Tráficantes de mentiras
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O jornalista Luiz Nassif enumera crimes que deveriam ser atribuídos ao subserviente ministro bolsonarista André Mendonça (foto), ao soltar a conta gotas venenos contra Lulinha, enquanto senta em cima da escandalosa cessão de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões por Daniel Vorcaro a Flávio para o filme “Dark Horse” sobre seu pai.
Nunca uma produção
vencedora de Oscar gastou algo semelhante nos EUA. Prevalece, portanto, a versão,
ainda não provada, de que o dinheiro seria usado para sustentar a luxuosa vida de seu irmão, Eduardo
Bolsonaro, nos EUA.
O que se vê, na
prática, é um crime contínuo, às claras, protagonizado por Mendonça, por traficantes de notícias dentro da PF, por jornalistas que manipulam mercadoria ilegal e editores dos jornalões oferecendo falsificações nas principais manchetes de seus veículos.
Ou seja, Mendonça
entregou de bandeja aos jornais farto e inconsistente material sobre Lulinha,
capaz de proporcionar seu principal serviço aos
Bolsonaro: encher o noticiário de informações falsas e capazes de afetar a popularidade
de Lula, como de fato já se sente nas pesquisas.
Segundo Nassif, Mendonça
comete os seguintes crimes: Violação de sigilo funcional - art. 325 do
Código Penal: revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva
permanecer em segredo, ou facilitar sua revelação. Pena: detenção de 6 meses a
2 anos.
Já o Art. 323 do
Código Eleitoral penaliza a divulgação, na propaganda ou período
eleitoral, de fato que se sabe inverídico, capaz de influenciar o eleitorado.
Pena: detenção de 2 meses a 1 ano, ou multa — aumentada de 1/3 até metade
se praticada pela imprensa, rádio, TV, internet ou rede social, ou transmitida
em tempo real.
O pior dos crimes, a meu ver, é toda essa enganação. É assistir a cada dia uma sequência de irrelevâncias como se relevantes fossem diante de fatos muito mais graves empurrados para debaixo do tapete.
A parceria de Lulinha com a lobista Roberta Luchsinger criou o álibi perfeito para Mendonça e para os traficantes da PF para reativar o comércio de informações sigilosas, adaptadas a objetivos políticos. E fornecer aos jornais a matéria prima inicial, para ser trabalhada e transformada em "pasta de fake news" para ser consumida pela população.
Tudo
feito na nossa cara, sem vestígio de pudor, fórmula infalível para um duplo apagamento: uma
bem sucedida administração e o maior dos
escândalos financeiros do país, relevado ao esquecimento.
É revoltante demais!

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