Tarifaço pode voltar a cair
Márcio
Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, se reúne virtualmente
na próxima segunda-feira 31 com Jamieson
Greer, representante comercial dos EUA. O encontro resultou da conversa de
mais de uma hora entre Lula e Trump em 21 de agosto, por iniciativa do
presidente brasileiro.
Em pauta, o tarifaço de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil aos EUA, segundo eles, por práticas que onerariam ou restringiriam o comércio entre os dois países por causa do Pix e das plataformas digitais. Descabida injustiça para nosso país que tem déficit nesta relação comercial.
Agravado pela tarifa adicional de 12,5% após a investigação que aponta a
existência de trabalho escravo no Brasil. Outra injustiça, sobretudo porque os
EUA se lixam para isso.
Como
se sabe, o encontro entre os dois líderes na Assembleia da ONU, em setembro de 2025, resultou na
anulação do primeiro tarifaço, cujo argumento eram supostos prejuízos políticos
ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusação insuflada por Eduardo Bolsonaro e seu
‘ajudante de ordens’, Paulo Figueiredo.
O
alívio foi revertido após a visita de Flávio Bolsonaro a Trump, em 26 de maio,
o que justificou a alcunha de Tariflávio ao candidato à presidência pelo PL.
Inicialmente, a traição à pátria custou ao filho 01 a queda nas pesquisas de opinião. Porém,
como os brasileiros têm memória curta, o episódio foi esquecido, bem como as relações promíscuas entre Flávio e o banqueiro trambiqueiro Daniel
Vorcaro.
Perda substituída pelos seletivos vazamentos contra Lulinha sob os auspícios do ministro bolsonarista André Mendonça.
Por
coincidência, conversei ontem com uma sobrinha que viveu 25 anos nos EUA, tinha cidadania americana e acaba de voltar ao Brasil. Ela conta
que tudo o que atraía os estrangeiros virou pesadelo nesse segundo governo do
autocrata americano. Pessoas desaparecem, famílias se escondem dentro de casa, os preços dispararam e nenhum imigrante se sente a salvo por lá.
E
o pior: os americanos não se surpreendem mais com nada e até apoiam a absurda violência do
ICE, a polícia que atua contra os imigrantes como xerox da gestapo germânica.
Ou
seja, como tudo o que Trump faz não tem nenhuma âncora no bom senso, pode ser
que o país consiga novamente reverter esse jogo, apesar de sabermos que ele prefere um governo de direita no Brasil – do tipo Bolsonaros – do que de um
socialista como Lula, por quem o republicano até admite simpatia.
Isso
se a dupla dinâmica Eduardo /Figueiredo não voltar a melar uma nova decisão
favorável ao Brasil.
A
que ponto chegamos...

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