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A biografia “Dark Horse” passa a se
confundir com “No império da mentira”. A sequência
de afirmações e desmentidos dos atores do filme e ficção é patética. Ontem, o bravo Intercept trouxe mais uma
revelação, os áudios do deputado e produtor do filme sobre
Bolsonaro, Mário Frias (foto), que mostram sua intimidade com Daniel Vorcaro:
“Só te agradecer, meu irmão. Vamos
mexer com o coração de muita gente, vai ser muito
importante para nosso país", disse Frias em 11 de dezembro de
2024, pouco após o encontro previsto na casa de Vorcaro
com Flávio Bolsonaro.
O ex-secretário de Cultura de Bolsonaro, a quem o STF tenta intimar há
mais de um mês sobre as emendas direcionadas a “Dark horse”,
chegou a afirmar que não havia um centavo do banqueiro
investido no filme. Já sua aliada, Karina Ferreira Gama,
que dirige a produtora GoOn, disse ao G1 que o
banqueiro foi intermediador do filme, e não investidor, e que o orçamento já usado é de US$ 13
milhões (R$ 65,7 milhões).
Apesar do filme ter sido todo rodado
no Brasil e ter custado fortuna maior que a de filmes vencedores do Oscar, ela diz que os recursos vieram do Fundo
Heavengate, nos EUA, do advogado Paulo
Calixto, aliado de Eduardo Bolsonaro.
Para completar o circo das mentiras,
ontem Flávio confirmou visita a Vorcaro, “para botar um
ponto final nas negociações do filme sobre o pai”, no fim
de 2025, no dia seguinte da prisão domiciliar do banqueiro, usando tornozeleira. Antes disso, o senador já cobrara atrasos no pagamento acordado. Pergunta quer
não quer calar: onde está o contrato, quais são as suas
clausulas? Quem são os investidores?
A declaração ocorreu após o encontro ontem do filho 01 com 70 parlamentares do PL, ainda incomodados com o desencontro de informações de Flávio. O objetivo era organizar a pré-campanha do ainda candidato do partido à presidência, que ganhou um prazo de 15 dias para mantê-la. Como se viu, o que era vantagem de dois pontos para Lula no segundo turno, caiu sete pontos na nova pesquisa da Atlas. E o senador ainda foi avisado que a próxima artilharia virá do aliado Claudio Castro, ex-governador do estado do Rio.
Enquanto se especula de onde
vieram os vazamentos que revelaram as conexões entre
Flávio Bolsonaro e Vorcaro – como se sabe, inicialmente
negadas pelo senador -, o ministro André Mendonça,
relator do caso no STF, determinou ontem o afastamento
do perito criminal João Claudio Nabas.
Há 20 anos na PF, Nabas teria vazado à jornalista
Malu Gaspar a existência do contrato milionário da
mulher do ministro Alexandre de Moraes com Vorcaro.
Agora, entre os suspeitos de vazamento, Vorcaro
(apesar de ser mais jogo para ele incluir as
bombas em sua delação premiada para livrá-lo da cadeia)
e Mendonça, mais aliado de Michelle do que do próprio Bolsonaro. O fato é que ela foi incluída na próxima pesquisa de opinião do Datafolha...
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