A oligarquia de Flávio e do Centrão

 


O que vimos na semana passada foram os resultados de um grande acordo entre o Centrão e Flávio Bolsonaro. O Centrão e o filho 01 querem um dos seus no STF, e nenhum deles quer a CPI do Banco Master.

Sob a batuta de Davi Alcolumbre, ligado ao Master até o talo, Lula foi humilhado com a rejeição de Jorge Messias para o STF, o que não acontecia desde 1894, e com a derrubada do seu veto à dosimetria, a anistia aos golpistas.

Por que não houve reações a Alcolumbre? Porque havia um acordo assinado. E a repórter do Meio em Brasília, Giullia Chechia, conseguiu o documento. Todos toparam abafar a investigação do Master em troca das derrotas impostas ao governo. E o que pode resultar disso?

Flávio, o primeiro presidente 100% Centrão.

O modelo é velho conhecido de cariocas e fluminenses. Começa que não há governo há mais de uma década, porque não há o que mostrar. O segundo estado mais rico do país está quebrado. A Cedae, por exemplo, foi privatizada para bancar a reeleição de Claudio Castro.

É o estado com alguns dos piores resultados de segurança pública, assim como de educação (ontem a PF prendeu o deputado Thiago Rangel (Avante), por roubos milionários na secretaria de Educação). Desastre completo. Porque boa parte da Alerj, que acaba sendo quem manda, está lá para fazer dinheiro e ocupar território – é conhecida a ligação de vários deputados com a milícia.

Se o Congresso, dominado pelo Centrão, tiver controle total do Orçamento e o presidente também for do esquema, as decisões do governo serão todas voltadas a atender à máquina do Centrão. Cujos objetivos são manter no poder quem está no poder e enriquecer a todos.

O presidente e o Congresso concordariam sobre quem deve ir para o STF, escolhido com o único objetivo de protegê-los. E com o controle da PF, para que nunca investigue os seus.

O Centrão nunca teve um Wilson Witzel ou um Claudio Castro na presidência. Antigos conhecidos do Rio, que fazem parte do esquema. Flávio passou 16 anos na Alerj e conhece bem esse esquema. É o cara da rachadinha, da Loja da Kopenhagen, cujo lucro entra no caixa como dinheiro vivo. Que compra uma penca de imóveis em dinheiro vivo.

E faz a mágica de comprar uma mansão de R$ 5,9 milhões em área nobre de Brasília sem ter vencimentos para tanto.

Seria um grande acordo nacional, incluindo o STF. Com campanha antissistema, contra corrupção. E vão botar o Centrão cuidando do galinheiro, no caso, o Tesouro Nacional.

Seria uma ditadura? Não. Chama-se oligarquia.

(Fonte: jornalista Pedro Dória)

Comentários

  1. Brasília vai virar uma ALERJ, e o Brasil cai nas garras do crime organizado

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  2. Carlos Minc
    😟😟🫩🫩🤔🤔
    😟😟🫩🫩🤔🤔
    💪🏾💥🎷💃🏿🌴🦋🦉🙏🏼

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  3. Mindinho Veríssimo
    Mais claro que isso, impossível

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  4. Andrea Serpa
    É isso. Que cenário terrível se apresenta.

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  5. Eduardo Monte
    Juristas capazes já estão divulgando que rejeitar a indicação ao STF é inconstitucional.
    Idem, vetar parcialmente os vetos de Lula à dosimetria.

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    1. Não cheguei a ver isso, tomara que possa dar algum resultado

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  6. Betina Dowsley
    Uma foto que revela muita coisa...

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