SOS Terras Raras brasileiras
Enquanto Lula assumiu a defesa da nossa soberania, Flávio Bolsonaro pôs nossas terras raras à disposição dos EUA. Pois a recente aquisição da
mineradora brasileira Serra Verde por uma empresa norte-americana, com
participação da estatal USA Rare Earth – tratada pela mídia como
vantajosa – é o mais puro neocolonialismo.
Deputados do PSOL já formalizaram uma representação à PGR contra Ronaldo Caiado, governador de Goiás, questionando a legalidade da operação.
As terras
raras, matéria-prima para a produção de veículos elétricos, turbinas eólicas e
imãs permanentes, são prioridade da era digital que as alçam a um
novo petróleo. A China domina a cadeia global e o Brasil vem em seguida.
Ativo da
Serra Verde, em Goiás, a Pela Ema (foto) - nossa maior mina - pode responder por mais da metade da
produção mundial de terras raras pesadas fora da Ásia até 2027. O controle da mina vai permitir aos norte-americanos dominar a cadeia produtiva da mineração à fabricação de ímãs.
Em bom português: a política industrial externa dos EUA atenta contra a Nova Indústria Brasil. O objetivo norte-americano é deslocar a dependência da China para uma
cadeia ancorada em recursos naturais brasileiros. De forma a nos relegar, mais
uma vez, a mero exportador de matéria-prima.
O país voltaria a exportar o mineral bruto ou parcialmente beneficiado, e o valor agregado - tecnológico, industrial e estratégico -, será apropriado pelo Tim Sam, como se vivêssemos uma nova etapa do ciclo colonial,
uma estratégia contemporânea de colonização econômica.
E assim, o Clube de Engenharia do Brasil, autor do alerta, deve exigir da Agencia Nacional de Mineração uma atitude em defesa do estado
brasileiro. “É preciso exigir do governo brasileiro uma política robusta de
proteção e valorização de seus minerais estratégicos”, propõe.
“O Brasil dispõe de competência científica — basta olhar para centros como os da UFRJ e o CETEM — e de base mineral abundante. O que falta é decisão política para transformar esses ativos em poder econômico e soberania tecnológica. Ou o país assume o controle do seu destino estratégico, ou continuará exportando futuro e importando dependência."
Queremos a Terrabras!

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