O que já é ruim ainda pode piorar
Nossas elites sempre se aliaram às trevas. Vide a resistência dos latifundiários
em abolir a escravidão, o que legou ao Brasil o lamentável título de último
país do mundo a libertar seus negros. O que se vê agora foge a qualquer compreensão.
É claro que independente do motivo que tenha levado Flávio Bolsonaro
a procurar Daniel Vorcano um dia após ele ser solto, ainda de tornozeleira, nada justifica que um candidato à presidência vá ao encontro de um reconhecido criminoso.
Nem precisa esperar pela próxima denúncia...
Quarta-feira ele foi a São Paulo pedir pinico à turma da Faria Lima, aos
executivos de bancos, gente do mercado de capitais, enfim, toda sorte de ricos
que chegaram a hesitar entre Tarcísio de Freitas e acabaram fechando com
o Rachadinha.
Sua missão era quase impossível: convencer os aliados de que ele é movido por bons
princípios, embora os fatos teimem em demonstrar o contrário.
Algo parecido ao que assistimos durante os quatro anos de governo de
Jair. Nem aquele morticínio e a sequência de ações que sempre demonstraram seu desdém pela vida dos brasileiros (sobretudo
os pobres) se virou contra ele. O agro e a Faria Lima permaneceram parceiros até o fim.
Terça-feira foi gritante o contraste entre a expressão de luto dos
correligionários do PL – o que Sérgio
Moro faria se Lula fosse visitar Marcelo Odebrecht um dia depois dele ser solto? –
e a alegria forjada pelo ainda candidato do partido.
Moro não conseguiu controlar seu olhar perdido (foto) quando ouviu de Flávio: "Eu fui
sim ao encontro dele (Vorcaro), para pôr um ponto final nessa história",
como se estivesse se livrando de um encosto, prova do quanto é honesto. Segundo o ICL, foi ressarcido pela viagem em 29/11/2025. E ainda chega ao cúmulo de tentar cancelar pesquisa de opinião.
São fatos tão impactantes que nem os jornalões que já tinham dado as
mãos ao senador tiveram outra opção senão retirá-las. Provavelmente à espera do
próximo (a) substituto (a).
Hoje sai pesquisa do Datafolha, que pode ajudar a quebrar a resiliência do apoio ao 01, ontem (após mudança do marqueteiro) transformado em ardente defensor da CPI do Master, que ele sabe que continuará a ser bloqueada pelo presidente do Congresso, conforme foi acordado.
Se a teoria de que o responsável por antecipar as denúncias for o juiz
André Mendonça, a bola da vez será Michelle Bolsonaro (que passou a integrar a pesquisa do Datafolha), capaz de reverter as
intenções dos evangélicos que já começam a tirar o time do bolsonarinho.
O que já é ruim ainda pode piorar no teatro da direita...

Carlos Peixoto Filho
ResponderExcluirbolsonarinho vai mentir mentir e mentir, mas não vai desistir. A família dele - o pai, principalmente - não está nem aí para a verdade
Além de ser uma das coisas que ele sabe fazer melhor, tem ao seu lado Davi Alcolumbre, em transações devidamente precificadas
ExcluirMindinho Veríssimo
ResponderExcluirComo pode termos como pre candidadto um bandido como flavinho? Como a elite financeira se alia a essa corja?
Como dia o texto, ela sempre foi assim
ExcluirAndrea Serpa
ResponderExcluirSem palavras