Zema também seria ligado ao Master
Ao reagir dizendo que as
ligações de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro eram um “tapa na cara” do
Brasil, Romeo Zema não poderia ser mais cínico. Segundo a deputada Bella
Gonçalves (PT-MG), o mineiro emitiu decreto para aumentar o endividamento de
servidores públicos antes de fazer parceria com o Banco Master.
O objetivo era oferecer o
CredCesta, cartão de crédito consignado do Master, cujo garoto propaganda
era Carlos Ratinho Massa, apresentador do SBT. O que talvez ajude a explicar a
renúncia de seu filho, até então favorito na candidatura à presidência pelo PSD de Gilberto Kassab.
A alteração na lei aumentou em 50% o índice de comprometimento dos salários dos servidores
“exclusivamente com o cartão de benefício consignado”. Já o decreto que regulamenta a
mesma lei foi assinado por Zema, em meio à disputa pela reeleição de 2022.
Segundo a denúncia da deputada, nessa mesma época o Partido Novo recebeu doação de R$ 1 milhão de Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, preso desde 14 de maio por comandar o braço armado "A Turma" da organização criminosa do filho.
“Zema enche a boca para criticar Flávio Bolsonaro pela ligação com Vorcaro, mas ele próprio tem relações com o Banco Master. Fortaleceu empreendimentos ligados à família na área de mineração e também favoreceu o banco com a indicação do CredCesta como crédito aos servidores de Minas”, ressalta Bella Gonçalves.
O esquema começou a ser detectado pela deputada após denúncias, inclusive da plataforma Reclame Aqui, de que servidores mineiros estariam recebendo cobranças indevidas sobre o CredCesta após a liquidação do Master.
Quando Zema foi o primeiro
líder da direita a gritar contra Flávio, parecia óbvia a sua intenção de ocupar
o possível vácuo deixado pelo filho 01, porque as
intenções de voto do mineiro nunca chegaram nem a 4%. Seria, porém, uma cortina
de fumaça para si próprio.
A cara de pau dessa gente
é espantosa. A começar pela de Flávio, cada vez mais enrolado do que linha em
carretel com suas mentiras, enquanto Zema segue por igual caminho.
Na pesquisa de ontem do Datafolha, por sinal, Lula tem 40% x 31% de Flávio no primeiro turno; já no segundo turno, antes empatado, a diferença abre 4 pontos para o presidente: 47% a 43%. Com Zema: 48% a 39% e Michelle, 48% a 42%, com diferença menor, portanto, que a do senador.

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