Jair entrega Flávio aos leões
Para quem
tentou violar a tornozeleira – fora de si, sob efeito de medicamentos, segundo a
mulher, Michelle –, mandou uma de suas 11 armas para reparos por um emissor que
terminou levando a culpa pelo ato, enviar uma carta “ao povo brasileiro”
através do filho Flávio, seria algo muito natural.
Chegou até
a indicar o senador como seu porta-voz.
Só que a
defesa inventou mais uma das histórias da Carochina que envolvem o clã: afirmou
que o pai não sabia e não autorizou o filho a divulgar a carta – um mero exercício
de criatividade para alguém tão avesso à leitura – nas redes.
O presidiário estar proibido de fazer qualquer
manifestação política não viria ao caso, afinal, as leis são para os outros...
Sabemos
que trair aliados é algo corriqueiro para o clã, como aconteceu com o ex-ajudante de
ordens, Mauro Cid, cuja promissora carreira foi enterrada por tudo o que fez pelo líder.
E assim,
Moraes recebeu a petição, alegando que Flávio se apresentou como porta-voz de
Jair sem autorização do pai e violou sua confiança ao divulgar a “carta aos brasileiros”, que deveria ser restrita ao próprio filho e jamais ser divulgada.
Moraes, que
de bobo não tem nada, encaminhou o ridículo sapo à PGR. Sabe que devolver o
ex-presidente à Papuda só faria vitimizá-lo – como preveem seus próprios inimigos.
Quem
ficaria com a pior das impressões? O responsável pela carta que foge das suas
reais intenções? Ou o candidato à presidência abatido, naquele mesmo dia, pela
divulgação de sua foto ao lado de Sicário, braço armado de Daniel Vorcaro?
(Porque nada que envolve essa gente é simples...)
O embate de
mentiras seria duro de ser decidido, porém, a pré-campanha do candidato à presidência resolveu entregá-lo aos leões. Afinal, o fiel gado bolsonarista tem um estômago
capaz de suportar qualquer barbárie. Enquanto o mais que fragilizado Jair
não suportaria voltar ao presídio.
E, para
quem já cavou até um tarifaço ao Brasil pelos EUA para liberar o pai, como Eduardo Bolsonaro, não
haveria de ser o seu irmão Flávio quem o devolveria às quatro paredes,
privado do conforto da casa duplex de 400 m², com piscina e churrasqueira, no luxuoso
condomínio Solar de Brasília onde o ex-presidente cumpre sua prisão domiciliar.
Imaginem se
Lula tivesse quebrado a metade das medidas cautelares, mesmo mantido em sistema
privado, o que não teria acontecido com ele?

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