Artes da produtora de "Dark Horse"
Quem se surpreendeu com a arte revelada por Flávio Bolsonaro, de fazer o papel do ladrão
que rouba ladrão, ainda não viu do que a jornalista Karina Ferreira da
Gama (foto) é capaz. Ela conseguiu atrair milhões para suas produtoras, em contratos e emendas parlamentares.
Isso sem jamais ter feito um filme no Brasil ou no exterior.
Levada ao projeto “Dark Horse” pelo deputado e produtor Mário Frias – outro que virou amigo de Daniel Vorcaro, autor do roteiro do filme, ‘foragido' há um mês da intimação do STF no Bahrein, no Golfo Pérsico -, Karina pode ser multada em até R$ 100 mil por irregularidades junto à Ancine.
Motivo: apesar da obra sobre Bolsonaro ter sido toda rodada no Brasil, Karina não comunicou à Ancine sua realização, como exigem as leis. E os recibos que apresentou são falsos.
Isso sem falar nos milhões que teriam sido destinados por Vorcaro ao filme, até agora negados por ela e por Frias.
Tudo veio à tona após a denúncia do Intercept sobre os vínculos de
Vorcaro com Flávio Bolsonaro, o que ainda pode custar a candidatura do filho 01 à
presidência. A situação de Karina também não é nada confortável. Caso venha a
ser presa, sua delação premiada seria mais uma mina de ouro.
Moradora de Brasilândia (SP), Karina também preside outras cinco empresas, entre elas o Instituto Conhecer Brasil, a Go Up, produtora de “Dark Horse”, que arcaria com a multa da Ancine; a Upcon Serviços Especializados Ltda e a Academia Nacional de Cultura.
Sobre a Conhecer Brasil: Karina recebeu apoio de R$ 292 mil da prefeitura de SP para custear a apresentação de Andréa Sorvetão e seu marido, o cantor Conrado, que pouco depois lançou um título de capitalização ligado ao Master.
Sem nunca ter feito nada parecido, a jornalista também assinou contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura de Ricardo Nunes para atingir 5 mil pontos de wi-fi em 2025, restritos a 3,2 mil pontos na capital paulista. Nunes poderia ter contratado uma empresa especializada pela metade do preço.
E sua Go Up teria recebido R$ 7,7 milhões de emendas dos deputados Bia Kicis (PL-DF), Karla Zambelli (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS) e do próprio Mário Frias (PL-SP) - investigadas pelo ministro Flávio Dino.
Achou confuso? Eu também!
Para completar o circo de horrores, Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro no filme, integra a QAnon, teoria conspiratória da extrema direita. O ator voltou para os EUA antes de terminadas as filmagens– concluídas com figurantes -, porque sentiu medo de atuar no Brasil.
Também, com uma turma desse calibre, pudera...

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirÉ muito rolo, onde tem PL, bolsonarinho e Vorcaro, é só rastro de falcatruas
E ainda têm a coragem de dizer que lutam contra a corrupção
ExcluirMarion Monteiro
ResponderExcluirAbsurdo