Futuro do Rio em risco



 Não resta dúvida de que a gestão de Ricardo Couto (foto), presidente do TJ-RJ, está saneando o antro que virou o Rio de Janeiro sob Claudio Castro. O governador interino já afastou 638 funcionários estaduais e bloqueou R$ 730 milhões que seriam repassados a 16 municípios, provenientes do fundo soberano alimentado pelas receitas de exploração de petróleo e gás.

Douglas Ruas (PL), representante do grupo de Castro, foi eleito presidente da Alerj e reivindica assumir o executivo do estado. Só que ontem o ministro Cristiano Zanin decidiu que Couto deve continuar governador até a conclusão do julgamento do STF sobre se as eleições para o cargo tampão serão diretas ou indiretas.

O magistrado afirmou em sua decisão que a eleição do deputado Douglas Ruas como presidente da Alerj não altera a decisão do STF de manter Couto como governador em exercício. Isso porque além de ter sido tomada pelo pleno do STF, há uma ação do PDT pedindo a anulação deste pleito, que deveria ter sido decidido por voto secreto.

Seria, portanto, irregular.

A decisão foi assinada após o diretório estadual do PSD (partido do candidato Eduardo Paes) acionar Zanin para que o ministro reiterasse a decisão anterior, até a decisão final do STF sobre o pleito no Estado. A Alerj já havia acionado o ministro Luiz Fux - relator de outra ação sobre as eleições fluminenses - para que Ruas assumisse o governo.

E foi o ministro Flávio Dino quem pediu vista do julgamento no STF – até então por 4 votos a 1 a favor da eleição indireta (que certamente levaria Ruas ao cargo porque a Alerj é dominada por seu grupo) – até a publicação do acórdão sobre o julgamento de Cláudio Castro, que saiu quinta-feira e concluiu que o ex-governador não foi cassado porque renunciou na véspera do julgamento.

Ou seja, estratégias para que seu grupo, o mesmo de Flávio Bolsonaro, continuasse no comando, mantendo o caos que impera no Rio de Janeiro. E o acórdão diz que o mandato tampão  por voto direto ou indireto será decidido pelo STF. E é aí que mora o perigo.

É óbvio que se a opção da Corte for pelo voto indireto, Ruas vai assumir o governo e anular todas as medidas de saneamento tomadas por Couto. E eternizar a situação caótica vivida pelo Rio de Janeiro que, como se sabe, já teve cinco governadores presos e um impichado.

 

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