Delação pode ligar Flávio ao Master
A campanha de Flávio Bolsonaro está em polvorosa. Isso porque Paulo Henrique Costa (na foto do 247, com Daniel Vorcaro e Flávio), ex-presidente do BRB – preso, como se sabe -, demitiu seus advogados e contratou Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma e notório defensor de causas da esquerda. Costa quer fazer uma delação premiada.
Já pediu, inclusive, transferência da Papuda para negociar o pleito junto a sua defesa com mais privacidade.
Os
celulares de Costa estão sendo analisados pela PF e, para uma delação ser aceita pela justiça, ela vai precisar trazer peixes graúdos em sua rede. Como o único
superior ao ex-diretor do banco é o bolsonarista Ibaneis Rocha, o temor é que
Flávio Bolsonaro seja a isca da vez.
Motivos
para isso não faltam.
Foi Costa quem avalizou a compra em 29 de janeiro de 2021 pelo senador da mansão no Lago Sul de Brasília, avaliada em R$ 5,9 milhões. Até os bolsonaristas chiaram... Foram oferecidos a Flávio juros de 3%, quando os juros dos títulos do Tesouro eram de 9%. Como o dinheiro do BRB é público, um negócio deste tipo é considerado crime.
Costa caiu pela revelação de que o BRB adquiriu carteiras de crédito consignado do Banco Master, sem lastro. O que poderá culminar em vínculos entre Flávio e o Master.
A PF identificou o uso de um conjunto de empresas para ocultar patrimônio - já teriam sido encobertas a titularidade de bens avaliados em R$ 146,5 milhões -, envolvendo Costa e Vorcaro. O diretor formal das companhias seria Hamilton Suaki, cunhado e operador jurídico do dono do Master.
Para completar, o financiamento do BRB de R$ 3,1 milhões, a serem pagos em 30 anos, foi quitado três anos depois, em 21 de março de 2024. quando a renda mensal de Flávio e de sua mulher era de R$ 36,9 mil, insuficientes para tal operação.
Ou seja, há
várias pontas sem nó, que podem perfeitamente alimentar a delação premiada de
Costa. Ao mesmo tempo, a situação do Rio de Janeiro, onde Flávio dita as regras da (in) segurança desde 2018, também foge do controle.
Quando
Cláudio Castro (PL) – do mesmo grupo de Flávio (PL) – se desincompatibilizou do
governo do estado, indicou Douglas Ruas (PL) para sucedê-lo. Só que a manobra
não deu certo e quem assumiu o cargo foi o presidente do TJ-RJ,
Ricardo Couto, que varreu do estado a turma de Castro. E teve seu mandato-tampão mantido pelo ministro Cristiano Zanin, referendado pelo pleno do STF.
Para
piorar, segunda-feira a Quaest divulgou os resultados da pesquisa que deu a Eduardo
Paes (PSD) 34% das intenções de voto, contra 9% de Ruas. Desastre que Flávio cogita contornar passando seu apoio a André Marinho (Novo),
ilustre desconhecido filho de Paulo Marinho - antigo apoiador do seu pai -,
para se descolar do grupo sujo de Castro.
A surpresa é que Castro lidera as intenções de voto para o Senado, com 12%, à frente de Benedita (PT), com 10%. Apesar do seu governo ser desaprovado por 47% dos eleitores e aprovado por 34%. Em se tratando do Rio, tudo é possível...

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