Golpismo sem fim
O golpismo que assistimos desde 2018, quando o bolsonarismo se espalhou pelo país, não dá trégua. Há quatro anos o ex-presidente levantava suspeitas sobre nosso sistema eleitoral e as urnas eletrônicas, em reunião com embaixadores (foto) que lhe custou sua inelegibilidade por oito anos.
Até a PRF interveio, em tentativa de impedir os votos do Nordeste em
Lula. Por fim, Jair e seus generais de estimação foram condenados pelo STF por
tentativa de golpe, em julgamento que transitou em julgado.
Ao contrário dos EUA, que reelegeram um presidente que participou
ativamente do quebra-quebra no Capitólio para impedir a posse de Joe Biden, o
Brasil preservou sua democracia e puniu os responsáveis pela tentativa de
golpe, o que rendeu ao país reconhecimento internacional.
O que, porém, parece ter sido suficiente.
Nossa democracia volta a sofrer ameaças, com a aliança da extrema
direita local e internacional. A tal química entre Lula e Trump foi para o
espaço e, segundo a Revista Fórum, os EUA cogitam até uma delação premiada para o colombiano Alex Saab –
preso acusado de desviar US$ 350 milhões de projetos sociais e por ligações
com o narcotráfico –, que atuou para desestabilizar os governos Chavez e Maduro.
A ideia é fazer o mesmo com Lula.
Isso além das sanções econômicas e ofensas políticas para
tensionar a convivência do bolsonarismo com o Judiciário, para minar a legitimidade
das eleições em outubro. Tudo escancarado por mensagens compartilhadas entre
Marco Rubio e o filho 01. Para completar, Javier Millei assume o papel de
líder da extrema direita na convenção do PL que oficializou a candidatura do
senador à presidência.
E a reação do governo paraguaio, aliado aos EUA, à fala inoportuna de Lula foi mais uma peça dessa engrenagem.
Antes das eleições de 2022 Lula
colheu apoios do mundo democrático em viagens pela Alemanha, França e Espanha,
além de ser apoiado pelo democrata Joe Biden (se naquela época Trump fosse presidente o desfecho poderia ser outro).
Em seguida Jair vai para os EUA no fim do período de transição para não
passar a faixa presidencial, enquanto bolsonaristas pregam o golpe acampados nos
quartéis militares. Ainda assim, nossa democracia sobreviveu.
Agora Flávio repete a postura do pai, de desqualificar as urnas
eletrônicas para diplomatas, enquanto o Congresso ameaça a democracia com a Lei da Dosimetria, uma anistia disfarçada. Fora os constantes embates com
o STF.
Como definiu a jornalista Flávia Oliveira (fonte deste texto), “o risco é crescente". O Brasil precisa, outra vez, atuar contra o golpismo que não parece não ter fim.
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Gute Brandao
ResponderExcluirEssa familia é um Vírus, tem que ser erradicada desse planeta
Doença da qual grande parte do Brasil ainda padece
ExcluirMindinho Veríssimo
ResponderExcluirO Brasil está preparado pra impedir sucesso dessa " ajuda gringa" nas eleições ? De novo, nem sei se igual ou pior, a tensão acontece ao esperar o resultado das urnas , sempre parece que é democracia ou caos.
Desde 2018 tem sido assim...
ExcluirJosé Inácio Werneck
ResponderExcluirCelina, o Brasil tinha desestabilizado um Presidente uruguaio que era pau mandado do Solano López. Em represália, o Paraguai invadiu o Mato Grosso. Quem realmente iniciou a Guerra do Paraguai foi... o Paraguai. Lula está certo.
Só o Em Pauta, da Globonews, passou a metade do seu tempo puxando Lula para baixo nesse episódio
ExcluirCarlos Minc
ResponderExcluir🤔😟🤔😟
💪🏾💪🏾💃🏿💃🏿🌏🌏🌴🌴🙏🏼🙏🏼🚴🏽♀️🚴🏽♀️🎷🎷🐬🐬💥💥
Mindinho Veríssimo
ResponderExcluirCelina faz observações que deveria estar nos jornaloes
Mindinho Veríssimo É de lá que eu venho, em melhores tempos...
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