Democracia em crise


O cientista político Luis Felipe Miguel defende em recente artigo que a atual crise da democracia começou em 2016, com a posse de Donald Trump na presidência dos EUA. De fato, desde então, a força do poder econômico calou todo o resto. Tanto que Trump patrocinou o quebra quebra do Capitólio, não foi preso e ainda conseguiu se reeleger em 2024.

A polarização que resultou da influência dos algoritmos sobre o planeta se mantém. Tanto lá fora quando aqui dentro, é um permanente FlaFlu. Na segunda-feira a esquerda comemorava a prisão de Alexandre Ramagem pelo ICE. Bastaram dois dias, porém, para ele ser solto (foto), sem pagar fiança. 

Tapa na cara da democracia.

Porque o ICE só barbariza com os pobres. Os ricos podem fazer o que quiserem, como continuar nas terras do Tio Sam com documentos vencidos. 

Algo parecido acontece com Eduardo Bolsonaro, outro em situação irregular nas terras de Tio Sam que permanece sem ser incomodado pelo ICE. E a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã fez passar desapercebido que, ao que parece, o encontro com Lula subiu no telhado.

Se havia alguma dúvida de que Trump já voltou aos braços dos Bolsonaro, ela se dissipou. O presidente americano não prega prego sem estopa  e, em sua permanente irracionalidade, fica sempre do lado de quem está ganhando. Aparentemente, as pesquisas de opinião que favorecem Flávio têm a ver com isso...faz todo o sentido.

Falta muito para as eleições do Brasil e muitas águas ainda vão rolar. Porém, não dá para entender o crescimento do candidato que quer acabar com os reajustes do salário mínimo e das aposentadorias, é a favor da jornada 6X1, quer dar nossas terras raras de bandeja aos EUA, é vinculado a milicianos, é a favor do armamento e arrota saber de segurança quando é seu grupo quem manda no caos do Rio.

Como o povo brasileiro não consegue ver nada disso?

E até os juízes, que asseguraram a manutenção da nossa democracia com a prisão dos golpistas, estão imiscuídos no escândalo do Master, tão bárbaro que até agora predomina a resistência a uma CPI para preservar os envolvidos.

Fora as reações de quem não deveria ter nada a ver com política no relatório eleitoreiro da CPI do Crime Organizado, por sinal, também totalmente fora do foco e propósito.

O caso do Rio é exemplar. O julgamento de Claudio Castro se arrastou por dois anos e os juízes ainda empurram com a barriga a decisão sobre se a eleição para governador será direta ou indireta. Sendo que a segunda hipótese significa a manutenção do mesmo grupo podre no poder.

O que ficou mais perto com a eleição de Douglas Ruas (PL) - ícone dessa ala -, presidente da Alerj. Salve-se quem puder!

PS: Prezados leitores, darei uma pausa no feriado, quarta-feira estou de volta. Bom descanso!

  

Comentários

  1. O Rio é caso perdido, por escolha da população.

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  2. Carlos Minc
    🫩😟🫩😟🫩😟
    💃🏿💃🏿😍😍🌴🌴🦋🦋🙏🏼🙏🏼🦩🦩🎷🎷🚴🏽‍♀️🚴🏽‍♀️

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  3. Jorge Lúcio de Carvalho Pinto
    Sim, e foi muito importante Biden ter frustrado a reeleição de Trump para Lula seguir para o seu terceiro mandato. Agora, será muito importante o pleito nos EUA em novembro, notadamente se houver, no Brasil, segundo turno.

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    1. Isso se o Trump não conseguir embarreirar as eleições de novembro. Em se tratando dele, tudo é possível

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