é peculiar, Cunha admitiu que as pedaladas fiscais não passaram de pretexto para afastar a presidente petista. Segundo ele, a causa real do impeachment foi a perda de apoio popular e a resistência de Dilma às pressões recebidas pelos parlamentares.

Isso sem falar na misoginia predominante.

 “Ela fingia que dava e não dava. Tratava com os partidos e não conseguia ou não queria cumprir. Os deputados e senadores não queriam mais o governo do PT”, reconheceu.

De fato, o mau humor e autoritarismo da ex-guerrilheira atraía desafetos por onde ela passava. No entanto, ninguém tinha argumentos para contestar sua integridade, que nada lhe valeu naquele momento. Lula, porém, compensou o baque sofrido pela companheira com a presidência do Brics e o gordo salário de R$ 295 mil mensais. Não retrata, porém, consola.

Cunha, que volta à ribalta política concorrendo a deputado por Minas, ainda tentou tirar mais uma casquinha com a onda de conservadorismo que invadiu o país desde a queda de Dilma: “Se eu não tivesse feito o impeachment, não teria existido Bolsonaro presidente da República”, gabou-se.

 E se exibiu como o precursor da direita que “aí está”, em indireta a Nikolas Ferreira. Só mesmo alguém com esse caráter poderia se envaidecer por “implodir os pilares da Nova República e destampar o fétido bueiro do extremismo”, como define o colunista Bernardo Mello Franco.

Assistimos, naquela sequência de baixarias que foram os argumentos apresentados pelos parlamentaristas pró- impeachment à asquerosa fala de Jair Bolsonaro, o inexpressivo deputado do baixo clero que enalteceu o torturador Brilhante Ustra e teceu loas à ditadura militar.

Estava aberta a temporada do discurso de ódio que tomou conta das redes sociais e se alastrou pelo país feito praga.

Cleitinho, estrela dos Republicanos, é contra a candidatura de Cunha. Ele perguntou à plateia de um comício em Belo Horizonte, em agosto de 2025: “Vocês vão ter coragem de votar num vagabundo desses?”. O maior de todos os males ele já fez. Resta saber se terá fôlego para continuar na saga.

Comentários

  1. O Brasil sucumbe à própria podridão!!!

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  2. Carlos Minc
    😟😟😟🫩🫩🫩
    🙏🏼🙏🏼🦋🦋💪🏾💪🏾💥💥💃🏿💃🏿💥💥🚴🏽‍♀️🚴🏽‍♀️🌏🌏

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  3. Jorge Lúcio de Carvalho Pinto
    E o que é mais impressionante é alguém com esse histórico criminoso poder voltar a se candidatar a cargo eletivo e, se bobear, ser eleito. Causa indignação

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    1. Sim, assim como houve a busca por Fabrício de Queiroz, também se correu atrás de Eduardo Cunha. Brasileiro, como sabemos, não prima pela memória

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    2. Jorge Lúcio de Carvalho Pinto
      Celina Côrtes às vezes, não dura um dia. Só que esse é um ser maligno para a sociedade

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