Globo não quer Lula empoderado
Não conseguia entender por que as Organizações Globo poderiam apoiar Flávio. Afinal, o pai dele não foi bom com elas e fez tudo o que fazia quando se sentia ameaçado, atrapalhou no que pôde. Do corte de verbas a instigar o gado contra elas. Por que vemos agora um noticiário centrado no Lulinha e que passa pano em “Dark Horse”?
O editor Renato Rovai matou a charada
na Revista Fórum. A empresa dos Marinho não quer uma vitória de Lula no
primeiro turno. Mesmo que admitisse que o presidente é o melhor candidato, não o quer empoderado, e prepara o terreno para que se torne uma rainha da
Inglaterra.
Um Estado forte, voltado à reindustrialização, que defenda as empresas públicas e os direitos sociais
não é o sonho de consumo
desse povo neoliberal.
Essa semana todos os veículos se fartaram em esmiuçar as relações de Lulinha com a lobista do Careca do INSS. Na quarta-feira, o Jornal Nacional anunciou que a "PF encontra mensagem recebida pelo ex-chefe de gabinete de Lula com diretrizes para a compra de cannabidiol pelo SUS. Só que Ministério da Saúde diz que o produto não existe na rede.
Não que as histórias que envolvem o filho do presidente não devam ser investigadas. Agora, os R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões que Flávio recebeu de Daniel Vorcaro com sua conversinha mole tem um peso muito maior nessa balança. Pela simples razão de envolver um volume de dinheiro muito maior.
O 01 diz que não deve satisfações e todo
mundo engole? Como assim?
Talvez Ronaldo Caiado fosse mais palatável aos Marinho e existe a chance do candidato do PSD atrair eleitores de Flávio no segundo turno. No caso, poderia até ser preferível o
oligarca que se finge de democrata – quando promete anistia ao Inelegível já
mostra que não é – ao sapo barbudo...
E reproduzo aqui a conclusão
de Rovai:
“Por isso, para mim, a
questão central desta eleição não é apenas quem a Globo quer eleger. É quem ela
não quer que Lula derrote no primeiro turno. Porque um segundo turno abre uma
nova rodada de pressão sobre o candidato que chegar à frente, e uma eleição
decidida no primeiro turno pode produzir outra correlação de forças.”

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