Moraes suspende efeitos da Dosimetria
Na semana
passada repliquei aqui um comentário feito no Em Pauta da Globonews, dizendo
que provavelmente Alexandre de Moraes não votaria contra o PL da Dosimenria porque teria participado de sua confecção com Paulinho da Força.
Me lembro
de ter visto essa informação na época.
Parece que
não aprendo: não dá mais para ver ou ler nada que saia das Organizações Globo (ou do Estadão e Folha de S.Paulo todos comprados por Flávio Bolsonaro) sem um pé atrás. Achei que podia ser verdade, porque o ministro tem
aquele enrosco do contrato da mulher com Daniel Vorcaro e deve estar mais
cauteloso sobre as ações do Congresso para não ser impichado e por eventual proximidade de Alcolumbre.
(Embora até hoje o magistrado não tenha feito um único ato que pudesse beneficiar o trambiqueiro).
E a defesa de Bolsonaro também embarcou na lei e pediu, na sexta-feira, que sua condenação fosse cancelada pela Justiça.
Só que não
foi nada disso o que se viu no último sábado. Pelo contrário. Moraes determinou
que a lei – já considerada fato consumado pelos bolsonaristas - fosse suspensa.
A decisão era relativa ao processo de Débora Rodrigues dos
Santos, a Débora do Batom, condenada a 14 anos de prisão por
pichar em uma estátua da Praça dos Três Poderes “perdeu, Mané”, na sua
participação no 8 de janeiro.
Na última
sexta feira a defesa de Debora solicitou a progressão de seu processo para o regime
aberto, com base nas novas regras aprovadas no Congresso. Hoje ela está numa
penitenciária de Pirajuí, em São Paulo.
Para
Moraes, a situação de Débora pede a suspensão da aplicação da lei, “por
segurança jurídica até definição da controvérsia no STF”. Ou seja, o ministro
foi sorteado para ser o relator da contestação protocolada à lei pela ABI e
pelo PSOL, considerada por ambos inconstitucional. Ele acha que a decisão deve
caber ao pleno do STF.
Quem
esperneou da decisão de Moraes, claro, foi Flávio Rachadinha, alegando que o
texto aprovado no Congresso teria sido escrito pelo próprio ministro. E a
polarização se mantém: enquanto bolsonaristas sugerem uma reação do
Legislativo, o governo Lula comemora a decisão.
Cuja base é
a seguinte: o que foi votado no Senado não era o projeto original, e sim uma
nova proposta, parar evitar que a nova lei beneficiasse criminosos
hediondos. E, além do mais, atentados contra a democracia motivam reações à
altura, como as condenações já determinadas pela própria Corte Suprema.
Quando o
que se vê são os envolvidos tentando naturalizar algo que não tem perdão. Porque numa próxima, os golpistas já teriam aprendido o caminho das pedras para não
falhar.

Carlos Minc
ResponderExcluir🤔🤔🤔
💃🏿💃🏿💃🏿
💪🏾💪🏾💪🏾
🙏🏼🙏🏼🙏🏼
Essa corja golpista acha que representa o bem. Eu acho que representa o bem mal
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