Fora da ordem mundial
Me soou
muito estranho que um presidiário fizesse do seu filho porta voz de sua própria
propaganda à candidatura que escolheu para a presidência: no caso, deste mesmo
filho. Para o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a iniciativa foi tão contra as leis que
motivou uma petição ao STF, para devolver à Papuda o autor da carta divulgada
por Flávio.
E o
ministro Alexandre de Moraes proibiu o filho 01 de visitar o pai por 90
dias, até o primeiro turno das eleições, em 4 de outubro. Foi o tipo da reação
coerente com a petição que a motivou, mais branda, até, porque Farias achava
que Bolsonaro deveria voltar ao presídio pelo abuso cometido.
Mais um,
depois de tentar manipular a tornozeleira e enviar uma de suas 11 armas para
reparos, após constatar que estava defeituosa (e quem pagou o pato da decisão
foi o bagrinho que transportou o armamento para o conserto).
Pois a
jornalista Malu Gaspar gastou uma coluna inteira e optou pelo outro extremo,
sem qualquer contraditório. Deu voz à pré-campanha de Flávio que, logicamente,
não gostou da decisão de Moraes por ter se sentido prejudicada.
Por outro lado, o colunista Merval Pereira, que tem se mostrado um conservador com posições bem questionáveis, foi para o lado oposto. Para ele, a candidatura de Flávio pode ser inviabilizada antes mesmo de sua indicação oficial pelo PL. Isso por conta de sua proximidade cada vez maior com o crime organizado. Esse que Donald Trump finge atacar.
“O trabalho de limpeza de área do desembargador Ricardo Couto mostra, pela primeira vez em muitos anos, que é possível organizar o governo estadual dentro dos marcos legais, cortando excessos, desperdícios e a corrupção”, diz.
Avanços e
recuos do jornal O Globo.
Enquanto
isso, uma greve de caminhoneiros não noticiada pela grande imprensa também
movimenta esses mesmos tipos de peças. Uma paralisação deste gênero seria algo
festejado pela extrema direita, por seu potencial de inviabilizar o governo.
Assim como o país, embora isso não importe nem um pouco a eles. Pelo contrário.
Vão jogar
a culpa em Lula. Só que se o movimento de fato se consolidar a culpa terá sido
de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e de Flávio Bolsonaro. Porque ambos
sentaram em cima do projeto que cria o piso dos caminhoneiros, a reivindicação
da classe. E a extrema direita aciona todos os seus robôs para culpar o governo
pelo possível movimento.
No último
domingo peguei um Uber dirigido por um bolsonarista, que certamente endossa
esse tipo de tese. Ele chegou ao ponto de defender as medidas de Trump contra o
Brasil, por seu alinhamento com a candidatura de Flávio.
Alguma coisa está fora da ordem mundial...(que infelizmente tende para nocautear a lógica).

Carlos Peixoto Filho
ResponderExcluirestou entre os que consideram que devolver bolsonaro à cadeia seria mais uma manobra diversionista: 1) vitimizaria; 2) desviará atenção para os problemas que a candidatura do 01 enfrenta. quem sabe a carta em letra cursiva não teve a intenção? a mídia dá atenção demais a essas manobras.
Faz todo o sentido. Mas o que mais me impressiona é essa capacidade deles de botar tudo de cabeça para baixo
Excluir