Flavio pega pesado nas mentiras

 

 


Apertem os cintos. Depois que veio à tona o envolvimento de Ciro Nogueira – “candidato dos sonhos” a vice de Flávio Bolsonaro e principal ministro do seu pai – a campanha de desinformação da extrema-direita começa a ir à lua.

Como observou o cientista político Luis Felipe Miguel, em recente encontro de campanha onde a grande maioria usava camisas verde e amarelas, a de Flávio ostentava: “O pix é de Bolsonaro, o Master é de Lula”. Exemplo clássico da técnica de Goebbels - ministro da propaganda de Hitler - de martelar mentiras até que se tornem verdades.

Como se sabe, o Pix, anunciado como (única) realização de Bolsonaro, começou a ser criado pelos técnicos do Banco Central (BC) muito antes da sua gestão. Fora a incondicional aliança bolsonarista com Trump, que quer acabar com o Pix. Já os grandes protagonistas do Master vêm da extrema-direita.

O Banco fraudulento, cujo nascimento foi negado pelo BC de Temer e aprovado na gestão de Roberto Campos Netto. Sem falar na turma Davi Alcolumbre, Ibaneis Rocha, Celina Leão, Claudio Castro, Antonio Rueda e afins. E fala-se dos planos de Flávio de vincular Ciro Nogueira mais a Lula – porque no passado o senador do PP chegou a apoiar o presidente, embora seus laços sejam muito mais estreitos com os Bolsonaro.

Está na cara que Flavio sentiu o cheiro de enxofre no ar e já começa a apelar a todo o seu potencial mentiroso.

Em entrevista na última sexta, o filho 01 pegou pesado. Disse nunca ter pensado em reservar a vaga de vice a Ciro. O que não se sustenta diante dos vários comentários gravados. E, como seu pai sempre fez com seus aliados, não hesitou em lançar ao mar o piauiense: “Não é pela proximidade comigo que eu vou ter que responder pelos atos das pessoas”.

Para quem tem um telhado de vidro como o de Flávio -  rachadinhas, loja de chocolate, vínculos explícitos com milicianos, construções na Muzema que deixaram 24 mortos, pencas de imóveis comprados com dinheiro vivo e mansão adquirida em Brasília com a ajuda do amigo do BRB preso, à beira de uma delação premiada -, o caso Ciro Nogueira cai como uma bomba atômica em sua campanha.

Daqui para a frente, portanto, o senador candidato à presidência vai apelar com tudo capaz para tirar seu corpo fora dessa 'roubada', sobretudo entre os eleitores nem-nem, que podem ser definitivos nas próximas eleições.

 

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