Futuro do Rio em risco
Douglas Ruas (PL), representante do grupo de Castro,
foi eleito presidente da Alerj e reivindica assumir o executivo do estado. Só
que ontem o ministro Cristiano Zanin decidiu que Couto deve continuar
governador até a conclusão do julgamento do STF sobre se as eleições para o
cargo tampão serão diretas ou indiretas.
O magistrado afirmou em sua decisão que a eleição do deputado Douglas
Ruas como presidente da Alerj não altera a decisão do STF de manter Couto como
governador em exercício. Isso porque além de ter sido tomada pelo pleno
do STF, há uma ação do PDT pedindo a anulação deste pleito, que deveria ter
sido decidido por voto secreto.
Seria, portanto, irregular.
A decisão foi assinada após o diretório estadual do PSD (partido do
candidato Eduardo Paes) acionar Zanin para que o ministro reiterasse a decisão
anterior, até a decisão final do STF sobre o pleito no Estado. A Alerj já havia acionado o ministro Luiz Fux - relator de
outra ação sobre as eleições fluminenses - para que Ruas assumisse o governo.
E foi o ministro Flávio Dino quem pediu vista do julgamento no STF – até
então por 4 votos a 1 a favor da eleição indireta (que certamente levaria Ruas
ao cargo porque a Alerj é dominada por seu grupo) – até a publicação do acórdão
sobre o julgamento de Cláudio Castro, que saiu quinta-feira e concluiu que o
ex-governador não foi cassado porque renunciou na véspera do julgamento.
Ou seja, estratégias para que seu grupo, o mesmo de Flávio Bolsonaro, continuasse no comando, mantendo o caos que impera no Rio de Janeiro. E o acórdão diz que o mandato tampão por voto direto ou indireto será decidido pelo STF. E é aí que mora o perigo.
É óbvio que se a opção da Corte for pelo voto indireto, Ruas vai assumir
o governo e anular todas as medidas de saneamento tomadas por Couto. E
eternizar a situação caótica vivida pelo Rio de Janeiro que, como se sabe, já
teve cinco governadores presos e um impichado.
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