Bolsonaristas voltam a atacar urnas

 



Na última terça-feira, Flávio Bolsonaro participou de um encontro com diplomatas de 42 países no evento “Debatendo o Brasil”, organizado pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação. A exemplo do que fez o pai em julho de 2022, quando questionou a lisura das urnas a embaixadores convocados no Palácio da Alvorada, levantou suspeitas sobre nosso sistema eleitoral.

Para isso, citou documentos divulgados pelo governo Trump sobre fraude nas eleições venezuelanas e tentou relacionar a empresa Smartmatic usada por eles às urnas brasileiras. O que é falso e já foi desmentido pelo TSE.

 “Muitas dessas máquinas usadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, afirmou.

Só que dessa vez a sequência do filme foi diferente do passado, quando Jair Bolsonaro foi condenado à inelegibilidade por 8 anos após disseminar informações falsas a embaixadores no Palácio Alvorada com uso da máquina pública. Situações diversas, portanto.

Isso porque o deputado Lindbergh Farias (RJ) avisou que o PT não entrará com uma ação no TSE para pedir a inelegibilidade de Flávio. O partido sabe que a intenção era provocar a reação do PT para que o senador se dissesse vítima de perseguição. Desta vez a isca não foi mordida, porém.

Para Lindbergh, a ofensiva contra o sistema eleitoral é nova tentativa de golpe (eles não desistem nunca), caso o resultado das eleições de outubro não favoreça o bolsonarismo.

“Vocês querem um motivo para questionar a lisura eleitoral, para pedir que os EUA não reconheçam, para tentar dar novamente um golpe”, denuncia.

A estratégia de questionar as urnas eletrônicas também já foi iniciada, por sinal, por Eduardo Bolsonaro nos EUA.

Conforme o TSE, a Smartmatic não fornece urnas nem programas usados nos equipamentos brasileiros, cujo projeto do sistema eletrônico de votação foi 100% desenvolvido no Brasil e é administrado por nossa Justiça Eleitoral.

Que canseira ter de ficar repetindo essas informações para reagir aos velhos e repetidos truques bolsonaristas...

Após disseminar fake news, Flávio ainda teve o cuidado  de declarar aos diplomatas que ele não questionava o sistema eleitoral brasileiro, enquanto pedia que fosse enviada ao Brasil a maior quantidade possível de observadores internacionais (legítimo morde e assopra). 

No mais, segundo o Portal Metrópoles, o escritório de Flávio Bolsonaro emitiu notas de R$ 1,5 milhão a empresas usadas pelo esquema de Daniel Vorcaro. Mais uma bomba...

(Com charge de Aroeira no site 247)

 



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