"Muita coisa sobre Flávio virá à tona"


Fogo no parquinho da direita. O mesmo policial federal que antecipou à Revista Fórum a tentativa de golpe do GSI do general Heleno com Bolsonaro, revela que o tiro do ministro André Mendonça contra Alexandre de Moraes e a direção da PF levou a um levante na corporação que se voltará contra ele.

Quem vai desconstruir o magistrado é a Coordenação-Geral de Contrainteligência (CGCINT), subordinada à Diretoria de Inteligência Policial (DIP), unidade que salvaguarda operações policiais, inquéritos sigilosos e documentos estratégicos contra o acesso de pessoas não autorizadas ou organizações criminosas, detectando interferências ilegais.

São dessa unidade os relatórios repletos de dados que chegaram ao ministro Edson Fachin, anexados ao pedido de abertura de investigação feito por Moraes e ao pedido de autorização da abertura de inquérito contra Mendonça, previsto pela corporação para sair em breve. 

(Davi Alcolumbre já sinalizou ao Senado que pode autorizar a abertura de um processo de impeachment contra Mendonça.)

O ponto central dos relatórios é a inação do magistrado no caso que envolve o recebimento dos R$ 61 milhões, acrescidos de R$ 8,6 milhões, por Flávio de Vorcaro.

O primeiro alvo é o “doutor Marcantonio (Thiago Marcantonio Ferreira), assessor de Mendonça desde o Ministério da Justiça, agora no STF, o mesmo que assessorou o juiz a usar os dispositivos da ditadura militar para perseguir os que se manifestavam contra o governo Bolsonaro.

Ficou evidente a disparidade de prazos impostos, por exemplo, no envolvimento de Jaques Wagner (PT-BA) com o Master em relação ao ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), aliado da extrema direita, e das menções a Lulinha, em contraste com a benevolência a ACM Neto.

Sobre o inquérito do Master, já há um consenso de que a relatoria sairá das mãos de Mendonça, por sua absoluta falta de lisura. A decisão, porém, só pode ser tomada por Edson Fachin, presidente da Corte e árbitro do caos lá instalado.

Para a PF, é nítida a ação do "magistrado gangster", de viés político-eleitoral para proteger Flávio. “Vai ser o caso que terá mais peso para mostrar que ele não tem condições de seguir como ministro do STF. Muita coisa sobre o Flávio virá à tona quando o que tiver que ser feito for feito”, sustenta a fonte.

E ela cita ainda recente gravação por Mendonça de um vídeo “aos irmãos evangélicos”, para levar extremistas de direita à Paulista e às ruas do país em clima de ‘manifestação paralela’ no 7 de Setembro. “Aí vai Malafaia, vai todo mundo, e você já sabe como é, né? Ele quer se converter na figura do mundo jurídico da extrema direita. E quer se salvar… Isso é papel de ministro do STF?", questiona o policial federal.

Acorda Brasil, antes que seja tarde!

 

 

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