Surge nova militância organizada
Surge no Brasil uma nova militância
organizada. Acertou quem pensou em Michelle, a esperta e oportunista mulher de
Bolsonaro, capaz de criar um movimento de vanguarda no país, onde as mulheres –
casadas ou solteiras – decidem. E nada tem a ver com feminismo ou com Simone de
Beauvoir.
Como seu viu, Michelle
renunciou ao PL Mulher, extinto por Valdemar da Costa Neto, presidente do partido, porque o grupo deixa de fazer sentido sem a presença da ex-primeira-dama que, nem por isso,
diminuiu de tamanho.
Enquanto seus enteados vociferam e fazem o que eles acham ser política, violentos como o pai - incapaz de criar um partido -, sob a orientação de Michelle, o PL gastou R$ 16 milhões, mais dinheiro para organizar as mulheres politicamente do que os demais partidos brasileiros juntos.
Uma
mulher chama as outras para sua casa, serve bolo de fubá com cafezinho. Elas
conversam usando suas cartilhas políticas, cada tema com seu enfoque. Acumulam pins, selos que marcam suas respectivas presenças nesses encontros. Com pins suficientes, ela entra na
área VIP do PL Mulher do seu estado, lado a lado com Michelle.
E assim forma uma base feminina de
militância real, enquanto Nikolas Ferreira desempenha o mesmo papel entre os
jovens, como seu viu na marcha de Minas a Brasília que ele organizou no início do ano.
O bolsonarismo acrescenta à sua militância espontânea a militância organizada.
Elas se orgulham de pertencer ao
movimento de Michelle. O núcleo de 431 grupos reúne pouco mais de 5.200
mulheres, onde cada uma delas é uma líder em potencial. Se reúnem regularmente
com outras mulheres pra conversar, rir e chorar. Falam sobre
política com cartilha própria, lideradas por Michelle Bolsonaro. Quantas outras elas influenciam por dia?
São muito conservadoras sobre o que é ser mulher, ser homem, sobre sexualidade,
sobre a vida. Mas não abaixam a cabeça para homem. A relação é diferente.
Podem nem ter o ensino superior e citam versículos bíblicos. São fortes,
porém, porque cuidam de muita gente. São elas que costumam tomar as decisões difíceis em suas casas.
São mulheres líderes. Não é uma
repetição do bolsonarismo, de golpe militar. São os evangélicos se organizando
no Brasil e antes que nos dermos conta podem formar uma das bancadas mais estruturadas do Congresso.
Flávio Bolsonaro não está no comando,
perdeu a batalha. Assim como os capangas de Eduardo Bolsonaro, os Paulos
Figueiredos da vida, que atacam Michelle. Sabem que ela cria uma base de poder que
eles não conseguem ter.
(Fonte: Pedro Dória)
Eu jamais apoiaria esse movimento nascente. Assim como Dória, me sinto na obrigação de chamar a atenção para a teocracia que nasce no Brasil. Ao contrário do modelo original, machista e autoritário, aqui, liderado e multiplicado por mulheres, reacionárias nos costumes.
Para completar, Michelle elogiou publicamente a política de Lula destinada aos surdos mudos.
Segundo o Fórum Terezina da Revista Piauí, porém, mesmo após os mais recentes revezes, Flávio ainda se mantém à frente da machosfera bolsonarista. Enquanto na pesquisa da Atlas/Intel sua imagem é negativa para 60%.

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirÉ só um movimento oportunista, Michelle não tem arcabouço para estruturar liderança nacional, ela é representante das crentes evangélicas, nada além disso. E tem o telhado inteiro de vidro
Fiquei bem assustada quando vi a análise do Pedro Dória que, sem dúvida, tem um fundo de razão. Porém, mais tarde conferi no Fórum Terezina que ela não conseguiu conquistar nem os bolsonaristas com seus movimentos. É preciso, porém, atenção sobre esses movimentos que brotam, se multiplicam e depois ficam incontroláveis, como vimos acontecer com o próprio bolsonarismo
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