Malafaia antecipa propaganda eleitoral
Todos acharam que o púlpito era um palanque
eleitoral e o resultado foi a representação da Associação Movimento Brasil
Laico (Advec) junto ao MP-RJ para que
todos sejam alvo da Lei das Eleições, que enquadra templos religiosos como bens
de uso comum para fins eleitorais, proibindo a realização de propaganda em seu
interior.
Para a entidade, o endosso de Malafaia configura
“doação estimável em dinheiro e publicidade feita por entidade religiosa', proibida pelo art. 24, VIII da mesma lei.
Assinada por Leandro Patrício da Silva, diretor presidente da associação, a representação sustenta que “a liberdade religiosa
protege a liturgia, o rito e a espiritualidade - não a fraude à lei eleitoral
praticada sob o manto de uma oração. O fiel que vai ao culto para exercer sua
fé não pode ser transformado em plateia cativa de campanha política.”
Até então, Malafaia não tinha declarado seu
apoio ao filho de Bolsonaro, seu
candidato era Tarcísio de Freitas. Só que domingo ele abriu seu coração: “Afasta
esses homens corruptos que estão comandando, dirigindo o narcotráfico, o crime
organizado e toda essa praga do inferno”, bradou o pastor, que parecia mais se
referir à direita...
Em seu documento, a associação relata que Malafaia
declarou que é “o tempo de apoiar o Flávio para presidente”, conduziu oração
coletiva no culto em favor dos políticos presentes e fez discursos de conteúdo
político-partidário.
E cravou: “o fiel que vai ao culto para
exercer sua fé não pode ser transformado em plateia cativa de campanha
política.”
As sanções previstas são 8 anos de inelegibilidade,
pedida para Malafaia e todos os pré-candidatos ali presentes e multa máxima no valor de R$ 25
mil por propaganda antecipada em bem de uso comum para cada envolvido.
Para Leandro Patrício, não há problema no debate
político nas igrejas: “O que a lei veda é propaganda eleitoral, a promoção de
partidos e/ou candidatos. Na maioria esmagadora das igrejas evangélicas não há
espaço para debate político, o que supõe liberdade de pensamento, o que há é
mesmo um assédio eleitoral”, denuncia.

Malafaia é um câncer evangélico.
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