Dino corta farra de Mendonça pela raiz
O ministro Flávio Dino cortou ontem pela raiz a escancarada parcialidade de André Mendonça, que proibiu o post do humorista Antonio Tabet – os humoristas, aliás, estão batendo um bolão -, onde ele dizia que “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”, com a imagem da padroeira do Brasil.
Dino afirmou que não havia elementos suficientes para concluir, antes de
uma análise mais aprofundada, que o conteúdo era ilícito. Porque, na verdade, Mendonça
vestiu a carapuça de que “a família miliciana” seria a mesma dos Bolsonaro,
cujo nome não é sequer mencionado no post.
Essa aparente guerra na esfera do STF e do TSE a uma semana das eleições deve-se às constante
arbitrariedades cometidas pelo ministro terrivelmente evangélico, que atende a
todas as solicitações de Flávio sem se dar conta do quanto está sendo bandeiroso na defesa explícita dos interesses daquele que o levou à Suprema Corte.
Afinal, eles não defendem a liberdade total de expressão?
A proibição de Mendonça começou pelos posts que relacionaram Flávio a Daniel Vorcaro – como se isso já não fosse público desde maio, quando o Intercept divulgou a extorsão do filho 01 ao ex-banqueiro para o filme “Dark Horse” -, investigação sobre a qual o mesmo Mendonça, relator do Caso Master, sentou em cima.
E, de
quebra, proibiu a circulação do vídeo de Lula dizendo que “o país não pode
ficar refém de vazamentos” – referindo-se ao próprio magistrado, sem citá-lo.
Sem nenhum
pudor, Mendonça prosseguiu a cruzada obscurantista, com seu pedido inicial
de proibição a 1,6 mil postagens, adicionadas a outras 1,2 mil, para que a exclusão – sob pena
de pagamento de R$ 30 mil para descumprimentos – de todos os conteúdos com igual
teor.
E, mesmo
que Flávio não tivesse citado nominalmente a exclusão de Nossa Senhora da Aparecida
como padroeira do Brasil, ele declarou que um de seus primeiros atos, se
eleito, será “decretar que o Brasil é do senhor Jesus Cristo”. Se a ficha dele custou a cair, entretanto, azar o dele...
Além disso,
existe um projeto que propõe retirar da santa o título de Padroeira do Brasil,
de autoria do ex-deputado federal, Victorio Galli (MT), assessor
especial da Presidência da República de Jair Messias. Portanto, é, ainda por
cima, uma ironia repleta de fundo de
verdade.
Basta!!!

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