Agora é Lulinha porreta
Entre os cerca de 3 mil participantes,
ninguém foi embora na hora do discurso de Lula, ou os presentes foram
importunados com vídeos deepfake alardeando o candidato do PT à
presidência, que ontem deixou um aviso na convenção do partido para oficializar sua candidatura:
“Não é mais Lulinha paz e amor, agora é Lulinha porreta”.
Porque com o cerco da extrema direita para
voltar ao poder não há opção: tem mesmo que partir para a ignorância, a anos luz da
fragilidade de Flávio, que não consegue parar em pé sem apelar para a imagem do
pai, que ele voltou a exibir na Convenção do PL em Florianópolis, mesmo proibido.
Primeiro governante a exercer três
mandatos e, se tudo correr bem, quatro, Lula entra no pódio gabando-se dos seus
80 anos – “Tou inteiraço”, reconhece, com mais preparo e disposição do que
tinha aos 57, quando se elegeu presidente pela primeira vez. E, ao contrário do
adversário, já tem seu vice, Geraldo Alkmin, além do apoio do PSB, da
Federação Brasil Esperança (PT, PV e PC do B) e da Federação PSOL/Rede. Até agora o PL está sozinho...
O cenário
foi escolhido a dedo: o Estádio 1º de Maio, palco de greves, da luta dos trabalhadores e de grandes embates dos metalúrgicos entre os anos 1970 e 1980, sob o comando do líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva.
Nessa
longa trajetória, Lula já tem mais do que discernimento para elencar suas
prioridades no próximo governo: resolver definitivamente o papel da Educação,
criar programas para idosos, cada vez mais majoritários no país, onde eles
possam até namorar se encontrarem parceiros; investir na defesa – “quero estar
preparado para a paz, não para a guerra, para que ninguém ouse fazer uma
besteira com a gente” –, investir na tecnologia e na IA.
E vai brigar para recuperar as emendas, prerrogativa do Executivo entregue ao Legislativo pelo antecessor para escapar do impeachment.
“Como o
Brasil, com um território desse tamanho (citando os números de nossas
dimensões) ainda não tem uma fábrica de drones? E as terras raras têm de ser um
patrimônio brasileiro, usado pelo nosso povo, ninguém vai meter a mão em nossas
terras raras”, avisou, esbanjando energia com uma camisa branca guayabeira,
típica dos cubanos, e o já incorporado chapéu de palha para proteger o câncer que teve na cabeça.
E sobre o
velho complexo de vira-latas dos brasileiros, Lula fez questão de esclarecer: “Não
somos inferiores a ninguém, o que temos é uma elite colonizada que sempre acha que os outros são melhores”, distinguiu.
Lembrou
que, desde a República, dois presidentes investiram na dimensão social: Getúlio
Vargas, com a criação do salário mínimo
e da CLT, e seus governos junto ao de Dilma Rousseff. “Não temos o direito de
deixar a extrema direita voltar a governar o Brasil”, concluiu, sob efusivos
aplausos.

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirE logo começa a campanha, #Lula2026
Carlos Minc
ResponderExcluir😍🌴🚴🏽♀️🙏🏼🦋🌏🪂🦩💚🍾💪🏾🦩
Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirAté a eleição serão 2 meses intensos...que vença no primeiro turno
Seria tudo de bom!
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