Vínculo agora tóxico e indelével


 

Para a falta de sorte de Flávio Bolsonaro, a Casa Branca só publicou ontem a foto do encontro com Trump, quando foram anunciadas as ameaças da volta à taxação de produtos brasileiros em 25% e o PIX volta a ficar sob risco. Monitoramento da AtivaWeb Datalab mostra que a rejeição nas redes à traição dos interesses nacionais já está em78%.

Mais uma vez, o feitiço se volta contra o feiticeiro.

Sabe-se que a decisão do governo republicano Trump de taxar as facções PCC e CV como grupos terroristas já estava tomada antes da visita de Flávio  – que atribui o feito a si próprio. Quando se sabe que a viagem do senador foi basicamente para abafar suas ligações com Daniel Vorcaro.

A medida – com prazo até 15 de julho para ser ratificada por Trump (que inda pode mudar de ideia) – foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR),  baseada em “políticas irrazoáveis” do Brasil, como o PIX, que, para eles, reduz os lucros das big techs com seus cartões de crédito e métodos de pagamento, e ainda pelas decisões do judiciário contra essas mesmas big techs.

As restrições ao PIX estariam na diferença das taxas cobradas aos lojistas: enquanto o PIX custa em média 0,22% a 0,33%, os cartões de crédito cobram taxas médias superiores a 2,2%. Já as tais 'intervenções' são reações legais à liberdades de expressão que causam danos concretos, como a arregimentação de fanáticos para atacar escolas, por exemplo. 

Ontem, Flávio disse ter mandado carta a Trump pedindo que não houvessem mais taxações aos produtos brasileiros. Por que ele só revela isso agora? Dançou. Será dele esse ônus.

Sabe-se que tanto Eduardo Bolsonaro quanto Paulo Figueiredo, o neto do ditador, têm trabalhado junto ao governo americano pela intervenção no Brasil a favor do seu grupo, que se lixa para o nosso país e só defendem seus próprios interesses. Eles foram os responsáveis diretos pelo tarifaço imposto por Trump em 2025, pela liberdade a Bolsonaro.

E é surreal que os EUA, o maior vilão da crise econômica provocada pela guerra do Irã, junto a Israel, agora pose de herói e reduza o Brasil ao papel de vilão.

E, em meio às decisões arbitrárias, o que menos conta para eles é superávit norte-americano com o Brasil, que chegou a US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2025.

Para o nosso governo são tentativas de Trump de interferir nas eleições brasileiras. O contra-ataque já começou: a defesa da nossa soberania, que tem dado os melhores resultados...

  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

URGENTE: Mais nova tentativa de golpe

Gonet confraterniza com bolsonaristas

Lá vem o Plebiscito Popular Nacional