Malafaia antecipa propaganda eleitoral

No último domingo o pastor Silas Malafaia fez as pazes com Flávio Bolsonaro (PL) e recebeu em sua igreja – a Assembleia de Deus Vitória em Cristo, uma rede com 149 templos em 14 estados – outros cinco pré-candidatos: Claudio Castro (PL), Douglas Rios (PL), Marcelo Crivella (Republicanos) e Sóstenes Cavalcante (PL).

Todos acharam que o púlpito era um palanque eleitoral e o resultado foi a representação da Associação Movimento Brasil Laico (Advec) junto ao MP-RJ para que todos sejam alvo da Lei das Eleições, que enquadra templos religiosos como bens de uso comum para fins eleitorais, proibindo a realização de propaganda em seu interior.

Para a entidade, o endosso de Malafaia configura “doação estimável em dinheiro e publicidade feita por entidade religiosa', proibida pelo art. 24, VIII da mesma lei.

Assinada por Leandro Patrício da Silva, diretor presidente da associação, a representação sustenta que “a liberdade religiosa protege a liturgia, o rito e a espiritualidade - não a fraude à lei eleitoral praticada sob o manto de uma oração. O fiel que vai ao culto para exercer sua fé não pode ser transformado em plateia cativa de campanha política.”

Até então, Malafaia não tinha declarado seu apoio ao filho de Bolsonaro, seu candidato era Tarcísio de Freitas. Só que domingo ele abriu seu coração: “Afasta esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime organizado e toda essa praga do inferno”, bradou o pastor, que parecia mais se referir à direita...

Em seu documento, a associação relata que Malafaia declarou que é “o tempo de apoiar o Flávio para presidente”, conduziu oração coletiva no culto em favor dos políticos presentes e fez discursos de conteúdo político-partidário.

E cravou: “o fiel que vai ao culto para exercer sua fé não pode ser transformado em plateia cativa de campanha política.”

As sanções previstas são 8 anos de inelegibilidade, pedida para Malafaia e todos os pré-candidatos ali presentes e multa máxima no valor de R$ 25 mil por propaganda antecipada em bem de uso comum para cada envolvido.

Para Leandro Patrício, não há problema no debate político nas igrejas: “O que a lei veda é propaganda eleitoral, a promoção de partidos e/ou candidatos. Na maioria esmagadora das igrejas evangélicas não há espaço para debate político, o que supõe liberdade de pensamento, o que há é mesmo um assédio eleitoral”, denuncia.

  

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