Novo tiro no pé na campanha de Flávio


 

Após a maré negativa da pré-campanha de Flávio Bolsonaro – até sua oportunista participação na recente reunião do escritório comércio nos EUA (USTR) foi detonada –, o novo flanco são as finanças, com o bloqueio, ontem, pelo ministro Flávio Dino, de R$ 119, 2 milhões do orçamento secreto desviado por Valdemar Costa Neto (foto com o 01).

Como o presidente do PL não tem mandato parlamentar, ele não poderia fazer essa movimentação, por si só, questionável. O tiro atinge em cheio o projeto de Flávio Bolsonaro.

Tem mais. Na quinta-feira, o publicitário Thiago Miranda passou a ser investigado. Sócio da Agência Mithi, Miranda é o elo entre Flávio, o irmão Eduardo, Daniel Vorcaro e as milícias digitais, e teria intermediado o envio de R$ 61 milhões para o Fundo Heavengate. Agora com tornozeleira eletrônica, se ele for preso e abrir o bico, não deve sobrar pedra sobre pedra na campanha do senador.

Como se sabe, a causa da violenta queda nas intenções de voto do candidato do PL à presidência foram suas relações promíscuas com Daniel Vorcaro, reveladas pelo site Intercept. Depois veio o vídeo da madrasta, que abalou ainda mais a baixa adesão de mulheres evangélicas ao filho 01. 

E, apesar de pedir a Donald Trump o cancelamento desse novo tarifaço, todos sabem que a iniciativa inicial do presidente americano foi influenciada pelos Bolsonaro.

Foram Flávio, Eduardo e o assecla Paulo Figueiredo que fizeram a cabeça de Trump. Agora, o próprio trio está estremecido entre si: o neto do ditador criticou publicamente as estratégias de Flávio, que chegou à reunião da USTR com o irmão, ao fim do encontro 'sumido' por ser considerada tóxica a sua influência radical de direita.

Enquanto Flávio tenta se reaproximar de Michelle, a ex-primeira-dama anunciou a criação do movimento “Michellismo”, para fazer frente ao (decadente) bolsonarismo. Essa semana ela publicou um vídeo com a imagem da Mulher Maravilha, avisando que elas são “imparáveis”. Ou seja, a disputa pela herança de Jair continua a todo vapor...

Outro fator que tem deixado a campanha de cabelo em pé é a iminente ameaça de vazamento do vídeo de Flávio participando de outro bacanal promovido há quatro anos por Vorcaro, que quase ruiu seu casamento.

Fora que ele já teria perdido o apoio do PP e do União Brasil.

Para piorar, após a queda da candidatura ao Senado do aliado Márcio Canella  - preso por ser flagrado pela PF com um fuzil na mala do carro – já há quem defenda que Flávio demora a indicar seu substituto por temer que a escolha acabe sobre si próprio, com o desastre absoluto de sua campanha pela sucessão presidencial. A conferir...

Comentários

  1. Incrível, é a resiliência da ladroagem. Flávio era para nem aparecer nas pesquisas.

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