Tarcísio seria a bola da vez

 


Entramos na temporada dos vazamentos. E o melhor, dos inimigos na extrema direita, que até agora têm conseguido escapar ilesos dos seus crimes. O problema é que a gente se vicia e fica ansiosa pela próxima rodada. E, no que depender de Lindbergh Farias, ela deve envolver Tarcísio de Freitas, o eterno sonho de consumo da direita.

Quando eclodiu a cloaca em que se meteu Flávio Bolsonaro, os que defendiam Tarcísio para disputar a presidência devem ter se revoltado. Tá vendo onde fomos amarrar nosso jegue? O carioca que governa São Paulo seria muito mais seguro, chegaram a supor. Se esqueceram, porém, que Fabiano Zettel cunhado de Daniel Vorcaro, agora preso, depositou R$ 2 milhões na campanha de Tarcísio. O favor, certamente, não veio apenas dos seus ‘belos’ olhos, que de belos não têm nada.

Pois o deputado federal petista sustenta que o nome de Tarcísio aparecerá nas investigações não só por seus vínculos com o ecossistema do banqueiro trambiqueiro, como pelas privatizações feitas pelo governo paulista, tanto da Sabesp – que acaba de presentear os paulistas com aquela megaexplosão - quanto da EMAE.

Em 20 de março, eu já tinha reproduzido aqui a cronologia do jornalista Bob Fernandes, que explica tudo. Volto a repetir:

Após receber a maior doação de sua campanha, Tarcísio privatiza, em abril de 2024, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE), vendida por R$ 1,04 bilhão ao Fundo Phoenix - criado um mês antes da transação, controlado pelo Banco Master e pelo empresário Nelson Tanure –, com ações da Companhia de Gestão de Resíduos e Sustentabilidade (Ambipar). O Phoenix comprou a EMAE com recursos de um empréstimo da XP.

Em julho de 2024 Tarcísio privatiza a Sabesp. Vendeu 32,3% do capital a R$ 67 por ação, no dia em que a mesma ação era cotada na bolsa por R$ 87: um deságio de quase 30%, prejuízo perto de R$ 4,5 bilhões ao patrimônio de São Paulo.

No início de 2025 Tanure retira R$ 160 milhões do caixa da EMAE para comprar títulos podres do Master. Em março de 2025 a CVM identifica ações coordenadas entre o Master, Tanure e a Ambipar, que infla o valor de suas ações em mais de 700%, lastro para o Phoenix comprar a EMAE. 

Em outubro de 2025 Tanure não quita o empréstimo da XP, cuja garantia eram as ações da EMAE, enquanto a XP vende a EMAE à Sabesp. E, em novembro de 2025, o Master é liquidado. Movimentações de um capital que nunca existiu.

E, se esta é uma previsão, o jornalista Otávio Guedes trouxe à cena mais um capítulo da novela. O financiamento do filme “Dark Horse”, a biografia fake de Bolsonaro pelo Banco Master, é citado na delação premiada de Daniel Vorcaro.

Só que a intenção do banqueiro é encurralar André Mendonça. Se aceitar a delação que cita Flávio, o ministro asfixia o clã. Se recusar, será acusado de proteger os Bolsonaro. 

Vai duro para o relator indicado pelo ex-presidente (cujo compromisso é muito mais com Michelle que com Bolsonaro) escapar dessa arapuca.

 

 

Comentários

  1. Acho que a temperatura vai abaixar, não vem vazamento por agora.

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  2. Mindinho Veríssimo
    Se procurar um escapa um desses políticos de extrema direita. Eles vão tentar chegar no primeiro turno

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  3. Carlos Minc
    🤔🤔🤔🤔
    😍😍😍😍
    💃🏿💃🏿💃🏿💃🏿
    💥💥💥💥

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  4. Eduardo Monte
    Devem haver vários meandros que o farão terrivelmente aceitar !!!

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  5. José Henrique Lucas
    Imagem com texto: "Rede de esgoto dos Bolsonaros não deve estar passando nem sinal de wi fi, Vorcaro acaba de ser transferido para cela comum..."

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  6. Abilio Simoes
    Estão a perguntar: Somos ou não bons a fazer poses idiotas?!??

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