Vínculos de Flavio com a bandidagem

 


Após a confirmação de vínculos com os piores milicianos e criminosos – como Adriano Nóbrega, chefão do Escritório do Crime – e com o banqueiro trambiqueiro Daniel Vorcaro, a chapa de Flávio Bolsonaro volta a esquentar.

Dessa vez, por seu envolvimento com Rodrigo Bacellar e Thárcio Nascimento Salgado – o TH Joias (ambos na foto) -, que acabam de ser declarados réus pela unanimidade do STF, junto ao  desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto e Jéssica de Oliveira Santos, mulher de TH Joias.

Sendo que TH Joias também é apontado pela investigação como suspeito de lavar dinheiro para o tráfico de drogas na favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.

Como se sabe, antes de ser preso, Bacellar era o candidato de Flávio ao governo do estado. Ele chegou a ser chamado de "gênio do mal", ao ser considerado o autor intelectual da compra de votos que garantiu a reeleição de Claudio Castro. Todos eles são do grupo político do Filho 01.

E sua eleição à presidência da Alerj era parte do plano para torná-lo popular, o que facilitaria sua futura eleição ao governo do estado. Grupo que seria integrado por Flavio. O projeto, porém, foi abortado por conta da prisão de Bacellar.

Desde então, quem assumiu a disputa pelo Palácio Guanabara foi o deputado Douglas Ruas, outro aliado de Flávio, que também preside a Alerj e passou a ser apontado como nome do senador à sucessão ao governo estadual.

A relação de TH Joias com o grupo político que comandava a Alerj também passou a ser investigada. Ele foi preso em setembro de 2025 na Operação Zargun, que investigava uma organização que seria ligada ao Comando Vermelho (CV).

Segundo a acusação da PGR, a operação investigava crimes como tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro, das quais TH Joias era um dos principais alvos.

Para a PF e a PGR, as informações sobre a Operação Zargun teriam sido antecipadas por Bacellar, permitindo a TH Joias retirar provas antes da chegada dos agentes.

A PGR sustenta que Bacellar, TH Joias, o desembargador Macário Júdice e outras pessoas teriam agido em conjunto para prejudicar a investigação sobre integrantes do CV.

Já a relação entre Flávio e os dois réus passou a ser explorada por seus adversários após as prisões e denúncias. Renan Santos, candidato do Missão, sustenta que Flavio apoiava politicamente Bacellar e TH Joias.

O que não envolve o senador direto nos crimes, e sim aos criminosos. O que não é pouca coisa a quem já está cada vez mais enrascado...A sorte dele é a blindagem contra qualquer notícia que possa afetar sua candidatura à presidência, porque para a direita, qualquer coisa seria melhor que Lula...

 

Comentários

  1. Mindinho Veríssimo
    Impressionante, resumiu muito bem. Como pode essa quadrilha ser apoiada para uma eleição?

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