'Corredor do Rio' pode implodir o clã
Após as revelações
do Intercep, nova bomba atômica ronda Flávio Bolsonaro. Ela viria
do termo “Corredor do Rio”, cunhado pela Revista Piauí, ligado ao
atalho político e financeiro que conectava Claudio Castro ao governo Bolsonaro
e a parlamentares liderados por Flávio, para criar um “arranjo tributário”
favorável a Ricardo Magro, dono da Refit e maior sonegador de impostos do
Brasil.
A PF cita viagem a Nova York em que Castro sentou-se à mesa com Magro.
“Naquela ocasião, Castro cumpriu agendas, como se chefe de Estado fosse,
com diversas agências americanas para buscar apoio para classificar facções do
Rio de Janeiro como narcoterroristas."
Como se sabe, Trump quer transformar o CV e o PCC em organizações
terroristas, para permitir ações armadas dos EUA no Brasil sem anuência de
autoridades. Em maio de 2025, Flávio entregou um dossiê das secretarias de
Segurança do Rio e São Paulo ligando a atuação dessas facções ao terrorismo,
conforme o New York Times, para atrair a adesão dos EUA a eles nas
eleições de outubro.
E, texto enviado ao relator das investigações no STF, revela que através
da orientação de Claudio Castro, o Estado do Rio dirigiu sua máquina pública a
se engajar ao conglomerado de Ricardo Magro, foragido que mora nos EUA e cuja prisão foi
decretada na semana passada.
Em setembro de 2025, a Revista Fórum já havia exposto a
ligação entre as operações Poço do Lobato contra Ricardo Magro e o Grupo
Refit com a Compliance Zero, que prendeu o banqueiro Daniel
Vorcaro.
Segundo a PF, o esquema incluía tráfico de armas pesadas dos EUA, como
AK-47 e AR-10, enviadas em contêineres, como chegou a descrever o então
ministro da Fazenda, Fernando Haddad: “Armas estão chegando ao Brasil em
contêineres: vêm peças de reposição ou o próprio armamento ilegalmente.”
O tal esquema do Grupo Refit, antecipou a Fórum, incluía
tráfico dos EUA de armas pesadas, como AK-47 e AR-10, entregues a
"empresários", a exemplo de Josias João do Nascimento, agente
aposentado da PF, o "Senhor das Armas", ligado ao brasileiro Frederik
Barbieri, condenado nos EUA por tráfico internacional de armas.
E incluía Luiz Carlos Bandeira Rodrigues, o “Zeus”, do CV, que atuava na
Muzema, área antes controlada por milicianos ligados ao clã Bolsonaro. Foi lá
que Fabrício Queiroz se abrigou após o escândalo das rachadinhas, e parte
desses recursos teria financiado construções irregulares em Rio das Pedras,
conforme o MP-RJ, com saldo de 24 mortos.
Já a compra de títulos podres do Master por Castro com recursos do Rio
Previdência integraria esse tabuleiro.
Como sustenta a própria Fórum, as consequências das
investigações sobre Cláudio Castro e o "Corredor do Rio" têm
potencial de implodir de vez o projeto de poder do clã.

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirAí tem o combo completo de crimes se fazemos a lista, haja papel. O Flavinho conhece todo mundo
Digamos que as pessoas certas...
ExcluirA foto do crime organizado no Rio de Janeiro é bem nítida.Levar Flávio ao Planalto é fazer do Brasil, um similar do Rio de Janeiro.
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