As chances de Lula e Trump reatarem
Após as idas e vindas da tal “química” entre Lula e Donald Trump, os dois se falaram pelo telefone na última sexta-feira durante uma hora e vinte minutos em conversa “amistosa e cordial”, segundo o Planalto. A expectativa é de um novo encontro ao vivo em 22 de setembro, quando ambos discursam na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.
A apenas 12 dias das eleições no Brasil.
Parte do conteúdo dessa conversa foi antecipado pelo G1. Trump
perguntou sobre as eleições de outubro e Lula respondeu que tudo transcorre normalmente,
sem ouvir qualquer réplica do presidente norte-americano.
A relação entre os dois líderes adocicou após ambos se esbarrarem, por 39 segundos, na Sala
GA-0200 durante a Assembleia da ONU, em 23 de setembro de 2025. “Na verdade, ele gostou de mim, eu gostei dele. Eu só faço
negócios com pessoas de quem eu gosto. Quando eu não gosto, eu não gosto”, declarou na época o líder republicano.
Tempos depois, soube-se pela Revista Piauí que o encontro não foi
tão casual quanto parecia. Fora planejado entre Mauro Vieira, o chanceler
brasileiro, e Richard Grenell, assessor próximo de Trump, em ação para melhorar
as relações entre os dois países, afetadas pelo tarifaço imposto ao Brasil.
Só que o clima entre os dois voltou a azedar após a visita de Tariflávio aos EUA, em 26 de maio, com a retomada das tarifas que haviam sido abrandadas.
Embora prefira um Brasil governado pela direita, Trump gosta de vencedores. No
provável próximo encontro entre os dois, os rumos das eleições de outubro devem
estar melhor definidos. Se a vantagem de Lula se destacar, nada impede de Trump se bandeie para o lado dele...
Sabe-se também que toda a movimentação
dos EUA contra o Brasil tem o condão do secretário de Estado, Marco Rubio, que
excluiu o país da lista de aliados dos EUA e nos equiparou a uma
ditadura como Cuba, Venezuela e Nicarágua.
E, ainda na última sexta-feira, Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, anunciou uma videoconferência para a próxima semana com o chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, responsável pelas sanções americanas.
Independente do desfecho que tudo isso venha a ter, é inevitável
reconhecer que temos um estadista na presidência do Brasil e uma equipe
diplomática de se tirar o chapéu.

Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirAgora é Lula2026! No primeiro turno.