Nome de Lula ao STF é para ontem!

Nesses tempos em que a lealdade pode superar o saber jurídico – colhemos os frutos da indicação de Bolsonaro a Kassio Nunes Marques, por exemplo -, Lula pagou o preço da sua teimosia. Preferiu indicar o poço seguro Jorge Messias ao inseguro Rodrigo Pacheco. Deu no que deu.

O drama começou pelo pedido do ministro Luís Roberto Barroso de antecipar a aposentadoria. Tudo para reverter a perda de visto aos EUA e os efeitos da Lei Magnitsky impostos pelo governo Trump. Como seu filho tem negócios vitais nos EUA, achou que seria um jeito de escapar. Não foi. As sanções permanecem.

Agora Lula precisa indicar o quanto antes seu nome para o STF. E seria ótimo se reintroduzisse uma mulher à Corte. Ganha pontos com o eleitorado feminino e se aproxima de uma maior representatividade do judiciário. Se demorar, a escolha será do próximo presidente, sujeito a não ser ele. 

Não podemos correr o risco de ter mais um bolsonarista na Corte Suprema. Não merecemos. Luis Fux, Cármen Lucia e Gilmar Mendes vão se aposentar entre 2028 e 2030, o que também ajuda a mudar a correlação de forças na Casa.

Basta lembrar o que aconteceu com Barack Obama, que indicou ao Supremo dos EUA o progressista Merrick Garland, que sequer chegou a ser votado. E, com a morte de uma juíza progressista, Trump indicou maioria conservadora para a Corte. Com o domínio do poder Judiciário, pintou e bordou. Conseguiu até sair ileso do quebra-quebra que patrocinou ao Capitólio, perdoou os envolvidos e se reelegeu presidente.

Lula não pode se deixar abater pela humilhação sofrida de Davi Alcolumbre. O CGU não foi derrotado apesar de toda a pressão. O derrotado foi Lula, que, vale lembrar, tem 45% na última pesquisa Atlas, enquanto Alcolumbre, tem 3%.

Espera-se que o presidente não ceda aos aliados que defendem retaliação a Alcolumbre – apoiado na improvável dobradinha com o ministro Alexandre de Moraes pelo envolvimento de ambos com o Master. Lula precisa deixar de lado o orgulho e azeitar com o presidente do Senado sua próxima indicação. Antes que seja tarde.

O recado da votação, como se sabe, também mirou no Supremo, cujo desejo de controle manifestado por Bolsonaro torna-se cada vez mais próximo. Além da fragorosa derrota da indicação de Lula – algo que não acontecia desde 1894 -, os ministros têm se fragilizado por seus vínculos com o Master, abrindo novas frentes para impeachments.      

Movimento também estimulado pela mídia vendida a Flávio Bolsonaro, que tem trabalhado arduamente em desconstruir a credibilidade do STF, além de negociar com o Centrão (e Alcolumbre) a impunidade ao Master.

Lula, a nova indicação para o STF é para ontem!!!


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