Tiro de Trump sai pela culatra

 


O acirramento das tarifas contra o Brasil foi o primeiro passo do governo Trump para desestabilizar a gestão de Lula e prejudicar sua reeleição. Pois o segundo entrou em andamento: o envio ao Brasil de altos funcionários para desacreditar as urnas eletrônicas, algo já iniciado por Flávio Bolsonaro em recente reunião com embaixadores em Brasília.

O Washington Post revelou que a tal delegação seria integrada por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Samson já viajou por diversos países para promover o conservadorismo. E uma das autoridades ouvidas pelo Post classificou a iniciativa como um "estratagema completamente incompatível com a democracia brasileira.”

Só que o tiro saiu pela culatra.

Segundo o UOL, sexta-feira o governo brasileiro negou o pedido de visto aos dois funcionários do governo americano, cujo objetivo era conversar com autoridades eleitorais brasileiras críticas das urnas eletrônicas. O pedido de visita de Barness e Samson chegou ao governo brasileiro em 20 de julho, e no fim desta semana levou cartão vermelho. 

Para fontes ouvidas pelo UOL, havia clara conexão entre a visita dos funcionários do governo americano com os recentes movimentos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), para desacreditar a lisura do processo eleitoral brasileiro.

"Antes, mobilizávamos nosso poder em situações de risco para defender a democracia. Agora, os enviamos para desacreditar o sistema eleitoral de outro país", avaliou o jornalão americano.

Nas eleições de 2022, quando os democratas estavam no poder com o presidente Joe Biden, o governo americano atuou para reforçar a estabilidade democrática e frear discursos golpistas, com o respaldo de relatórios de inteligência atestando a total ausência de fraudes no sistema de votação do Brasil.

E, mesmo com a campanha de ataque às urnas promovida por Jair Bolsonaro durante toda a sua gestão, nada foi provado contra nosso sistema eleitoral. Agora, até mesmo o bolsonarista Kássio Nunes Marques, que preside o TSE, assegura a lisura das urnas eletrônicas brasileiras.

Elas foram criadas, por sinal, em 1996, em reação às constantes denúncias de fraudes contra as eleições no papel. E vai ser impossível provar o contrário.

 

 

 

 

 

 

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Comentários

  1. O Brasil deve ter bem mais de 300 milhões de contas bancárias, de poupança e etc. Controlar 150milhões de votos é café pequeno. Claro que a extrema direita quer a volta do papel, para fraudar,não suporta a lisura das nossas eleições.

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