EUA querem dificultar o voto feminino
Quando a gente pensa que já viu de tudo...cresce nos EUA um movimento
pelo fim do voto feminino, garantido há 126 anos com muito suor e lágrimas pela 19ª Emenda, que tornou o
país uma democracia de fato. Claro que os defensores são a ultradireita,
religiosos e até certas mulheres.
"Que direito você tiraria das mulheres?", pergunta um
apresentador de podcast. "Eu eliminaria o direito ao voto de centenas de
grupos, como o das mulheres", responde o ultradireita da machosfera Nick Fuentes (foto), conforme o G1.
"Um voto por família, mas decidido pelo marido." Essa é a opinião do pastor Doug Wilson, da Igreja de Cristo, integrante da Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas. O pastor Dale Partridge faz coro à "feliz submissão das esposas aos maridos" .
Para coroar o nefasto movimento, o governo Trump propôs uma reforma
eleitoral que dificulta o voto de mulheres casadas e adotaram o sobrenome do marido. Não impede o voto feminino, mas atrapalha bastante. O republicano deve ver as mulheres como propulsoras da
derrota que se anuncia nas eleições de novembro.
Em fevereiro, o pastor Partridge publicou no Instagram que "as mulheres votam de forma emocional", que "a política nacional está feminizada", e pregou o fim da 19ª Emenda.
E, por incrível que pareça, há mulheres engajadas nessa treva, como a
comentarista política conservadora Helen Andrews, que alertou num artigo para a
"a grande feminização institucional", quase que uma ode ao
extermínio do voto feminino.
Pior: ela não está sozinha. O New York Times publicou uma reportagem
sobre mulheres que acreditam que elas próprias deveriam perder o direito ao
voto, adeptas do patriarcado bíblico que apoiam apenas um voto por domicílio.
Nessa hora em que Trump impõe ao Planeta essa guerra que nunca interessou
aos EUA - ele seguiu a cartilha de Benjamin Netanyahu – e provoca uma inflação instantânea motivada
pelo preço dos combustíveis, ele vai precisar mesmo de muita
criatividade para evitar sua derrota eminente. As mais recentes pesquisas cravam uma desaprovação de 62% ao governo.
A ideia, portanto, é responsabilizar as mulheres pela instabilidade
econômica, por leis que protegem o aborto nos estados e pelo avanço de políticos progressistas.
Não passarão!

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirO mundo está louco. Noi Brasil tem trabalhador 6X1contra a proposta do 5x2. Vá entender, né?
Carlos Minc
ResponderExcluir😟😟😟😟
💃🏿💃🏿💃🏿💃🏿💃🏿💃🏿🙏🏼🙏🏼🙏🏼🙏🏼💪🏾💪🏾💪🏾💪🏾
Que as penas permaneçam!!!!
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